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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Prostituição e machismo
El puto amo

https://www.eldiario.es

"A prostituição não é o resultado da decisão das mulheres, elas são obrigadas a exerce-la desde a origem da história. É a imposição do machismo para que os homens reforcem sua masculinidade.".

Em que momento da história as mulheres introduziram de maneira livre e voluntária a prostituição como mais uma opção profissional? A resposta é simples: em nenhum.

A prostituição é uma criação machista para benefício dos homens e de seu modelo de sociedade, um modelo que necessita da coisificação das mulheres como parte essencial do mesmo. Se olharmos com perspectiva, o que ocorre não é muito diferente da estratégia machista em muitos outros âmbitos e com outros temas. É sempre o mesmo: primeiro se impõe uma ideia ou referencia que obriga, submete, domina, limita as mulheres, depois se normaliza sobre o hábito e o costume, e finalmente, naquelas questões mais transcendentais, se legaliza para que não reste a subjetividade nem a intempérie das circunstancias.




Um exemplo; primeiro se considera que as mulheres são inferiores aos homens e menos capazes, logo se levanta toda a estrutura social e de relações sob esse critério que as limita no pessoal e no laboral, depois se desenvolve uma série de normas que lhes impedem de votar, trabalhar, viajar... mais adiante, quando a situação se torna insustentável, são criadas normas que lhes permite trabalhar e viajar, mas com a permissão do marido... e assim até que a própria reação social e os movimentos e organizações de mulheres impedem os desvios e corrigem as injustiças que supõe essa construção. Contudo, o próprio sistema se encarrega de que incida o mínimo sobre esse machismo original, e que somente o faça sobre alguma de suas manifestações, o qual permite que suas ideias e valores se mantenham e se adaptem à situação sem renunciar a seus objetivos, ainda que lhe obrigue a mudar de estratégia.




Prostituição como imposição do machismo

A prostituição não é o resultado da decisão das mulheres, elas tem sido obrigadas a exerce-la desde a origem da história. É a imposição do machismo para que os homens reforcem sua masculinidade e sensação de poder através do sexo. Se as mulheres não tivessem sido consideradas como objetos e sexualizadas desde a infância a prostituição não seria possível. E se o machismo não houvesse criado as circunstancias para que muitas mulheres ao longo da história entenderem a prostituição como uma opção a mais dentro da normalidade, as mulheres não a escolheriam, do mesmo modo que nunca se aceitou a escravidão como uma opção laboral, posto que não se conseguiu normalizar essa forma de exploração.

Quando se tenta passar de uma prostituição forçada e obrigada para uma prostituição "livre e decidida", o êxito não é de quem era explorado e diz liberar-se fazendo o mesmo que fazia, mas do contexto que havia normalizado essa situação e que agora a mantém sob outras referencias.

Não devemos esquecer que a prostituição beneficia os homens e o machismo, e o faz a custa das mulheres e da igualdade. A prostituição não proporciona sexo aos homens, mas sim poder. A imensa maioria dos homens que consomem prostituição mantém relações sexuais com outras mulheres, e ainda assim acodem à prostituição para satisfazer seus desejos de poder das formas mais diversas, mas sendo eles os amos dessa mulher durante o tempo de contato, e reforçando para sempre sua ideia de homem e masculinidade para ser também os amos da sociedade.
Segundo um informa da APRAM, 39% dos homens de nosso país tem consumido prostituição, esses mesmos homens que também cometem violações, abusos sexuais, assédio sexual... nas circunstâncias mais diversas, e a tudo isso o fazem culpabilizando as mulheres por provocar, por agir com perversidade e engana-los, ou por arrepender-se e tirar maldade para denuncia-los falsamente, como temos visto recentemente após conhecer a sentença do caso "La Manada", cuja vítima, não por acaso, foi considerada em muitos comentários como uma "puta".

O que sucedeu estes dias com a solicitação para criar um "sindicato de trabalhadoras do sexo" reflete muito bem essa estratégia adaptativa do machismo, e como utilizam o teórico interesse e preocupação pelas condições de trabalho das mulheres que a exercem para benefício, mas sem questionar em nenhum momento o trabalho nem as circunstâncias que levaram a essas condições.

