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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Brasil é o país que mais usa agrotóxicos no mundo


O avanço da tecnologia nesses últimos dez anos não reduziu o consumo de agrotóxicos no Brasil. Pelo contrário, a moderna tecnologia dos transgênicos, por exemplo, estimulou o consumo do produto, especialmente na soja, que teve uma variação negativa em sua área plantada (- 2,55%) e, contraditoriamente, uma variação positiva de 31,27% no consumo de agrotóxicos, entre os anos de 2004 a 2008.

Para os mais céticos é preciso afirmar que o comportamento nas demais culturas produzidas no Brasil também acompanhou a curva ascendente. Assim, levantamentos do IBGE e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindag), ambos de 2009, apresentam o crescimento de 4,59% da área cultivada no período entre 2004 e 2008. Por outro lado, as quantidades vendidas de agrotóxicos, no mesmo período, subiram aproximadamente 44,6%.

A contaminação de alimentos na mesa do brasileiro é uma realidade, segundo dados do Programa de Análise de Resíduo de Agrotóxico em Alimentos (PARA), da Anvisa. LEIA MAIS NO PORTAL ECODEBATE.

terça-feira, 30 de março de 2010

Carter: Kátia Abreu recebe 25 vezes mais dinheiro do Governo do que o MST

Paulo Henrique Amorim – Qual é a responsabilidade da agricultura familiar na produção de alimentos na economia brasileira ?

Miguel Carter – Na página 69 há muitos dados a esse respeito.

PHA- Aqui: a mandioca, 92% saem da agricultura familiar. Carne de frango e ovos, 88%. Banana, 85%.. Feijão, 78%. Batata, 77%. Leite, 71%. E café, 70%. É o que diz o senhor na página 69 sobre o papel da agricultura familiar. Agora, o senhor falava de financiamentos públicos. Confederação Nacional da Agricultura, presidida pela senadora Kátia Abreu, que talvez seja candidata a vice-presidente de José Serra, a Confederação Nacional da Agricultura recebe do Governo Federal mais dinheiro do que o MST ?

MC – Muito mais. Essas entidades ruralistas em conjunto, a CNA, a SRB, aquela entidade das grandes cooperativas, em conjunto elas recebem 25 vezes do valor que recebem as entidades parceiras do MST. Esses dados, pelo menos no período 1995 e 2005, fizeram parte do relatório da primeira CPI do MST. O relatório foi preparado pelo deputado João Alfredo, do Ceará.


Confira a entrevista completa no Conversa Afiada.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Luto pela morte de Adão Pretto

João Pedro Stédile homenageia a memória e a trajetória de luta de Adão Pretto:

"Conheci nosso querido Adão Pretto, há mais de 30 anos. Nos conhecemos numa atividade de pastoral da diocese de Frederico, aonde ele era um líder de sua comunidade e ministro da eucaristia. Frei Sergio Gorgen o apresentou fazendo muito boas referências, de que se tratava de um pequeno agricultor, lutador, honesto, trabalhador, pai de nove filhos. E que tinha muito futuro. Criava sua familia com o trabalho na roça, nas costas do rio Miraguaí.

Naqueles tempos de ditadura militar, era muito dificil encontrar pessoas corajosas, que se dispusessem a defender os interesses da comunidade. Desde o início o admirei por sua sensibilidade social, por sua coerência, e franqueza. Nos encontros, costumava colocar em versos singelos, as idéias que matutava e as avaliações que fazia da política. Por sua liderança e dedicação, foi eleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Miraguaí, naqueles finais da década de setenta, na onda das oposições sindicais, que renovaram nosso movimento sindical.
Leia o depoimento de Stédile no RS Urgente.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Considerações agrícolas

Estou aborrecido com o surto de esquerdismo bobo de Azenha e Paulo Henrique Amorim. O Azenha inclusive colou uma curta e (como sempre) amarga entrevista de João Pedro Stédile, membro da direção nacional do Movimento dos Sem Terra (MST). Já andei escrevendo sobre agricultura aqui. Fui jornalista especializado em agricultura por muitos anos e aprendi um pouco sobre o segmento. Essas notícias encontram, em geral, um público urbano desinformado que as aceita acriticamente. É preciso entender, contudo, que o MST não representa a agricultura familiar no Brasil, e sim os sem-terra.

Quem representa a agricultura familiar no Brasil são os agricultores familiares e a Contag, a Confederação Nacional de Trabalhadores da Agricultura, e eles, por alguma razão, não gostam do MST. E por quê? Porque o MST tem uma ideologia estranha à mentalidade simples do pequeno agricultor. E não porque ele seja burro ou ignorante. Ele sabe muito bem o que pensam os líderes do MST, mas não concorda. Tem o direito, não tem? Ou o pequeno agricultor é obrigado a aprovar as diretrizes ideológicas do MST?




Vejam o texto completo no blog Óleo do Diabo (do Miguel do Rosário)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

“Crise mundial dos alimentos representa uma grande oportunidade para o Brasil”

ENTREVISTA - GUILHERME CASSEL

O debate sobre a necessidade de um novo padrão de desenvolvimento rural ocorre em um contexto de crise mundial do preço dos alimentos. Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, essa crise representa uma rara oportunidade para o país. A agricultura familiar e os assentamentos de reforma agrária podem ajudar o Brasil a dar um salto na produção de alimentos com qualidade, garantindo soberania e segurança alimentar à população.

Vejam mais na Agência Carta Maior.