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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Espionagem dos EUA expõe falta de lei no Brasil para proteger dados pessoais

As denúncias de que a agência nacional de segurança dos Estados Unidos (NSA) espionou ligações telefônicas e e-mails de brasileiros e acessou dados pessoais armazenados por grandes empresas de internet, como Google, Facebook e Microsoft, escancararam o tamanho do risco para os internautas que usam os serviços de empresas americanas.
Os usuários brasileiros estão desprotegidos diante da obrigatoriedade de colaboração dessas empresas para ações de espionagem e monitoramento feito pelo governo dos EUA. E o mais grave: o Brasil não tem legislação que proteja os usuários diante das regras a que as empresas americanas estão submetidas.

Leia mais no IG Tecnologia.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Câmara escolherá entre interesse de internautas ou de empresas, diz relator do marco civil


A votação do marco civil (projeto de lei que é uma espécie de "constituição da internet") na Câmara dos Deputados já foi adiada ao menos por dez vezes, sendo seis delas somente no ano passado. Questionado sobre a demora, o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto, atribui os adiamentos a um conflito de interesses entre os políticos.
"O Congresso terá de fazer uma escolha: atenderá às demandas do usuário da internet brasileira e suas necessidades ou às necessidades dos provedores de conexão", disse Molon em entrevista ao UOL Tecnologia. "Até o momento, não consegui vislumbrar nenhuma possibilidade de conciliação dessas duas visões e dessas duas demandas."

Leia mais no UOL Tecnologia

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Entre o lobby e a liberdade

Há cerca de dois meses, escrevemos que o Marco Civil da Internet, a principal proposta de estabelecimento de direitos civis na rede, estava na marca do pênalti (ver “Marco Civil na marca do pênalti“), pronto para ser cobrado. Prestes a ser tento comemorado pela sociedade brasileira. No entanto, dois lobbies econômicos muito poderosos conseguiram, além de alterar o ótimo texto do projeto de lei, impedir sua votação: o lobby da indústria autoral e o das empresas de telecomunicações. Na última quarta-feira (7/11), mesmo com a bola no pés, Governo e deputados não cobraram o pênalti. E, se tivessem cobrado, seria um chutão pra lua.


Confira no Observatório da Imprensa

quarta-feira, 14 de março de 2012

Vitória? Projeto do 'SOPA brasileiro' foi retirado pelo autor


Nem deu tempo de virar polêmica por aqui: depois de algumas reclamações na internet e em alguns jornais, sem tanta atenção como em casos anteriores, aquele projeto do "SOPA brasileiro" proposto neste mês foi retirado pelo próprio autor.
página do PL 3336 de 2012 no site da Câmara dos Deputados lista o status atual. Felizmente o autor (deputado Deputado Federal Walter Feldman do PSDB/SP) solicitou a retirada do mesmo, comentando publicamente no seu Twitter.

segunda-feira, 12 de março de 2012

SOPA brasileiro: projeto de lei prevê bloqueio de sites por DNS e IP


As ideias absurdas dos projetos SOPA e PIPA podem ter sido relaxadas a nível internacional, mas um deputado brasileiro propôs algo bem parecido por aqui. E é para se preocupar, já que conhecemos bem nossos políticos...
O PL 3336/2012 foi apresentado no dia 6 pelo deputado Walter Feldman, do PSDB. As similaridades dele com o SOPA e PIPA são muitas, vale a pena ficar atento e protestar, levando o assunto a um debate mais amplo. Se aprovado na sua forma atual, muita coisa poderá ficar pior em termos de liberdade de expressão aqui no Brasil.
Resumindo muito, o projeto "dispõe sobre a proteção dos direitos de propriedade intelectual e dos direitos autorais na Internet". Ele tenta regulamentar da pior forma possível, colocando o controle num grupo onde por meio de denúncias sites inteiros poderão ser bloqueados.

