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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Especulacões sobre coerência

Há poucos meses, o deputado estadual Giovani Feltes batia-se pela derrubada do imposto de fronteira.
Praticamente toda a agora base aliada do governador José Ivo Sartori queria o fim dessa taxa cujo objetivo é impedir que mercadorias de outros Estados e de outros países entrem no Rio Grande do Sul pagando ICMS menor do que os produtos da indústria gaúcha. Estabeleceu-se um conflito entre a indústria e o comércio do RS.
Feltes e seus companheiros ficaram com o comércio pretensamente em nome dos consumidores.
Guindado à posição de secretário da Fazenda, Feltes mudou de ideia.
O que estariam dizendo Feltes e seus companheiros se algo semelhante tivesse sido feito pelo PT?
Chamariam isso de estelionato eleitoral.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A receita de Eduardo Cunha para virar heroi da mídia

Eduardo Cunha, candidato à presidência da Câmara, descobriu uma coisa aos 56 anos: basta ser contra o governo para virar um herói da mídia.
Cunha concede entrevistas, nestes últimos tempos, como se fosse um supercraque da Champions League.
Ele é um personagem ubíquo em jornais, revistas e sites das grandes empresas jornalísticas.
Bater em Dilma e no governo opera um milagre da transformação em seu perfil como personagem da mídia.
Cunha agora aparece dando sermões sobre corrupção – ele que no A a Z da malandragem preenche virtualmente todas as letras.
É que ele passou a ser amigo da imprensa.

Continue lendo no Diário do Centro do Mundo

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Especial Crise Hídrica na Folha: como a nossa imprensa isenta o Governo de SP?

Cada uma dessas tecnologias discursivas já foi abordada nos meus artigos. Elas se repetem, são combinadas, recuperadas, passam por um processo de sofisticação, mas, enfim, permanecem basicamente essas, atendendo a um processo de blindagem político-ideológica altamente bem sucedido, capaz de transformar o maior estelionato eleitoral da história do Estado em um evento tão incólume à imagem do governador quanto grave à cidadania. Vale discorrer um pouco mais sobre o Especial apresentado pela Folha de São Paulo de hoje a respeito da Crise da Água, com grande repercussão na página inicial do principal portal de Internet do país (http://arte.folha.uol.com.br/ambiente/2014/09/15/crise-da-agua/gente-demais.html).
Primeiramente, já identificamos a excelente cortina de fumaça contida no título-justificativa para a crise hídrica na região metropolitana de São Paulo: “Gente demais”. A seguir, o texto destina longos parágrafos para atacar ocupações irregulares de mananciais, dando grande ênfase para uma, recente, do MTST, inserindo-a no contexto da administração municipal de Fernando Haddad – de forma com que o problema se torne “não-estadual”. Aqui, notamos uma interessante operacionalização do deslocamento de responsabilidades, sempre para fora do âmbito estadual: primeiro, destinando-a para o domínio municipal (o que constitui, ainda, uma boa oportunidade para atacar o PT); segundo, colocando a “culpa” em nós mesmos, cidadãos, e não na Administração Pública.
O pulo do gato, aqui, é que o “nós” não diz respeito à totalidade da população, mas sim ao “outro” da cidadania: quem faz ocupação irregular, quem, curiosamente, possui uma agenda relacionada ao direito de propriedade que não condiz com a linha editorial do jornal. É preciso ressaltar essa saliência importante porque “ocupação perigosa” para os mananciais, do ponto de vista da Folha, não é a das mansões e resorts situados em Bragança Paulista, nas beiras do – agora seco – reservatório Jaguari/Jacareí, mas sim o dos pobres e vândalos que moram na Billings e no Guarapiranga – “sequestradores de propriedades”. É evidente que as habitações em regiões de mananciais são problemáticas para a produção de água. A forma com que a Foha coloca a questão, contudo, nos mostra as maneiras com que desloca, para fora de Alckmin, a responsabilidade sobre a crise. Curiosamente, por exemplo, nada é falado sobre a legislação gestada e sancionada durante outro momento da administração do atual governador (2001-2), na qual ocorreu a anistia de mais de 1,6 milhão de habitantes dessas zonas, que deveriam estar protegidas.

