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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Leitor de blog é mais bem informado que jornalista do papel

A Folha veio com a história de que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) renovou a licença da MTA, contra parecer contrário da diretoria.

A blogosfera desmontou essa tese mostrando que a diretoria negou, por falta de documentação necessária; e renovou assim que a documentação foi apresentada.


Veja o texto completo no blog do Luís Nassif.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

E o Google News não mostra mais os conteúdos da Associated Press

Desde o final de dezembro, novos artigos da agência de notícias Associated Press nao aparecem mais no Google News. A informaçao foi confirmada pelo Google - anunciou em um comunicado que, apesar de parte do conteúdo da AP ainda estar disponível hoje, o site nao está mais agregando suas novas matérias. As 2 empresas tinham um acordo desde 2007, que termina no final desse mês. Ainda nao está claro se o movimento indica um possível fracasso na renovaçao do contrato de licenciamento.

Visto no BlueBus.

domingo, 29 de novembro de 2009

Não convencional: Jornal gratuito em Londres usa apenas conteúdo de blogs

Londres ganhou um novo jornal gratuito, o The Blogpaper. Nem o conteúdo nem o processo de ediçao sao convencionais. O jornal é produzido com material de blogs e a ediçao é colaborativa - os blogueiros decidem o que vai entrar na ediçao impressa votando uns nos trabalhos dos outros. O co-fundador do projeto, Karl Jo Seilern, diz que a intençao é que o jornal continue sem um editor e que os leitores monitorem a qualidade do conteúdo.

Do BlueBus.

sábado, 28 de novembro de 2009

"Informação não é mais o negócio deles, o negócio deles é grito"

(...) A mesma informaçao pode ser perfeitamente interpretada como um ponto para o governo. O governo reduziu o IPI de móveis, porque o setor moveleiro está em crise. Crise essa que é resultado do encarecimento da matéria prima essencial do setor - madeira - que está mais escassa devido a reduçao do desmatamento. 27/11 Beni Borja

Ou seja, sem a informaçao essencial, que ninguém investigou - Qual a razao da crise do setor moveleiro - ficaremos sempre nas interpretaçoes. Mas, verdade seja dita, o Globo com seu novo slogan - 'Nós e você , já sao dois gritando' - já admite abertamente que informaçao nao é mesmo mais o negócio deles. O negócio deles é grito.

Confira no BlueBus.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Web supera jornais como fonte mais popular de noticias nos EUA

A internet superou os jornais impressos como principal fonte de noticias para os americanos, segundo uma pesquisa do Pew Research Center for the People and the Press. 40% dos americanos têm a web como principal fonte para noticias, enquanto no caso dos jornais o percentual é de 35%, diz materia do New York Times. Os resultados, no entanto, nao indicam queda de popularidade dos jornais - os impressos, na verdade, subiram 1 ponto percentual em popularidade na comparaçao com o ano passado. Já a internet disparou - quase dobrou em relaçao aos 24% que tinha em 2007. O Pew atribui o salto de popularidade da web à eleiçao presidencial.

Texto do Blue Bus.

Blogueiros contam o terror da guerra direto da Faixa de Gaza

Pessoas comuns relatam na internet o cotidiano do conflito.
Até o Departamento de Forças Armadas de Israel mantém um diário on-line.

“É realmente difícil postar daqui”. Esse é o título que o autor anônimo do blog "In Gaza" usou para chamar seu post escrito nesta segunda-feira (5). “Uma mancha de sangue na maca da ambulância, que parece uma piscina, está próxima ao meu casaco, o médico alerta que ele pode sujar. Que diferença faz? A mancha já não me revolta como aconteceria uma semana atrás. A morte enche o ar e as ruas de Gaza, eu não posso me estressar porque isso não é exagero”, diz.

