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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Carta de apoio a Genoino chega a 2 mil adesões na internet


“A carta não joga pedras em ninguém, é apenas uma demonstração de afeto e respeito para quem de fato o merece”, diz a escritora Denise Paraná, uma das organizadoras da iniciativa
por Redação RBA publicado 08/09/2013 11:41, última modificação 08/09/2013 21:04
Genoino
Genoino, a mulher, Rioco, a filha Miruna e o bordado feito a várias mãos com verso de Mario Quintana
São Paulo – A carta de apoio ao deputado federal José Genoino se aproximava na manhã deste domingo (8) de 2 mil adesões, dois dias depois de ser colocada no ar. As assinaturas à mensagem lançada na sexta-feira por um grupo de pessoas próximas a Genoino são feitas pela internet. O texto intitulado “Nós estamos aqui” é, segundo os organizadores, uma “manifestação suprapartidária de afeto” ao deputado. A iniciativa já conta com o endosso de intelectuais, políticos, juristas, jornalistas, artistas, educadores ligados a vários setores da sociedade. E teve como inspiração um sentimento de indignação diante das decisões dos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Há dez dias, ministros da corte, apesar de expressar respeito pela história e o caráter de José Genoino, rejeitaram embargos de declaração apresentados pela defesa, mantendo a postura considerada equivocada, para alguns, viciada, para outros, por parte do STF. A condenação a 6 anos e 11 meses, decidida no ano passado, é considerada por especialistas fruto de um julgamento partidarizado e violador de normas do direito – como existência de provas e cerceamento da defesa –, sob pressão dos setores da imprensa tradicionalmente hostis aos governos de Lula e Dilma. 


Vejam mais em REDE BRASIL ATUAL

domingo, 31 de março de 2013

Dilma manda seguir em frente com a guerra pela audiência



José Genoino é alvo de ataques da mídia conservadora
José Genoino é alvo de ataques da mídia conservadora
Têm duas funções as cenas lamentáveis nas quais um dos mais importantes líderes da esquerda brasileira, guerrilheiro contra a ditadura que de branda não teve nada, é assediado por um comediante nos corredores da Câmara dos Deputados e, em seguida, ludibriado na sua boa-fé ao receber. com cortesia. um menino e o pai dele, a mando de um programa humorístico na TV Bandeirantes. A primeira delas é a prova mais cabal que o Brasil goza de um período esplendoroso quanto à liberdade de expressão, após a luta de milhares de brasileiros e brasileiras contra a censura ditatorial, entre os quais estava aquele homem que quiseram enxovalhar. A segunda serve para mostrar ao grande público o que a mídia conservadora anda fazendo com a liberdade que aquele senhor de cabeça grisalha e aspecto sisudo ajudou o país a construir.  

Vejam mais em CORREIO DO BRASIL

quarta-feira, 27 de março de 2013

Leandro Fortes: O nazijornalismo do CQC

"Dar um microfone a uma criança, ou usá-la como instrumento pérfido de manipulação, como fez o CQC com José Genoíno, não faz dela um repórter – e, provavelmente, não irá ajudá-la a construir um bom caráter. É um crime"
por Leandro Fortes, em CartaCapital
A violência do CQC contra o deputado José Genoíno alcançou, essa semana, um grau de bestialidade que não pode ser dimensionado à luz do humorismo, muito menos no campo do jornalismo. Isso porque o programa apresentado por Marcelo Tas, no comando de uma mesa onde se perfilam três patetas da tristeza a estrebuchar moralismos infantis, não é uma coisa nem outra.   

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A carta de Miruna Genoino em defesa do pai

A coragem é o que dá sentido à liberdade

A coragem é o que dá sentido à liberdade
Com essa frase, meu pai, José Genoino Neto, cearense, brasileiro, casado, pai de três filhos, avô de dois netos, explicou-me como estava se sentindo em relação à condenação que hoje, dia 9 de outubro, foi confirmada.
Uma frase saída do livro que está lendo atualmente e que me levou por um caminho enorme de recordações e de perguntas que realmente não têm resposta.
Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia?
Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas...
Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar? Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade?
E sigo...
Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? E teria coragem de ao longo de 20 anos na câmara dos deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto?
Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas...
Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas...
Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil?
Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.
Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao
encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou.
Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai.
Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos leem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentos mais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente.
Com toda minha gratidão, amor e carinho,
Miruna Genoino
09.10.2012

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