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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Empresa diz que filial estatizada na Bolívia perdeu 94% do valor

A empresa espanhola Rede Elétrica Espanhola (REE) admitiu que a flial boliviana, TDE, que foi nacionalizada pelo presidente do país, Evo Morales, perdeu 94% do seu valor, de acordo com informações do jornal El Paíspublicadas nesta quinta-feira.
(...)
As contas da REE também mostram que os investimentos da empresa subiram na Espanha, enquanto foram cortados na Bolívia em 2005 e 2006, na mesma época em que Morales assumiu o governo.






Confira no Terra

sábado, 29 de agosto de 2009

Proposta dos trabalhadores para pré-sal vira projeto de lei

A proposta defendida pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e movimentos sociais para restabelecer o monopólio estatal do petróleo e transformar a Petrobrás em empresa 100% estatal e pública virou projeto de lei e já está em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira (27) pelo deputado Fernando Marroni (PT-RS).

O texto traz na íntegra todos os pontos do anteprojeto aprovado pelo Conselho Deliberativo da FUP. Resultado de intensos debates realizados com os movimentos sociais, o projeto quer o restabelecimento do monopólio estatal e a retomada dos blocos exploratórios que foram leiloados.

Segundo a FUP, nos últimos dez anos foram leiloados mais de 500 blocos de petróleo para 72 grupos econômicos, metade multinacionais. Os leilões ocorreram com base na atual lei do petróleo, aprovada no governo FHC. “Não podemos permitir que as riquezas do pré-sal tenham o mesmo destino”, alertou o coordenador da FUP, João Antônio Moraes.



Vejam mais no Vermelho

segunda-feira, 18 de maio de 2009

PONTO DE VISTA LIBERTÁRIO: CAPITALISMO COM ROUPAS REMENDADAS

As distâncias do Sistema Solar já não servem como referência aos números da crise. O novo pacote para reerguer o sistema bancário estadunidense pode chegar a 2 trilhões de dólares, muito além, por exemplo, da distância de Plutão ao Sol, que não chega a 6 bilhões de quilômetros. A diferença é de três dígitos. E uma coisa a ver com a outra? Nada, como a maioria das explicações dos economistas de plantão que parece não enxergar, ou não quer enxergar, ou quer esconder que o capitalismo não ruiu, mas mudou substancialmente de natureza após a crise.  

Subsídios, ajuda a banqueiros e industriais não é nenhuma novidade no vai-e-vem das crises do sistema. Mas desta vez – e esperamos – a dimensão das quantias envolvidas, a extensão do rombo mundo afora, mudou a natureza da crise, assim como os atentados de 11 de setembro modificaram as relações políticas internacionais. Ainda que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, queira manter intacta a independência operacional dos bancos isto se torna muito difícil na prática diante do montante da ajuda estatal. Na década de 90 do século passado manchetes do mundo inteiro saudaram o fim da União Soviética, o fim da experiência apelidada de socialismo e o triunfo do capitalismo na versão neoliberal como o sistema do futuro. Não se passaram nem 20 anos – um lapso quase imperceptível em termos históricos – e o neoliberalismo vira um Titanic com os sobreviventes tentando como podem salvarem-se nas barcaças estatais.  
 
Vejam o texto completo em anarco.net

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Recapitalização e nacionalização

(Postado no blog do Nassif nesta data às 12:52)

"Essas operações de liquidez, proporcionadas pelos Bancos Centrais, não irão adiantar. A cada dia que passa fica mais claro que se trata de um problema patrimonial: o sistema financeiro mundial quebrou.

As autoridades do FED e dos BCs europeus demoraram para perceber o problema da crise. Quando o incêndio lavrou, pensaram que era um problema de liquidez. Entraram tarde, mas o buraco é mais embaixo.

A questão é que a recapitalização, especialmente dos bancos europeus, envolve quantias tão fabulosas que não haverá condições de meramente trocar dívidas por ações.

Segundo artigo de Martin Wolff, cada um ponto de capitalização dos bancos ingleses equivale a 4 pontos de PIB. 5% de capitalização = 20% do PIB inglês.

A única saída será a nacionalização do sistema bancário e sua posterior devolução para o setor privado.

Na aba de Economia, um artigo do Martin Wolff sobre a recapitalização dos bancos ingleses."



Atenção: não percam os comentários dos participantes daquele blog.



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

EUA: governo assume controle de gigantes do setor imobiliário

O Tesouro dos EUA anunciou neste domingo (7) que assumiu o controle das sociedades de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, que se encontram à beira da falência, devido à crise do 'subprime'. Segundo a agência France Presse, o governo dos EUA se declarou disposto a injetar US$ 100 bilhões em cada uma para salvar da falência as duas gigantes americanas do segmento de hipotecas.


Vejam mais no Vermelho (êpa!)

domingo, 7 de outubro de 2007

Eleitorado quer mais Estado e menos mercado

Há muitas evidências do caráter estatizante do eleitorado brasileiro. Quem não se lembra das manifestações de rua, muitas na frente da Bolsa de Valores do Rio, contrárias aos leilões de privatização? Não se tratava, ali, de uma simples minoria, mas sim de uma minoria militante e aguerrida que representava, de certa maneira, uma maioria silenciosa para qual o Estado tem papel fundamental no provimento de bens e serviços.

É assim que 51% dos brasileiros acham que o sistema bancário deva ser estatal. Imaginem-se os maiores bancos brasileiros controlados pelo governo. Meu Deus, algo completamente absurdo! Porém, se essa decisão fosse deixada na mão do eleitorado, em particular do eleitorado de baixa escolaridade, é possível que o nosso sistema bancário fosse bem menos privado e muito mais estatal.

O texto é de Alberto Carlos Almeida, para o jornal Valor. É o mesmo autor de "A Cabeça do Brasileiro", livro que acabou sendo vilipendiado muito mais pelo uso que a revista Veja fez dele, do que pelo conteúdo em si. No texto completo, que veio do Leituras e Opiniões, ele comenta o desejo de haver mais entes estatais por parte do brasileiro médio.