Confira o longo texto completo no Blog de Sergio Reis, dentro do Jornal GGN.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Governador de Sergipe, Marcelo Déda morre aos 53 anos em São Paulo

Morreu às 4h45 desta segunda-feira (2), aos 53 anos, o governador de Sergipe,Marcelo Déda (PT). Vítima de um câncer gastrointestinal, o governador foi internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 27 de maio, com dificuldades para se alimentar. Nos últimos dias, o estado de saúde do governador havia se agravado e, no sábado (30), o hospital divulgou boletim médico, afirmando que o quadro de Déda era grave e que apresentava "piora progressiva".
Casado duas vezes, atualmente com a repórter-fotográfica Eliane Aquino, o governador deixa cinco filhos. No seu lugar assume o vice-governador, Jackson Barreto, do PMDB.
O governo decretou luto de sete dias no Estado, além de ponto facultativo até terça-feira. As aulas das escolas estaduais também foram suspensas.

Leia mais no UOL Notícias

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Tradição familiar da política brasileira, que remonta à colonização, deve manter-se na eleição de 2014

Em todos os Estados brasileiros, os partidos se preparam para as eleições de 2014. Nesse processo, nomes surgem como possíveis candidatos na disputa para cargos no Executivo e Legislativo, nacional e estadual. Eles possuem sobrenomes já conhecidos pela população brasileira, como é o caso dos prováveis candidatos à Presidência da República, Aécio Neves e Eduardo Campos, netos de figuras emblemáticas na recente história política brasileira.

Sarney, Magalhães, Calheiros, Alves, Maia, Bornhausen, Richa e Barbalho. Os filhos dessa famílias tradicionais da política brasileira nasceram e cresceram em um ambiente cercado por tios, primos, avós que "fizeram carreira" como políticos.
Porém, o que pode ser entendido como um caminho natural é, segundo especialistas, a expressão dos traços oligárquicos que sempre estiveram presentes na política brasileira.
Segundo o cientista político e professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Michel Zaidan, essa família política, na verdade, tem origem na família patriarcal colonial, matriz da formação do Estado brasileiro. "É como Gilberto Freyre aborda em sua obra: a família patriarcal é a dominação primeira do Brasil e se pode perceber a sobrevivência desse grande patrimonialismo até hoje na política brasileira", diz. 

Leia mais no UOL Notícias

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A PRESENÇA DA OPUS DEI NA POLITICA NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA





Bento XVI saúda D. Javier Echevarría Rodríguez, Bispo titular de Cilibia, Prelado da Prelazia Pessoal do Opus Dei, Foto Flickr (Escritório de informação do Opus Dei

Título original: A Ópus Dei na América Latina
  A Opus Dei atua também no monopólio da imprensa. Controla o jornal "El Observador", de Montevidéu, e exerce influência sobre órgãos tradicionais da oligarquia como "El Mercurio", no Chile, "La Nación", na Argentina e "O Estado de São Paulo", no Brasil.
O elo com a imprensa é o curso de pós-graduação em jornalismo da Universidade de Navarra em São Paulo, coordenado por Carlos Alberto di Franco, numerário e comentarista do "Estadão" e da Rádio Eldorado.
O segundo homem da Opus Dei na imprensa brasileira é o também numerário Guilherme Doring Cunha Pereira, herdeiro do principal grupo de comunicação do Paraná ("Gazeta do Povo").

Os jornalistas Alberto Dines e Mário Augusto Jakobskind denunciam que a organização controla também a Sociedade Interamericana de Imprensa – SIP (na sigla em espanhol).  

Vejam mais em PATRIA LATINA

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O julgamento do mensalão

Realmente esta história do mensalão é de dar engulhos.
Por um lado, porque não agrega nada a cultura política do país (os equívocos dantes cometidos são sumariamente repetidos – especialmente os vinculados ao financiamento das campanhas), fica como um erro pontual e não sistêmico, que é o caso – bem citado no texto "As lições não aprendidas do mensalão", do Luis Nassif.