Confira no Hardware.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2012

Projeto de lei reproduz no Brasil dispositivos do SOPA americano

Esta semana trouxe duas surpresas para os internautas brasileiros, ambas vindas da Câmara dos Deputados. O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor do polêmico substitutivo sobre crimes pela Internet (PL 84/99), vai presidir a comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Mas susto mesmo foi a apresentação da versão nacional do ainda mais controverso projeto sobre pirataria online, já batizado de Sopa brasileira.

Ao assumir a comissão temática de comunicação e informática – ou seja, aquela que tem a palavra final nos pareceres técnicos de leis que envolvem a Internet – Azeredo até procurou tranquilizar os adversários, declarando que o substitutivo que ganhou seu nome não será prioridade. A conferir.

No momento, o que parece ser a ameaça mais séria ao mundo conectado é o projeto 3362/2012, apresentado na última terça-feira pelo deputado, também do PSDB, Walter Feldman (SP). “Era só o que faltava, uma sopa à brasileira”, disparou o professor e pesquisador Silvio Meira, do Cesar, em seu blog.




Confira no Convergência Digital

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Lei na Holanda vai criminalizar provedores que permitem acesso a sites de pirataria


O governo da Holanda pretende criar uma lei que permite a criminalização de provedores de serviços de internet que permitem acesso a sites de compartilhamento de arquivos, como o Pirate Bay. O projeto de lei, no entanto, não vai criar penas para usuários desses sites. As informações são da “Reuters”.
Segundo o porta-voz do Ministério da Justiça da Holanda, Wiebe Alkema, a legislação do país seria alterada para entrar em acordo com uma decisão judicial recente, que determinou ao Ziggo, provedor holandês de internet, o bloqueio de acesso ao Pirate Bay. O Pirate Bay, segundo a corte, deve ser bloqueado por permitir que filmes e músicas protegidas por direitos autorais sejam compartilhados.


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Você achava que SOPA e PIPA eram ruins? Conheça o ACTA, acordo internacional que promete limitar a internet


Recentemente os projetos de lei antipirataria SOPA e PIPA, que dariam a criadores de conteúdo um poder absurdo sobre a internet, entraram na pauta do mundo inteiro depois que diversos sites fizeram blecautes em protesto. Porém, uma ameaça mais insidiosa está se espalhando, de maneira menos barulhenta: é o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), que quer implementar propostas semelhantes às da SOPA e PIPA no mundo inteiro.
Foi legal ver o mundo inteiro se juntar à luta do pessoal dos EUA contra uma lei que tinha várias propostas muito erradas. Mas no fim das contas a SOPA e PIPA, mesmo podendo afetar sites de todo o mundo, eram leis americanas. Ninguém teria direito a usar tais leis fora dos EUA, fora da jurisdição americana.
O ACTA, no entanto, é um acordo internacional: ele estipula duras regras sobre direitos autorais, e se preocupa apenas com os detentores de copyright, cujos abusos não serão coibidos. Há pouco que usuários e consumidores podem fazer contra ele, e não só na internet: o foco do ACTA é a pirataria digital, mas cobre também a pirataria física.
Em seu ponto mais polêmico, o ACTA explica o que provedores de acesso e a polícia devem fazer para “prevenir” e impedir a pirataria, envolvendo até mesmo desconexão forçada de quem piratear pela terceira vez. Isto, obviamente, significa que seu provedor teria que monitorar tudo o que você faz na internet. Lá se vão a privacidade e a liberdade na rede.

Leia mais, e confira o vídeo, no Gizmodo Brasil
Ainda sobre esse assunto, veja também:

sábado, 21 de janeiro de 2012

Para ativista, lei dos EUA pode estimular censura em outros países


O dia 18 de janeiro ficará marcado como o dia em que parte da internet apagou. O blecaute foi fruto de um movimento organizado nos Estados Unidos contra projeto de lei na Câmara e no Senado americanos sobre direitos autorais na web. Cofundador de uma das entidades que organizou a paralisação, Holme Wilton explicou a Terra Magazine os motivos de preocupação com a proposta, considerada uma forma de censura.
- Isso será um incentivo para leis do gênero serem aprovadas em outros países. Se passar aqui, a imposição de restrições fora dos Estados Unidos é praticamente certa - ponderou Wilton, da organização Fight for the Future.
O projeto de lei, conhecido como SOPA na Câmara dos Deputados e PIPA no Senado, visa combater a pirataria online. Grandes sites como o Google, a Wikipédia, o YouTube, Twitter e Facebook poderiam ser punidos e teriam que impor limitações a seus usuários para compartilharem links, vídeos, músicas e textos.