A estratégia é clara: primeiro as obrigam, as exploram, abusam, agridem... e depois, criadas algumas condições objetivamente inaceitáveis, ocultam a prostituição após as circunstâncias em que se exerce e pedem que se aja para melhorar as primeiras sem fazer nada sobre as segundas. E tudo isso sob a conversa fiada de fazer crer que se as condições de trabalho são mudadas vai se supor uma mudança na prostituição.


A chave, o plano social

Por essa razão, para ocultar o significado social e cultural da prostituição dentro do machismo, acode-se à voz individual de mulheres que livremente, e com todo o respeito e consideração de minha parte, pedem exercer a prostituição em condições adequadas.

A reivindicação dessas mulheres tem todo o sentido, tanto pelas condições em que desenvolvem sua atividade, que já temos comentado que são não assumíveis, como do ponto de vista de sua posição individual; mas a chave, como em tantos outros temas, não está no plano individual, mas no social, posto que são as referencias da sociedade as que criam o mito de crer escolher livremente num contexto machista que dá significado à realidade, até o ponto de criar um imaginário em que muitos homens dizem, "se a meus filhos lhes faltar comida, eu a roubaria", enquanto que as mulheres afirmam, "se a meus filhos faltar comida, eu me tornaria uma prostituta".

As decisões individuais não podem ir contra o marco da convivência nem a favor dos elementos que reforçam um sistema de ideias e valores como o machismo, baseado na injustiça da desigualdade. por isso se age contra um agressor ainda que a mulher diga que não se faça porque "é normal" que seu marido lhe bata, nem tampouco se aceitaria um grupo de pessoas que consumiram substancias tóxicas ilegais peçam que as deixem consumi-las em nome de sua liberdade, e de que elas com seu corpo fazem o que querem, ainda que dita decisão as prejudiquem.

O machismo criou a ideia de que os homens são os "fodões" da sociedade, e para isso lhes dá oportunidades para que se sintam assim, treinem seu ego e possam demonstrá-lo, como ocorre, por exemplo, com a violência de gênero normalizada e com a prostituição.

O resultado é claro, e cada homem, se assim o decide, com independência de seu status e circunstâncias pessoais, ao menos conta com um espaço no qual é o "fodão".

Publicidade de prostituição no para brisas de um automóvel.

domingo, 11 de agosto de 2013

Batalha de grupos ou guerra de classes?

@Twistedpalo
twistedpaloComeçando a leitura de As Origens do Totalitarismo, de Hannah Arendt (para que vejam que livros escolho para me divertir nas férias), chamou-me a atenção uma reflexão da autora e politóloga de origem judia, sobre o extermínio genocida de seu povo em mãos das SS do III Reich. Arendt sustenta que o povo judeu não constituía "per se" uma classe social dentro das nações onde viviam, senão um grupo. Dito grupo podia distinguir-se por ter privilégios sociais (como os judeus palatinos) ou o contrário, ser repudiado, apátrida e estar em situação de desvantagem com respeito a outros se considerados cidadãos de pleno direito nos emergentes Estados Nações.

Esta configuração de grupo, e não de classe, segundo Arendt, foi uma das chaves que facilitou seu extermínio, pois como grupo eram muitíssimo mais débil e a solidariedade de classe, não ia com ele e nem até ele. Nem buscaram essa proteção e nem sequer a concederam. Era um grupo, não uma classe, e segundo foram as coisas e os negócios, poderia ser um grupo privilegiado ou pária.

laRepública.es

Vejam a tradução completa em NEBULOSA.DE.ÓRION

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sindicato dos Bancários de São Paulo é invadido a mando de José Serra

Há poucas horas a sede e – pelo menos uma subsede - do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, filiado a CUT, foi invadido por oficiais de justiça, acompanhados de viaturas policiais, com ordem de arrombamento – se necessário – para buscar e aprender material relacionado a campanha eleitoral, inclusive com ordem de retirada do site o posicionamento político da entidade frente as eleições municipais.