Só pra deixar bem claro: os problemas éticos e morais que o presidente Lula teve em sua base de apoio não foram muitos até o mensalão (quando supostamente teria sido descoberta e alterada a forma como se praticava a interlocução governo-congresso), os problemas com certeza foram muito mais graves depois do mensalão, pois, para garantir que não haveria contestações institucionais ao seu governo (já que a porca oposição udenista que temos tentou dar um golpe com um impeachment no presidente Lula – plano malfadado pela falta de apoio popular), ele ampliou imensamente a base de sustentação do seu governo, assimilando a pior escória da política brasileira. Assimilou esta escumalha do jeito clássico criado por FHC: via emendas parlamentares e cargos governamentais.
É isto que a ignorância moralista não consegue enxergar: o mensalão é um embuste, mas coisa pior é aplicada sumariamente nos governos federal, estaduais e municipais, o “mensalão branco”, via emendas e cargos.

Vejam o texto completo em POLÍTICA NADA IMPARCIAL

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pussy Riot e o perigo que alguns não viram


Berna (Suiça) - Meus amigos já me alertaram - "você tem instinto suicida e mete seu dedo com frequência em vespeiros". Nada mais normal que ser picado. Mas o que vou fazer, se é instinto, não posso me conter.

Fiquei preocupado ao ler um artigo de Paul Craig Roberts sobre o recente caso das meninas do Pussy Riot (foto), circulando já traduzido na mídia alternativa. O nome do grupo pode ferir a sensibilidade de alguns, mas é isso mesmo, Pussy é xoxota ou vagina ou, como se traduziu, está certo, pode ser Agito das Bucetas.

Para quem não sabe, essas meninas agitadas foram numa igreja ortodoxa e cantaram em outro tom e ritmo uma ladaínha anti-presidente russo Putin. Foram presas, processadas e agora condenadas a dois anos de trabalhos forçados.

Pois bem, não vou entrar no mérito dessa história, se deviam ou não ousar criticar o presidente Putin numa igreja.O que me interessa nesta coluna é se religião virou tabu e se não se pode mais brincar no meio do incenso e das velas sem o risco de tomar um pesada pena de prisão.

Meu colega do Institut for Political Economy diz o seguinte no seu texto -

"Meu coração está com as três mulheres da banda russa Agito das Bucetas [orig. Pussy Riot] – que foram brutalmente manipuladas e usadas por ONGs pagas por Washington infiltradas na Rússia. A banda Agito das Bucetas foi mandada cometer crime, enviada em missão absolutamente ilegal. O pique das moças é admirável. Mas é triste a facilidade com que se deixaram enganar e manipular".
  

Vejam o texto completo em DIRETO DA REDAÇÃO

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dois pesos e dois mensalões


Na sua indignação com o colega Ricardo Lewandowski, o ministro Joaquim Barbosa cometeu uma falha, não se sabe se de memória ou de aritmética, que remete ao conveniente silêncio de nove ministros do Supremo Tribunal Federal sobre uma estranha contradição sua. São os nove contrários a desdobrar-se o julgamento do mensalão, ou seja, a deixar no STF o julgamento dos três parlamentares acusados e remeter o dos outros 35, réus comuns, às varas criminais. De acordo com a praxe indicada pela Constituição.
Proposto pelo advogado Márcio Thomaz Bastos e apoiado por longa argumentação técnica de Lewandowski, o possível desdobramento exaltou Barbosa: “Essa questão já foi debatida aqui três vezes! Esta é a quarta!” Não era. Antes houve mais uma. As três citadas por Barbosa tratavam do mensalão agora sob julgamento. A outra foi a que determinou o desdobramento do chamado mensalão mineiro ou mensalão do PSDB. Neste, o STF ficou de julgar dois réus com “foro privilegiado”, por serem parlamentares, e remeteu à Justiça Estadual mineira o julgamento dos outros 13.
Por que o tratamento diferenciado?


quarta-feira, 28 de março de 2012

Nove décadas de todos nós

 
Gilson Caroni Filho
Há 90 anos, precisamente a partir de 25 de março de 1922, os comunistas passaram a existir de fato na sociedade brasileira.  Independentemente de  divergências no campo progressista, não se pode negar ao PCB sua importância histórica como um dos referenciais elementares na articulação da cultura e política contemporânea do Brasil moderno. E neste lapso histórico, até a legalização em 1985, contam-se nos dedos os anos em que os comunistas se beneficiaram de garantias cívicas — que,  genericamente, se realizam no direito à existência legal como partido político.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Uma imagem suja da política

“A Dama de Ferro”, retrato de Margaret Thatcher, destina-se a um público que não se interessa absolutamente por política. 



