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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Wikileaks divulga lista de locais 'vitais' para segurança nacional dos EUA

A definição de segurança nacional americana revelada pelo comunicado do Departamento de Estado é ampla e abrangente.

Além dos locais mais óbvios de infraestrutura estratégica, o documento contém ainda locais diversos como uma mina de cobalto no Congo, uma fábrica de soro antiofídico na Austrália e uma fábrica de insulina na Dinamarca.

No Brasil, o documento enviado pelo Departamento de Estado lista cabos de comunicação submarinos com conexões em Fortaleza e no Rio de Janeiro e minas de minério de ferro, manganês e nióbio em Minas Gerais e em Goiás.



Confira a notícia completa, da BBC Brasil, no UOL.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Uso de perfil étnico é inútil na prevenção do terror, aponta estudo

Em um estudo divulgado na terça-feira, o Instituto Sociedade Aberta - um centro de estudos e organização que promove a democracia, financiado pelo bilionário George Soros- argumenta que o uso do perfil racial contra muçulmanos é basicamente uma ferramenta de relações públicas para fazer com que as pessoas se sintam mais seguras após um ataque terrorista. Após os atentados no metrô e a um ônibus em Londres em 2006, por exemplo, batidas altamente divulgadas contra mesquitas e checagem das identidades nas áreas muçulmanas deram ao público a impressão de que a polícia estava agindo.

O relatório, intitulado "Uso da Discriminação Étnica na União Europeia", argumenta que o uso do perfil é tanto ineficaz quanto contraproducente, apontando que "paradas e buscas conduzidas pelos poderes de contraterrorismo na Europa produziram poucos indiciamentos por terrorismo e nenhuma condenação até o momento". Ao mesmo tempo, visar comunidades específicas as aliena, "contribuindo para o crescente senso de marginalização nas comunidades minoritárias e de imigrantes".

Texto completo, da Der Spiegel, no UOL Notícias.

sábado, 2 de agosto de 2008

Agentes dos EUA podem apreender laptops de turistas, diz jornal

Agentes federais dos Estados Unidos poderão apreender laptops e outros aparelhos eletrônicos em suas fronteiras, mantendo-os em seu poder por período indeterminado, informou o jornal Washington Post.

Segundo o Departamento de Segurança Interna, a apreensão pode ser feita mesmo que não haja suspeita de crime, publicou o jornal, que diz ter consultado as políticas oficializadas em 16 de julho por duas agências do órgão.

Mais no Terra. Ouvi alguém dizer que o tipo de governo dos Estados Unidos agora é a "guantanamocracia".

terça-feira, 8 de abril de 2008

Governo americano se opõe a projeto de lei

SIGILO DE FONTES
Governo americano se opõe

O procurador-geral americano Michael Mukasey e três outros funcionários do alto escalão do governo Bush manifestaram-se contra um projeto de lei que permite que repórteres protejam a identidade de suas fontes confidenciais em assuntos governamentais considerados "delicados". O projeto de lei "Free Flow of Information Act" (Lei da Livre Circulação de Informações, tradução livre), proposto pelo senador republicano Arlen Specter, prevê proteção federal a jornalistas quando solicitados por advogados e promotores federais a identificar fontes confidenciais.

Segundo Mukasey, a proteção de fontes pode prejudicar a segurança nacional e encorajar vazamentos de informações confidenciais. Ele e Mike McConnell, diretor de Inteligência Nacional dos EUA, escreveram cartas a senadores com argumentos contrários à proposta de lei. As cartas foram divulgadas ao público na semana passada. "A definição de jornalista é muito ampla, podendo incluir pessoas que tenham ligação com terroristas e criminosos", alegaram. Leia a íntegra no Observatório da Imprensa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O Processo

Certa manhã, em maio de 2004, quando o artista Steve Kurtz abriu os olhos, após um sono inquieto, descobriu que sua mulher estava morta. Chamou a polícia, pelo 911, e inaugurou um pesadelo. Os policiais encontraram um laboratório com culturas de bactéria (o artista e a mulher trabalhavam com um projeto que seria exibido naquele mês, sobre alimentos transgênicos) e avisaram ao FBI, que apreendeu vários pertences do casal e passou a perseguir o sujeito.

Constatou-se que a mulher havia morrido de ataque cardíaco, e que as bactérias era de uso comum em laboratórios de escola secundária, mas o FMI não larga o pé do homem, e o processa por fraude em correspondência ou coisa parecida. Depois de anos de pressão, parece que conseguiu que o professor que enviou as bactérias ao artista, pelo correio, deponha contra ele (o professor está muito doente,e não agüenta mais o pesadelo imposto pelo FBI). Pelo Patriot Act, baixado por Bush depois do 11 de setembro, o artista pode pegar até 20 anos de prisão, se culpado. A história virou documentário, que teve repercussão pífia nos EUA, e a história continua como conta a Art in America, AQUI.

Aliás, o filme passou pelo Rio, neste ano. Não me lembro de ter visto matéria sobre isso em algum caderno cultural; quem sabe foi derrubada para dar lugar a alguma história sobre a Sandy e o Júnior. Há campanhas no mundo todo pelo cara.

Esse é o mundo de quem empacota seus medos e os entrega à polícia, com carta branca e regras frouxas, para perseguir os criminosos. Como o alienista do Machado de Assis, que via maluco em todo canto, a polícia é paga para encontrar culpados, nem que, às vezes, tenha de fabricá-los.

Do Sítio do Sérgio Léo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

França: jornalista é processado por publicar informações secretas

Uma matéria publicada em abril deste ano pelo jornal Le Monde assegurava que o serviço secreto da França alertou seus colegas americanos, em janeiro de 2001, sobre os planos da Al Qaeda de seqüestrar aviões. Assinada pelo jornalista Guillaume Dasquié, a reportagem se baseou num relatório secreto da Direção Geral de Segurança Exterior (DGSE).

Dasquié foi processado pelo Ministério da Defesa pela divulgação dessas informações e, nesta semana, o juiz antiterrorista Philippe Coirre decidiu abrir o processo pela difusão de documentos "que têm caráter secreto da defesa nacional".

Se perder o processo, o jornalista pode ser condenado a cinco anos de prisão e multa de 75 mil euros (R$ 194 mil).

O diretor do jornal, Eric Fottorino, declarou nesta sexta-feira (07/12) que esse processo, que causou mal-estar na redação, se trata de um ato "grave e chocante".

(*) Com informações da Agência Efe.

Notícia do Comunique-se.