"51% dos eleitores de Marina já declaram voto em Serra --o que explica o avanço maior do tucano em relação ao 1º turno; 22% preferem Dilma e 18% estão na coluna dos indecisos. Possivelmente esses 18% representem o cacife eleitoral efetivo de Marina; a uma decisão sua, podem decidir a disputa entre a candidata de Lula e o representante da coalizão demotucana. Marina quer tempo para pensar. Enquanto pensa, a direita e a extrema direita avançam agressivamente com o dispositivo midiático e religioso a sua disposição. Marina pode optar pela neutralidade. A neutralidade não para o relógio da história. Com o estreitamento das diferenças, a neutralidade pode decidir a eleição a favor da direita. Mesmo sem escolher, Marina terá escolhido então um lado. Esse é o jogo, Marina; e o segundo tempo já está sendo jogado."
sábado, 9 de outubro de 2010
sábado, 14 de fevereiro de 2009
A miséria da política brasileira
É a hegemonia desse discurso que explica também a paradoxal posição de um líder carismático como Lula. Lula é uma espécie de "profeta exemplar" (Max Weber) dado que sua identificação com as massas é "afetiva", por conta de seu passado exemplar, sem, no entanto, ser baseada em nenhum discurso unitário e coerente (atributo do profeta ético). O problema da sucessão de uma liderança carismática, carisma "pessoal" por excelência quando não se baseia num discurso articulado, reflete, precisamente, o drama atual de quem dispõe do poder político, mas não possui a hegemonia ideológica. Esse contexto, o fechamento do universo do discurso articulado, amesquinha toda a "esquerda" brasileira na covardia do politicamente correto, que fragmenta as lutas políticas em inúmeras bandeiras sem articulação entre si e segundo a última moda, e cuja única nota comum é a timidez e a ausência de ousadia.
Texto completo, vejam só, no caderno Aliás, do Estadão.
sábado, 20 de setembro de 2008
Opção política pode ter base biológica, diz estudo
Publicada na edição dessa semana da revista Science, a pesquisa afirma que pessoas com atitudes sociais radicalmente diferentes também diferem na sua reação fisiológica ao medo.
Segundo os resultados, as pessoas mais sensíveis ao medo e a ameaças tendem a ter opiniões políticas geralmente associadas às idéias dos partidos conservadores – como o apoio à pena de morte, aos gastos em defesa nacional, à Guerra no Iraque e a oposição ao aborto.
Em contrapartida, o estudo sugere que as pessoas menos afetadas pelo medo e que demonstram respostas fisiológicas mais contidas são mais propensas a apoiar políticas mais liberais de imigração, pacifismo, controle de armas e ajuda internacional – fatores normalmente relacionados com a opção de esquerda.
Vejam o texto completo na BBCBrasil.com