O Sindicato dos Bancários, historicamente, sempre manifestou a posição majoritária de sua direção em seus informativos, como uma forma de orientar a categoria bancária em relação ao posicionamento político de sua direção em eleição de todos os níveis. Foi assim em todas as eleições disputadas por Lula e em todas as eleições para prefeitura e governo do estado desde a retomada do Sindicato para o campo do sindicalismo combativo no final da década de 1970.

Vale lembrar que nem mesmo no período da ditadura militar o Sindicato foi invadido com acompanhamento policial e ordem de arrombamento. A justiça brasileira passa por um processo de necessária reflexão, estamos acompanhando o caso da AP 470, que faz um julgamento político, sem base nos autos do processo, que é um principio jurídico, fazendo a votação de forma a coincidir com as eleições municipais e passando na frente de dezenas de outros processos mais antigos, como o mensalão do PSDB, onde está envolvido o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, à época, presidente nacional do PSDB.
 
 
Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

terça-feira, 29 de maio de 2012

Federação de Sindicatos da Síria denuncia atentado de terroristas pagos pelos EUA



Imagem com milhares na capital síria
 em manifestação a favor do presidente Al Assad  

O companheiro Adnan Azzouz, presidente da Federação Geral dos Sindicatos da República Árabe Síria, enviou para a CGTB a Declaração do Birô Executivo dessa entidade irmã, denunciando “a agressão das gangues armadas pelos países colonialistas”; os atos terroristas cometidos contra o povo sírio, em particular trabalhadores e estudantes, e destacando as duas bombas que causaram a morte de 55 pessoas e centenas de feridos em Damasco no dia 10 de maio.   

Vejam mais em PATRIA LATINA

domingo, 6 de março de 2011

The Economist prega guerra contra funcionários públicos

Em um informe publicado dia 8 de janeiro, a revista anunciou a "próxima batalha" liberal: o confronto com os sindicatos do setor público. A tese da revista pode ser resumida em três pontos: os Estados europeus enfrentam déficits públicos abismais; para reduzir o gasto, é preciso reduzir efetivos, salários e sistemas de pensões dos funcionários; os governos ganharão a opinião pública incentivando a denúncia dos “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público. Em nenhum momento o informe recorda que os déficits públicos são em grande parte consequência das ajudas colossais aos bancos e outros responsáveis pela crise atual. O artigo é de Bernard Cassen.


Vejam mais detalhes em CARTA MAIOR

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sindicato dos Bancários de São Paulo participa de congresso no Japão

Evento em Nagasaki discutirá política a ser adotada pelos trabalhadores em todo o mundo nos próximos quatro anos

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – Com a participação de cerca de 3 mil representantes de 900 sindicatos de mais de 200 países, será realizado entre os dias 9 e 14, em Nagasaki, no Japão, o Congresso Mundial UNI Sindicato Global.

O evento discutirá a política a ser adotada pelos trabalhadores em todo o mundo nos próximos quatro anos, além de eleger a nova direção da UNI. Filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que integra a UNI (Union Network International, entidade sindical que reúne trabalhadores do setor de serviços de todo o mundo), o sindicato terá representantes no congresso.

Vejam mais detalhes em REDE BRASIL ATUAL


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Por que Dilma?

Tenho pensado há semanas o que escrever, e mais intensamente nos últimos dias, mas aí me sobrevêm tantas razões que meu cérebro logo se sobrecarrega e curto-circuita. Não gostaria de repetir a numeralha que já consta em toda parte. Ontem passei o dia refletindo. Todas as coisas grandiosas e apaixonantes da minha vida desabaram-me sobre a cabeça: os clássicos da literatura, as batalhas pela liberdade, as revoluções sociais. Tudo me leva a votar em Dilma Rousseff, pelo que ela representa, não apenas para o Brasil, mas para todo o planeta. Uma mulher de esquerda, obcecada em libertar o Brasil da miséria. Uma mulher inteligente, capaz, honesta, uma das principais responsáveis por um governo bem avaliado por 82% dos brasileiros.