Por Bruno Carmelo, do Discurso-Imagem.


A Dama de Ferro é o típico filme de forma sem fundo. Para representar Margaret Thatcher, personalidade facilmente reconhecível mas de quem se conhece pouco, a diretora deste drama teve que nivelar por baixo: falar da personalidade política sem falar de política, ou seja, destacar as intenções sem julgar as ações.


Vejam o texto completo em OUTRASPALAVRAS.NET

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A voz do Brasil que nunca teve voz

Lula completou 66 anos esta semana: a metade deles emprestando a voz rouca e grave à defesa da democracia e da justiça social. Avant la lettre, ele deu voz à 'primavera árabe' brasileira. Mesmo quando lhe faltaram microfones, nas assembléias históricas da Vila Euclides, no ciclo das grandes greves do ABC paulista, nos anos 80, a voz rouca e grave ecoou através de outras vozes para se fazer ouvir em todos os cantos e lares mais humildes do país..

A economia e a sociedade que essa voz ajudou a construir hoje falam por ele. E torcem por ele, na certeza de que ele ainda falará por ela durante muito tempo, como líder político incontestável da grande frente progressista que deu voz a um Brasil que nunca antes teve voz nem vez na política nacional.

Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Rigotto desiste para “ajudar o PMDB”

27/11/09

Da Redação do Jornal JÁ.
O ex-governador Germano Rigotto reuniu ontem a imprensa e “ditou” o que está nos jornais de hoje: que sua decisão é pessoal, que com isso quer “ajudar o PMDB e Simon” (ao acabar com a dicotomia entre seu nome e o do prefeito José Fogaça, o que retardaria a definição de alianças), que “seria muito ruim afastar qualquer possibilidade de coligação”, e que uma das razões é que ele já foi governador, e Fogaça, não. Por três vezes, quase chorou.

Não está nos jornais: perguntado pelo JÁ se pesou na decisão o fato de estar na internet que sua família está processando um jornal, respondeu o mesmo que já “ditou” [sic] ao blogueiro Políbio Braga esta semana: não tem nada com isso. Acrescentou, sem que fosse questionado: “Nunca indiquei ninguém pra governo”. Referia-se, sem citá-lo, ao irmão Lindomar Rigotto, principal implicado na fraude da CEEE, que gerou um processo judicial que corre em segredo de justiça há 14 anos.

sábado, 29 de agosto de 2009

Ética na Política?

Antonio Ozaí
Da sagrada ingenuidade dos céticos ao realismo maquiavélico
Até que ponto a política é compatível com a ética? A política pode ser eficiente se incorporar a ética? Não seria puro moralismo exigir que a política considere os valores éticos?
Quando se trata da relação entre ética e política não há respostas fáceis. Há mesmo quem considere que esta é uma falsa questão, em outras palavras, que ética e política são como a água e o vinho: não se misturam. Quem pensa assim, adota uma postura que nega qualquer vínculo da política com a moral: os fins justificam os meios.
O ‘realismo político’, ou seja, a busca de resultados a qualquer preço, subtrai os atos políticos à qualquer avaliação moral, entendendo esta como restrita à vida privada, dissociando o indivíduo do coletivo.

Vejam o texto completo em NOVAE

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Internet 2: Internet tem papel fundamental em campanhas políticas, conclui estudo

Um estudo representativo apresentado nesta quarta-feira (19/08) pelo instituto de pesquisas de opinião Forsa e a Associação Alemã das Empresas de Informação, Telecomunicação e Novas Mídias (Bitkom) demonstrou o papel fundamental da internet principalmente entre jovens eleitores.

