Mostrando postagens com marcador elite dominante. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador elite dominante. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Elites & estratégias de manipulação

"Manter uma sociedade dividida – em grupos minoritários que não conseguem constituir-se em maioria capaz de questionar a hegemonia em vigor – é a melhor forma para a reprodução do sistema"

Usadas pelas elites para controlar a opinião pública, sistematizadas por Noam Chomsky**, as estratégias de manipulação da mídia estão, mais do que nunca, na ordem do dia. Segundo a ensaísta Marta Harnecker (Tornar possível o impossível. Rio, Paz e Terra, 2000), o neoliberalismo também tem um projeto social: promover a máxima fragmentação da sociedade, o que nos autoriza a formular:

A Estratégia da Fragmentação
Este é o grande projeto social do neoliberalismo. Porque manter uma sociedade dividida – em grupos minoritários que não conseguem constituir-se em maioria capaz de questionar a hegemonia em vigor – é a melhor forma para a reprodução do sistema. A base para manter estes grupos isolados entre si, ou sujeitos a relações contraditórias, é procurar desorientá-los quanto aos seus objetivos comuns, impossibilitando que assumam lutas coletivas. A sociedade fragmentada implica uma maioria – até o povo inteiro – que perdeu o rumo da própria causa nacional. Essa política de desorientação social atua em três níveis:
a) a atomização da sociedade em grupos com escasso poder; b) a orientação desses grupos para fins parciais; c) anulação da capacidade negociadora para celebrar pactos, impedindo-se que se crie espaços que possibilitam projetar objetivos compartilhados por todos, dando lugar a acordos e alianças, d) donde que o fim das ideologias se torna “fato histórico” e não mais “decorrência duma estratégia de manipulação”.
Por outro lado, fomenta-se a cultura do naufrágio, do “salve-se quem puder”, que rejeita qualquer solução coletiva.

Vejam o texto completo em CONGRESSO EM FOCO

terça-feira, 23 de junho de 2009

Escritora analisa o resultado das eleições no Irã

Em uma entrevista à rede Al Jazeera, a escritora iraniana Azar Nafisi analisa o resultado das eleições no Irã. Para ela, uma parte importante do povo iraniano usou um espaço aberto para expressar o que quer. "Eles votaram não apenas contra Ahmadinejad, mas pelo que defendem. O quadro homogêneo pintado extremamente apresentado, em que a maioria das pessoas no Irã acreditam no islamismo ortodoxo não é verdadeira. O Irã é um país de diferentes minorias étnicas e de diferentes religiões. Muitas das minorias têm sido oprimidas pelo regime", afirma.
(...)
Nos seus slogans e pedidos durante as eleições eles queriam liberdade e democracia e repudiaram as leis repressivas. Mas tão importante quanto isso é o fato de que muita gente da elite dominante no Irã estão entendendo que não podem comandar a sociedade do jeito que diziam que podiam. Um bom exemplo é o próprio Senhor Mousavi.

Para vencer, Mousavi assumiu alguns slogans progressistas, contra os quais ele já tinha lutado. Eu estava lá no começo da Revolução Islãmica, quando ele foi Primeiro Ministro, e implementou muitas das medidas repressivas que agora denuncia. Eu (assim como muitos outros) saí da universidade que Mousavi ajudou a fechar, como parte da Revolução Cultural.

Vejam a entrevista completa em CARTA MAIOR