Entretanto, além das razões sociológicas e políticas que me levam a acreditar que a petista é uma opção infinitamente melhor que José Serra, por todo o apoio que traz dos movimentos sociais, dos sindicatos, pela maior base política no Congresso e no Senado, pelo apoio quase consensual entre os reitores das universades públicas, pela preferência esmagadora do sofrido Nordeste, região com a qual o Brasil tem uma dívida de sangue indelével (pelos milhões e milhões que morreram de fome e sede sem que os governos nada fizessem), além de todas essas razões, há uma outra ainda, muito importante, decisiva, uma razão moral, que açambarca todas.


Vejam o texto completo do Miguel do Rosário em ÓLEO DO DIABO

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CELSO FURTADO SOBRE O CANDIDATO SERRA EM 2002:

'Ele ladra aux bois, quer dizer, a torto e a direito.Enfim, o sujeito está no sufoco e fala qualquer coisa. É o fim de festa', dizia o saudoso economista brasileiro, ao site do PT, em 13-10.

EM 2010 O 'AUX BOIS' SE REPETE: SERRA SAI DO ARMÁRIO E EMITE UIVOS ANTI-SINDICAIS, COMO A UDN EM 1964.

Em evento nesta quarta-feira (14) promovido pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo, o candidato do conservadorismo brasileiro atacou os movimentos sindicais. "A CUT era uma entidade sindical anti-pelega até o PT chegar ao governo. Aí, virou uma entidade super-pelega. Aquilo que havia na época do Jango, quando se falava de pelego, não tem nada a ver com o que tem agora. Eles eram aprendizes de pelegos com relação ao que se tem hoje", declarou o candidato demotucano que abriu guerra contra as lideranças dos trabalhadores depois que foi pego de calças curtas pelas entidades sindicais por propaganda eleitoral fraudulenta. Serra dizia que eram seus os projetos de criação do FAT, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-SP), bem como o do seguro-desemprego, instituído pelo governo Sarney.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Professores planejam paralisação nacional para o dia 24 de abril

Imagens: A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação promoveu hoje, em frente ao Supremo Tribunal Federal, manifestação pelo julgamento do mérito da ação movida por cinco governadores contra a Lei 11.738/08, que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional de R$ 950 para professores Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr


O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, afirmou hoje, 3, durante reunião com representantes de sindicatos da categoria de todo o país, que os professores devem paralisar as atividades no dia 24 de abril. A categoria cruza os braços por 24 horas para exigir o cumprimento da lei que institui o piso do magistério no valor de R$ 950.

Vejam na Revista Fórum

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Mais um líder sindical colombiano é assassinado

O dirigente sindical e membro do partido político Pólo Democrático Alternativo, Guillermo Rivera, estava desaparecido desde o dia 22 de abril deste ano na Colômbia. Seu corpo foi encontrado nesta terça-feira, 15, na cidade de Ibagué. Rivera era presidente do Sindicato dos funcionários da autarquia de Bogotá, a capital da Colômbia.

As informações preliminares apontam que o dirigente sindical foi assassinado e sepultado como indigente no dia 28 de abril, seis dias após seu desaparecimento. Segundo informações do comitê pela vida e pela liberdade de Guillermo Rivera, os indícios de assassinato apontariam para efetivos da Policia Nacional, mais um caso de crime do Estado, por ação ou omissão.



Leiam na Revista Fórum.

Na COLÔMBIA aparece sem vida o dirigente sindical Guillermo Rivera Fúquene

Gabriel Becerra, coordenador do comitê pela vida e liberdade de Guillermo Rivera Fúquene informou que o corpo sem vida do sindicalista da Controladoria Distrital foi encontrado na cidade de Ibague, capital do Departamento de Tolima.

Bogotá. “Lamentamos informar ao movimento social e à opinião pública nacional e internacional que no dia de hoje, terça-feira 15 de julho, se foi conhecido oficialmente o aparecimento na cidade de Ibagué, do corpo sem vida do companheiro Guillermo Rivera Fúquene, dirigente sindical e político, desaparecido no último 22 de abril na cidade de Bogotá”, afirma em um comunicado público.


