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terça-feira, 28 de junho de 2011

Os arquivos da ditadura que os militares brasileiros querem ocultar

Documentos da ditadura militar brasileira, obtidos pelo jornal Página/12, trazem detalhes inéditos dos arquivos que a presidenta Dilma Rousseff quer tornar públicos. Militares resistem à divulgação desses arquivos. Matéria publicada neste domingo no jornal argentino traz informações sobre atuação de Azeredo da Silveira, chanceler do general Geisel, que antes de assumir o Itamaraty comandou a embaixada na Argentina, onde teria sido um "pioneiro do terrorismo de Estado regionalizado". Da leitura de centenas de papéis em poder do Página/12 fica claro que os contatos eram frequentes, e grande a afinidade dos militares brasileiros com os golpistas de 1976 na Argentina. A reportagem é de Dario Pignotti.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR

quinta-feira, 31 de março de 2011

Curió na gaiola

SÃO PAULO - O oficial de reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, um dos chefes da repressão à Guerrilha do Araguaia, foi preso na terça-feira em sua casa em Brasília durante uma operação de busca e apreensão a documentos da ditadura. Segundo a Superintendência da Polícia Federal (PF) do Distrito Federal, O major Curió guardava em casa armas sem o devido registro. Depois de prestar depoimento à Justiça Federal e à PF, Curió foi levado para o Batalhão de Polícia do Exército, uma vez que é militar.

Os agentes federais e o procurador da República Paulo Roberto Galvão foram à casa de Curió para tentar resgatar documentos do período da ditadura (1964-1985), em especial de sua atuação durante a Guerrilha do Araguaia, no início dos anos 70. Foram apreendidos documentos, um computador e armas que não tinha registro de porte.

O Ministério Público Federal vai submeter o computador a análise em busca de documentos que possam estar digitalizados. Entre os papéis encontrados pelo MPF, estão páginas de documentos antigos com o selo "confidencial". No entanto, o MPF não confirmou se os papeis podem ajudar na localização dos corpos dos guerrilheiros enterrados no Araguaia (TO) durante a ditadura.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ladrões e assassinos - MPF moveu ação civil contra Tuma, Maluf e legista por ocultação de cadáver

26/11/09 – ACP pede a responsabilização pessoal dos réus pelo desaparecimento de militantes políticos, em São Paulo, durante a Ditadura; em outra ação, universidades e legistas são acusados de demora indevida para identificar vítimas da vala de Perus.[...]

Na ação civil sobre as ocultações de cadáveres, o MPF pede que seja declarada a responsabilização pessoal de cinco autoridades da época: do delegado Romeu Tuma, atualmente senador por São Paulo, que foi chefe do Departamento Estadual de Ordem Política e Social, o Dops, entre 1966 e 1983; do médico legista Harry Shibata, ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal de São Paulo; dos ex-prefeitos de São Paulo, Paulo Maluf (gestão 1969-1971), atualmente deputado federal, e Miguel Colasuonno (gestão 1973-1975), e de Fábio Pereira Bueno, diretor do Serviço Funerário Municipal entre 1970 e 1974.[...]

Paulo Maluf ordenou a construção do cemitério de Perus, projetado especialmente para indigentes e que tinha quadras marcadas especificamente para os “terroristas”. O projeto original do cemitério previa um crematório, mas a prefeitura desistiu após a empresa contratada ter estranhado o plano, que não previa um hall para orações, por exemplo. LEIA NA PÁGINA DO MPF.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Médici e Nixon planejaram derrubar Allende e Fidel

O presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon (1913-1994) e o general de turno na ditadura brasileira, Emílio Garrastazu Médici (1905-1985) conspiraram juntos na Casa Branca em dezembro de 1971 pela derrubada do socialismo em Cuba e no Chile de Allende. O relato do encontro está num arquivo secreto da Casa Branca agora desclassificado. O comportamento de Garrastazu adapta-se perfeitamente ao qualificativo: capacho do imperialismo americano.

A reunião ocorreu no Salão Oval da Casa Branca, às 10h de 9 de dezembro de 1971. Do lado brasileiro, só Médici estava presente, deixando o Itamaraty de fora. Sem falar inglês, precisou da ajuda do general Vernon Walters. Agente da CIA (em breve seria nomeado seu vice-diretor), Walters fora adido militar americano no Brasil durante o golpe de 1964, falava bem o português e transitava facilmente nos círculos da direita militar brasileira.


