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sábado, 3 de julho de 2010

Homenagem à Pilar del Río

Uma foto de Pilar del Río em algum dos sites da internet, na biblioteca da casa de Lanzarote, os cabelos embranquecidos, ela envolta em flagrante luto e tristeza, me impactou sobremaneira. No caso dela e de Saramago, dada a grande diferença de idade havida entre os dois, era provável que ele partisse primeiro.

Não pude deixar de pensar que a lida dos homens com o tempo é diferente da das mulheres. Os homens lutam contra o tempo, as mulheres, historicamente treinadas às rotinas do mundo doméstico, da maternidade, do espaço privado, vivem o tempo cumprindo inexoráveis rituais de espera e de paciência e aprendem, assim, a usufruir, para o bem e para o mal, de uma outra qualidade de tempo. A questão é que quase sempre os homens partem antes e isso, convenhamos, não é justo, companheiros! E tudo porque as mulheres cuidam mais de sua saúde, cuidam mais de si mesmas e dos outros e terminam por ser, mais resistentes às chuvas e intempéries da existência.


Vejam o texto completo em SUL 21

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Editora de Berlusconi recusa livro de Saramago



A editora italiana Einaudi, propriedade do primeiro-ministro italiano, recusou-se a publicar a tradução italiana de O Caderno, de José Saramago, por conter duras críticas a Silvio Berlusconi, classificando-o de "delinquente, corrupto, um líder mafioso". A Einaudi teve até hoje o exclusivo da publicação dos livros de Saramago em Itália, mas desta vez o seu livro ficará a cargo de outra editora. Aqui, a notícia completa.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Saramago critica uso de dinheiro público para salvar bancos


Lisboa, 27 out (Lusa) - O escritor José Saramago culpou os diretores das grandes empresas e das instituições bancárias pela atual crise financeira mundial e lamentou que o dinheiro dos cidadãos seja usado para salvar os bancos.

Numa entrevista coletiva em Lisboa, a propósito do filme "Ensaio sobre a cegueira", adaptado de um romance seu, José Saramago criticou o sistema capitalista e a atual lógica de mercado, atribuindo responsabilidades aos "grandes financeiros, os diretores das grandes empresas e dos grandes bancos".

Para o escritor português, o dinheiro que devia ser destinado a auxiliar pessoas em situação de tragédia está sendo usado para salvar os bancos.

Vejam mais na Lusa-Agência de Notícias de Portugal S.A.