Na faixa etária entre 18 e 29 anos, a internet é considerada por 77% dos entrevistados a fonte mais importante de informação política. Do total de entrevistados, 45% disseram se informar sobre política pela internet, embora as mídias tradicionais – televisão, jornais, rádio e conversas pessoais – continuem a ser as mais importantes, nesta ordem.

Mais na Deutsche Welle.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O coronel e o dono da bola no playground do Congresso

Muita gente acha constrangedor e de mau gosto os bate-bocas exaltados no Congresso Nacional durante momentos de crise como este. Eu particularmente não. Adoro. Não é novidade para ninguém, que nessas horas, e apenas nessas horas, durante o calor da discussão, afloram fatos e verdades jogadas para baixo do tapete pelo jogo político. Ontem, o bafafá entre os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi escatológico, mas divertidíssimo.

O texto continua no blog do Sakamoto.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

SER POLÍTICO


Existe um argumento frequentemente invocado até por autoridades esclarecidas para condenar ou minimizar determinada iniciativa, seja ela reivindicatória, contestatória ou pró ativa. Trata-se de classificar tais atitudes como políticas, atribuindo à palavra um tom pejorativo, que retiraria das manifestações toda a legitimidade que reivindicam.
Vejam o texto completo em Direto da Redação

terça-feira, 17 de março de 2009

O aval de cima

(Luis Nassif)

No final da entrevista dada a Kennedy Alencar, na TV!, Fernando Henrique, de fato, se refere assim a três personagens polêmicos:

Gilmar Mendes: corajoso.

Protógenes: amalucado.

Daniel Dantas: “não conheço bem, mas dizem que é brilhante”.

Nada mais disse, nem seria necessário.

O elogio a Dantas, a não menção a nenhuma das acusações contra o banqueiro, comprovam que, a partir de um certo momento, na história do Brasil, política e crime organizado passaram a caminhar juntos.


Vejam o texto completo no blog do Nassif

terça-feira, 10 de março de 2009

Coisas da Política - O século das mulheres

Mauro Santayana

Meses antes de sua morte, em 1982, conversei com Alceu Amoroso Lima, em uma entrevista para a Folha de S. Paulo. Ele havia perdido, pouco antes, a sua mulher, e a lembrança de Maria Tereza intervinha, sempre, enquanto ele tratava das ideias de seu tempo e das previsões sobre o século que viria. Busquei, de sua inteligência do mundo, o que era possível no diálogo de um dia inteiro. Ele recordou sua vida e, nela, o surgimento das ideias, dos compromissos, das revisões ideológicas e políticas, das influências poderosas, como as de Jackson de Figueiredo, da admiração pelo sogro, Alberto de Faria, e pelo cunhado, o romancista Otávio de Faria. Quando chegamos à atualidade em que estávamos, e entramos no terreno das perspectivas, Alceu me disse que o século 21 seria o das mulheres e dos negros.


Vejam o texto completo no JBOnline

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Amorim diz que Brasil pode ir à OMC contra 'Buy American'

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira que o país pode recorrer à Organização Mundial de Comércio (OMC) contra a cláusula "Buy American" (compre produtos americanos, em tradução livre) do pacote de estímulo à economia aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos na última sexta-feira.

"É uma análise legal complexa, mas estamos fazendo. (Ir à OMC) é uma opção real", afirmou Amorim, segundo a agência de notícias Reuters, durante uma entrevista à rede estatal TV Brasil que vai ao ar na próxima quarta-feira.

A cláusula em questão estipula que somente aço, minério de ferro e manufaturados produzidos nos Estados Unidos poderão ser utilizados em projetos contemplados pelo pacote US$ 787 bilhões.

Após protestos da União Europeia, do Canadá e do Brasil - que classificaram a legislação como "protecionista" -, no entanto, os senadores americanos votaram por amenizar a cláusula, prevendo que ela só poderá ser aplicada na medida em que não interfira nos acordos comerciais firmados pelos EUA.

Mais AQUI.