Texto completo na Agência de Notícias Nova Colômbia.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Salaciel: o balanço das greves do Dieese e a farsa da 'Folha'

O jornal Folha de S.Paulo, em sua edição do dia 2 de julho, publicou um editorial intitulado “Estatização da greve” que é mais um destes manifestos que vire e mexe aparecem na mídia como libelo conservador. O texto seria histriônico como ficção, mas é pateticamente real.
A farsa aparece já no início do texto. “O Dieese, reputada instituição de estudos e estatísticas sindicais, fez um balanço das greves de 2007 que muito contribui para evidenciar as distorções desse recurso extremo na era Lula. Das 316 paralisações registradas, 161 (51%) ocorreram no setor público”, afirmam as duas primeiras frases.
(...)
O segundo fator, também omitido pela Folha, é o longo período sem reajuste salarial imposto aos trabalhadores do setor público pela “era neoliberal”. Quem tem dificuldade de conviver com a democracia acha que os trabalhadores e o movimento sindical não têm o direito de lutar por seus interesses. Se prevalecesse o conceito defendido pelo jornal ao longo da história, as conquistas trabalhistas não existiriam. A diferença, registrada pelo editorial da Folha, é que estas lutas não são vistas no governo Lula como “baderna” que merecem como única resposta a repressão.

Leiam todo o texto aqui no Vermelho.

Globalização leva britânicos e americanos a criar 'supersindicato'

A maior central sindical da Grã-Bretanha, Unite, está se unindo ao sindicato americano United Steelworkers (USW), que representa os metalúrgicos, para criar uma nova entidade "global", a Workers Uniting, com 3 milhões de associados.

A fusão, a ser assinada em Las Vegas, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira, tem o objetivo de sincronizar negociações salariais com companhias multinacionais.

Notícia completa na BBC Brasil. Sindicato multinacional? Esperar e ver para crer.

domingo, 8 de junho de 2008

Diretora da Anac combinou com tucanos os ataques a Dilma

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, confessou que Denise Abreu, ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o procurou para fazer as denúncias contra a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A revelação confirma uma suspeita que ganhou força esta semana em Brasília: a de que lideranças do PSDB estão por trás da onda de ataques à ministra Dilma Roussef.

Veja aqui a continuação da reportagem mas acrescente um pouco mais de informação lendo "
Sindicatos estranham denúncias de Denise Abreu" no mesmo sítio (ou site, como queiram).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Campanha pela redução da jornada de trabalho

Seis centrais sindicais lançaram nesta segunda-feira, em São Paulo, uma campanha nacional pela redução da jornada de trabalho sem perdas salariais. Os sindicalistas definiram um calendário de mobilizações em todo o país para recolher 1 milhão de assinaturas e entregá-las ao Congresso Nacional. A proposta das centrais é reduzir a carga horária de 44 para 40 horas semanais. Essa medida, segundo os sindicalistas, possibilitará a criação de cerca de 2 milhões de novos empregos com carteira assinada e maior distribuição de renda no país. As centrais sindicais também querem que os empresários dividam os ganhos de produtividade com os trabalhadores. Participam da campanha a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Na Constituinte de 1988, a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas semanais. Essa jornada, assinalam os sindicalistas, ainda é maior que a de países desenvolvidos e de outros latino-americanos. Alguns exemplos: na Alemanha, a jornada semana é de 39 horas, nos Estados Unidos, 40 horas, no Canadá, 31 horas. No Chile, a jornada é de 43 horas e na Argentina, de 39 horas semanais. Em todos esses países, destacam as centrais sindicais, a jornada foi reduzida nos últimos 20 anos. Desde 2001, tramita no Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), propondo a redução da jornada de trabalho no país para 40 horas semanais, com uma redução futura e gradual até chegar ao nível de 36 horas semanais. As entidades empresariais são contrárias à proposta.


Texto do RS Urgente. E você achando que lutas e disputas de classes eram coisa do passado. O grifo final é deste editor. Aliás, pensando em entidades empresariais, como falou o Cristóvão Feil, estamos esperando reportagem do Zé Agá, sobre quanto tempo o Dr. Sperotto ficou, e ficará, à frente da FARSUL.