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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Estado é conivente com as milícias, acusa deputado ameaçado

- Crime organizado só existe dentro do Estado, em qualquer lugar do mundo. O crime não se organiza nas áreas pobres. Na pobreza, tem muita arma, muita droga e muita miséria. Isso não combina com o crime organizado. Crime organizado é onde tem poder, onde tem dinheiro e isso está dentro do Estado, dentro das elites econômicas. O dinheiro do crime organizado não está nas áreas pobres. Está nas bolsas de valores, na especulação imobiliária - afirma, criticando o que considera conivência estratégica do poder público.

- É mais do que omissão. É conivência, porque a milícia acaba sendo interessante para alguns projetos políticos. Todo miliciano é base do governo.

Ele reclama que das 58 propostas apresentadas no relatório final da CPI para o enfrentamento desses grupos criminosos, "pouquíssimas" foram efetivamente aplicadas. Na visão do parlamentar, falta "coragem política".


Confira o texto completo e a entrevista do deputado Marcelo Freixo, no Terra Magazine

sábado, 27 de novembro de 2010

A crise no Rio e o pastiche midiático

O que as polícias fluminenses deveriam fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas?

Em primeiro lugar, deveriam parar de traficar e de associar-se aos traficantes, nos “arregos” celebrados por suas bandas podres, à luz do dia, diante de todos. Deveriam parar de negociar armas com traficantes, o que as bandas podres fazem, sistematicamente. Deveriam também parar de reproduzir o pior do tráfico, dominando, sob a forma de máfias ou milícias, territórios e populações pela força das armas, visando rendimentos criminosos obtidos por meios cruéis.

Ou seja, a polaridade referida na pergunta (polícias versus tráfico) esconde o verdadeiro problema: não existe a polaridade. Construí-la –isto é, separar bandido e polícia; distinguir crime e polícia-- teria de ser a meta mais importante e urgente de qualquer política de segurança digna desse nome. Não há nenhuma modalidade importante de ação criminal no Rio de que segmentos policiais corruptos estejam ausentes. E só por isso que ainda existe tráfico armado, assim como as milícias. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Diretor de Bangu 3 é assassinado no Rio de Janeiro; sete funcionários do presídio foram mortos desde 2000

O diretor do presídio Gabriel Ferreira Castilho (Bangu 3), o tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço, de 41 anos, foi assassinado na manhã desta quinta-feira (16), por volta das 8h30, na avenida Brasil, na altura de Deodoro, no Rio de Janeiro. O PM ia, sozinho, para o trabalho quando foi interceptado por bandidos que, segundo testemunhas, estariam em dois carros.

De acordo com a assessoria da secretaria de Administração Penitenciária, onde o tenente-coronel estava lotado, o carro - um Palio branco - apresentava mais de 60 marcas de tiros.

Mais no UOL Notícias.

terça-feira, 3 de junho de 2008

As milícias cariocas

Criadas sob o "inocente" argumento de enfrentar o tráfico de drogas e livrar as comunidades carentes do crime organizado, as milícias compostas por policiais, agentes penitenciários, bombeiros e ex-servidores da Segurança Pública dominam hoje bem mais do que as 78 comunidades onde fincaram suas garras e estruturaram um exército muito bem armado. Elas ditam as leis a aproximadamente 2 milhões de cariocas e os submetem a um código penal que nunca foi escrito. Todos conhecem bem cada parágrafo, onde estão previstas a tortura e a morte a quem desafiar as suas regras. Um desmando sofrido pela equipe de O DIA.

Texto completo no blog do Luis Nassif.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ministério Público Federal denunciou Lins, Garotinho e mais 14

O Ministério Público Federal no Rio confirmou que a denúncia que culminou na operação Segurança Pública S/A da PF (Polícia Federal), realizada nesta quinta-feira, incluiu 16 pessoas, sendo uma o deputado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins (PMDB), e outra o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PMDB).

Lins foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando, mas não teve a prisão decretada porque possui imunidade parlamentar. De acordo com a PF, porém, Lins acabou preso porque, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, ele foi preso em flagrante.

Mais na Folha Online. Claro que depois dos exemplos do presidente Lula, e do ex-secretário José Otávio Germano, o ex-governador Garotinho poderá alegar que não sabia de nada...