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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Evo abre archivos de la dictadura

El 5 de mayo pasado, tres mujeres comenzaron una huelga de hambre en la sede de la Asamblea Permanente por los Derechos Humanos (APDH), en la ciudad de La Paz. Su manifestación no fue un suceso mediático, como la huelga encabezada por el presidente Evo Morales a inicios de abril para exigir la aprobación de la ley electoral. Pero la medida de presión instalada por Olga Flores, Martha Montiel y Hortensia de Flores se hizo conocida con el pasar de los días y reavivó una pregunta casi olvidada: ¿Dónde están los 170 desaparecidos de las últimas dictaduras militares de Bolivia? Ayer, el gobierno ordenó a las fuerzas armadas mostrar los documentos sobre lo sucedido en aquellos años. Sin embargo, las huelguistas continuarán sin probar bocado porque consideran que la respuesta de Morales es insuficiente.

Texto completo em Página 12

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sábado, 22 de novembro de 2008

Entulho autoritário é usado em ataque virtual a Dilma

A internet foi infestada nesta semana por e-mails trazendo a reprodução de uma ficha policial dos tempos já longínquos em que a atual chefe da Casa Civil da Presidência da República militava na resistência à ditadura militar; Dilma Rousseff era apontada como ''terrorista/assaltante de bancos''.

por Celso Lungaretti*


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domingo, 11 de maio de 2008

Os waimiri-atroaris

(...) A abertura dessa estrada é um dos episódios mais abafados, infames e sinistros da história das Forças Armadas brasileiras no período do regime militar. Encobertos pelo AI-5, os militares brasileiros cometeram um dos maiores genocídios da história mundial, muito pior que o dos armênios pelos turcos ou dos judeus pelos nazistas.

Em 1968, quando começou a revolta dos waimiris-atroaris contra a abertura da BR-174, sua população era estimada em mais de 6.000 pessoas; em 1974, quando as forças armadas terminaram sua campanha de extermínio, eles eram menos de 500. Dessa guerra restaram, pelo lado dos waimiris-atroaris as lendas dos grandes chefes guerreiros Maiká, Maroaga e Comprido (nomes dados pelos brancos, na verdade seus nomes seriam, muito provavelmente, Sapata e Depini) todos mortos pelo exército.

O texto continua no blog do Luis Nassif.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Processo do Exército derruba versão sobre guerrilha


Um processo administrativo de rotina, aberto por um militar interessado em ganhar uma medalha, derruba a versão de que o Exército não tem em seus arquivos documentos secretos sobre as operações contra a guerrilha do Araguaia. Uma série de telegramas e ofícios comprovam também a prisão, o interrogatório e a tortura de militantes do PCdoB que foram capturados vivos e, depois, dados como “desaparecidos”. Desde 1982, quando parentes de guerrilheiros, sobreviventes do movimento armado e pesquisadores pediram na Justiça Federal a entrega dos arquivos para ajudar na localização dos corpos dos “desaparecidos”, o Comando do Exército ou diz que os documentos não existem ou que foram queimados ao final das operações anti-guerrilha, em 1975. Em dezembro de 2004, o então comandante da Força, general Francisco Roberto de Albuquerque, disse que em suas unidades não havia documentos referentes à guerrilha do PCdoB que atuou na divisa dos Estados de Tocantins (na época, Goiás), Pará e Maranhão, de 1972 a 1975, e que resultou na morte de 59 terroristas, quatro civis e 16 militares. Parte dos documentos, carimbados com a palavra “secreto”, com as informações que o Exército diz não possuir, foi entregue, em casa, em 1990, ao tenente da reserva José Vargas Jiménez. Ele é o autor do pedido (que resultou em processo administrativo) para ser agraciado com a medalha do Pacificador, comenda do Exército que lhe foi concedida por ter participado do combate ao movimento armado do PCdoB quando era sargento e usava o codinome “Chico Dólar”. Em vez de manter o sigilo sobre o material recebido, Jiménez publicou um pequeno livro em outubro de 2007, em Campo Grande (MS), onde mora. Isso levou o Exército a abrir uma sindicância para apurar o vazamento de documentos sigilosos. A sindicância foi arquivada em janeiro deste ano, sem negar a autenticidade dos documentos, mas os fac-símiles começaram a circular abertamente neste mês por meio do blog de um outro militar da reserva. Até hoje, o Exército admitiu, no máximo, que os militares que combateram a guerrilha podem ter agido “fora dos ditames legais do Estado de direito”, como disse o general Albuquerque há três anos. Ele reagia à decisão de julho de 2003, da Justiça Federal, que mandou quebrar os sigilos dos arquivos do Exército. Por causa de recursos judiciais da própria União, o assunto tramita até hoje na Justiça sem decisão final. Os documentos oficiais em poder do tenente Jiménez dão provas de que muitos dos mais de 20 terroristas que resistiram até o começo de 1974 não foram mortos em combate. Algemados, eles chegaram com vida às bases de Marabá, Bacaba e Xambioá.


Outro texto da Videversus, jornalismo de adjetivos.