Leia mais no Terra Magazine.

Ainda sobre este assunto:

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Google, Facebook e Amazon ameaçam paralisar serviços por um dia em protesto

Como seria sua vida se, de repente, em um só golpe, você fosse impedido de acessar o Facebook, comprar produtos na Amazon e, de quebra, estar impossibilitado de fazer pesquisas de qualquer espécie no Google? Parece o fim do mundo, ainda mais neste ano de 2012, não?

Mas, enquanto a previsão do Apocalipse pelo calendário maia ainda é um objeto de descrença geral, os três pesos pesados da internet de fato estão ameaçando paralisar seus serviços. Ao menos por um dia, em protesto ao Stop Online Piracy Act- o "SOPA" -, as três empresas mais bem sucedidas da rede mundial anunciaram a intenção de "desligarem-se" por um dia.




Mais no Olhar Digital

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Wikipedia ameaça 'desligar' serviço em inglês por lei antipirataria dos EUA

Jimmy Wales, cofundador da Wikipedia, ameaçou desligar a versão em inglês da Wikipedia como forma de protesto contra uma lei antipirataria discutida nos Estados Unidos. Chamada de Sopa (Stop Online Piracy Act ou Lei para Parar com a pirataria Online), o projeto ainda está em discussão, mas foi alvo de um recente postagem de Wales no fórum da Wikipedia nesta terça-feira (13).




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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Wikipedia fecha site italiano em protesto contra lei


A Wikipedia desativou seu site italiano em protesto contra uma lei de privacidade elaborada pelo governo de Silvio Berlusconi que deve impor novas restrições a jornais e páginas da Internet, além de coibir a publicação de escutas telefônicas da polícia.
A enciclopédia online alertou que pode fechar sua página www.wikipedia.it permanentemente por causa do disposto na lei, que obriga websites a corrigir conteúdos considerados prejudiciais à imagem de uma pessoa dentro de 48 horas a partir do recebimento de uma queixa, sem direito a recurso.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Censura britânica

É exatamente a importância desse papel informativo do Twitter que demonstra o quanto é obtusa a ideia defendida pelo primeiro-ministro conservador David Cameron perante o Parlamento britânico em 11 de agosto. O governo pretende monitorar e por vezes interromper o funcionamento de redes sociais caso sejam usadas para organizar distúrbios e saques, como de fato aconteceu por toda a Inglaterra durante aquela semana. É uma tarefa praticamente impossível, felizmente até por motivos legais. Tentar monitorar em tempo real milhares de mensagens para coibir o crime é quase impossível, além de ser um cerceamento perigoso da liberdade de expressão. Um governo que pensa seriamente em adotar essa medida não pode depois pedir a regimes autoritários, como o governo britânico fez com Tunísia, Egito, Síria e agora Líbia, que não desliguem suas redes.




Confira o texto na CartaCapital

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Marco Civil da Internet começa a ser debatido em audiência pública no Senado

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado realiza nesta quarta-feira (8) uma audiência pública para debater o Marco Civil da Internet. Um dos pontos polêmicos abordados na sessão é o do princípio da inimputabilidade da rede, que pune os responsáveis finais de um crime na rede e não os seus meios de disseminação.

Em elaboração pelo Ministério da Justiça, depois de consulta à sociedade, o projeto deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional nos próximos dias, segundo informou o secretário de Assuntos Legislativos Marivaldo de Castro Pereira, um dos participantes da audiência pública.


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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Azeredo apresenta novo relatório sobre projeto de crimes cibernéticos

O projeto de lei sobre crimes cibernéticos – que na internet ganhou os apelidos de PL Azeredo ou mesmo AI-5 Digital – já tem novo relatório e, portanto, está pronto para ser votado pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.