A internet possibilita acompanhar quase instantaneamente fatos, como o conflito na Faixa de Gaza, que ocorrem em lugares distantes do Brasil. Uma ferramenta em especial proporciona uma viagem íntima e triste sem que o brasileiro se exponha fisicamente à guerra: os blogs. De acordo com o Technorati, site que indexa mais de um milhão de novos posts do mundo inteiro, no domingo (4) foram escritos mais de quatro mil textos sobre Gaza.

A notícia continua no G1.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"Tirania dos blogues"

VOCÊ FAZ PARTE DO BANDO QUE SUCUMBIU À "TIRANIA DOS BLOGS"?


Against the Machine, Contra a Máquina, é um livro recém-lançado nos Estados Unidos. O subtítulo é explicativo: "Sendo humano na idade do bando eletrônico". O autor, Lee Siegel, dedica 182 páginas a detonar a interação da internet, que ele define como precursora da "cultura pelas massas", ou seja, de um produção cultural de baixa qualidade promovida pela multidão. Ele acaba revelando apreço pelos jornalões como o New York Times, com sua autoridade conquistada pela confiança dos leitores. Ele diz que se a troca de informação promovida pela internet fosse de fato revolucionária, teríamos cidadãos comuns especializados em cirurgia do coração. Ele acredita que a ascensão da internet equivale "ao colapso da comunidade." Já que o assunto parece ter despertado o interesse dos leitores, ... Leia aqui o restante da matéria!


Ou seja, o texto continua no Vi o Mundo.

Luiz Weis: eles não sabem o que dizem


Excelente o comentário do jornalista Luiz Weis no blog Verbo Solto, reproduzido abaixo.


Fraude na mídia: eles não sabem o que dizem

Numa passagem de seu artigo de hoje sobre Jerome Kerviel, o funcionário do banco Societé Generale que se tornou o maior fraudador da finança global já identificado – fez a terceira casa bancária francesa perder € 4,9 bilhões, ou R$ 12,8 bi -, o correspondente do Estado em Paris, Gilles Lapouge, relata o seguinte:

“Eu questionei alguns especialistas. ‘É muito simples. Ele passava, por exemplo, uma ordem de compra e a ocultava com uma outra ordem, fictícia, de venda. No fim, o banco via apenas o saldo das duas operações, isto é, nada.’ Eu disse a esses especialistas que não havia compreendido nada. ‘Nós tampouco’, eles me responderam afavelmente.”

Leitores de jornais e revistas deviam imprimir esse parágrafo – ou recortá-lo do Estado, à moda antiga – para tê-lo diante dos olhos no momento de começar a ler qualquer notícia.

Primeiro, porque é raro um repórter dizer a uma fonte que não entendeu nada do que ela lhe disse. O costumeiro é o jornalista fingir que entendeu o que ouviu, para não passar por desinformado diante diante dos seus inestimáveis interlocutores, e tocar a declaração adiante, transcrevendo-a na matéria. É o princípio do pau na máquina.

Ele, de duas uma: ou acha que o leitor vai entender, portanto não há problema; ou acha, mais comumente, que o leitor não vai entender nada, como ele mesmo não entendeu - o que tampouco é problema, porque o leitor é que vai se sentir vexado.

Segundo, porque é tão ou mais raro a fonte confessar que tampouco entende o que acabou de dizer.

É assim – com muito maior frequência do que o público imagina – que as coisas correm no rali da (des)informação. Naturalmente, quanto mais técnico o assunto, mais a notícia que chega ao leitor tende a ser o produto do desconhecimento elevado ao quadrado.

As páginas de economia e de ciência são, por isso, as mais infestadas por essa fraude. É só pensar no que sai, para citar o exemplo mais imediato em cada caso, sobre mercados em crise ou aquecimento global. Mas nenhuma área da realidade retratada pela mídia pode ser considerada imune ao golpe da ignorância embutida no que é vendido como esclarecedor.

Já se escreveu que o cidadão que entende bem de determinado assunto, aturdido pela montanha de bobagens que acabou de ler numa matéria a respeito, só pode ficar imaginando quantas barbaridades são publicadas sobre os assuntos que desconhece. É a pura verdade.


Do Blog Entrelinhas.