Como antecipara o relator – novamente Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor do substitutivo aprovado pelo Senado Federal e agora de volta à Câmara – foram suprimidos do texto os itens considerados como mais polêmicos.

O mais importante deles é o que obrigava os provedores de acesso a informar as autoridades sobre “indícios de prática de crime”. A mudança, segundo Azeredo, tem o objetivo de evitar que o dispositivo “pudesse ser usado como salvo conduto para violações de privacidade”.



A notícia continua no Convergência Digital

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Artigo: 2011, o ano em que poderemos dar adeus à liberdade na internet


Este artigo de final de ano é, acima de tudo, um modesto olhar sobre o que vejo e imagino para o futuro. Afinal, estamos prestes a começar 2011, e ao que tudo indica, será um ano decisivo para a Internet e para todo o seu grande potencial livre.

Ao longo de sua história, a Internet tem sido essencialmente livre de regulamentação governamental. Embora existam exceções - alguns países estão trabalhando bastante para controlar o conteúdo online.  

Mas, sem dúvida, tem sido profundo o impacto da Internet sobre a indústria da música e do cinema, jornais, entretenimento, privacidade, transparência de governo (voluntária ou não) e educação.



Confira o texto completo no IDGNow!




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A tramitação do AI-5 digital

No início de outubro, em um Congresso Nacional esvaziado enquanto o Brasil discute as eleições, o Projeto de Lei (PL) 84/99 do senador Eduardo Azeredo, do PSDB de José Serra, foi aprovado em duas comissões na Câmara.

Também conhecido como "AI-5 digital", uma referência ao Ato Institucional nº 5 que o regime militar baixou em 1968 para fechar o parlamento e acabar com a liberdade de expressão, o PL permite violar os direitos civis, transfere para a sociedade a responsabilidade sobre a segurança na internet que deveria ser das empresas e ataca a inclusão digital.

O projeto de Azeredo passa também a tratar como crime sujeito a prisão de até três anos a transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação. Isso pode incluir desde baixar músicas até a mera citação de trechos de uma matéria em um blog.


Confira o texto completo no blog do Luís Nassif.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

França começa a "caçar" internautas que realizam downloads ilegais

A lei anti-downloads francesa começa a entrar em funcionamento, com o governo daquele país iniciando a “caça” aos internautas que realizam downloads ilegais. Segundo o jornal espanhol El País, os provedores (ISP’s) locais já receberam a primeira lista de endereços IPs e agora eles têm a missão de identificar os titulares, suspeitos de baixar músicas e filmes ilegalmente.


Confira o texto completo no IDGNow!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Arábia Saudita: governo vai exigir autorização para blogs e fóruns

Já imaginou ter de pedir permissão ao governo para fazer um blog? É mais ou menos isso que o governo da Arábia Saudita está anunciando, de acordo com o periódico árabe "The Media Note". Segundo o veículo, um porta-voz do Ministro da Cultura e Informação da Arábia Saudita anunciou que mídias online e qualquer conteúdo publicado na web, incluindo blogs e fóruns, precisarão ser registrados no governo.

A medida, de acordo com o porta-voz, pretende reduzir calúnia e difamação presentes na internet e não se trata de censura à liberdade de expressão.


Continua no Olhar Digital.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Maior empresa de registro de domínios do mundo deixará de atuar na China

Se você acha que registrar domínios no Brasil tem requisitos demais, espere para ver abaixo o que é necessário na China!

A GoDaddy, maior empresa de registros de endereços de internet do mundo, deixará de atuar na China, informa o Washington Post. Executivos da empresa disseram a congressistas dos Estados Unidos que a decisão é motivada pela crescente vigilância do governo chinês sobre a internet.

Segundo a GoDaddy, que gerencia 35 milhões de endereços em todo o mundo, a China implantou recentemente novas regras de registro de domínio no país. Para registrar um endereço com terminação .cn, o prefixo chinês, um indivíduo tem que fornecer informações pessoais detalhadas e até uma foto. Com a decisão, a GoDaddy deixará de registrar domínios com terminação .cn.


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