segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
QUEM ERA O COMANDANTE? QUEM DEU A ORDEM? O QUE O EMPRESARIADO QUERIA COM O GOLPE?
"Só quem bateu é responsável? Quem mandou? Quem era o comandante? Por que havia tortura? Por que existia o DOI-Codi? Por que meu pai foi preso? Por que o golpe de 1964? O que o empresariado americano queria com o golpe? E o empresariado brasileiro? (a lei da Anistia) é uma lei antidemocrática, promulgada com o Congresso engessado pelo Pacote de Abril, com senadores biônicos (...) não existia debate democrático, a imprensa estava sob censura, as passeatas e manifestações pela anistia eram reprimidas brutalmente pela polícia. A oposição brasileira estava metade morta e metade no exílio, os partidos de esquerda não podiam existir, os sindicatos não tinham liberdade. Como é que alguém pode dizer que a lei, promulgada nesse clima, é democrática? A decisão do Supremo (de sancionar a Lei da Anistia) é vergonhosa (...) a cada ano tenho que dar pelo menos dez entrevistas sobre esse caso, que é um entre muitos, talvez o mais notório. E o resto? Para mim ainda falta o documento essencial: aonde foi o corpo do meu pai? (escritor Marcelo Rubens Paiva, filho do empresário Rubens Paiva, assassinado pela ditadura; perguntas que uma Comissão da Verdade não pode abafar; entrevista ao Estadão)
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Batalha pela condenação de torturadores em SP tem novo capítulo
Confira na CartaCapital.
domingo, 2 de maio de 2010
“Decisão do STF é erro jurídico e deformação histórica”
“A decisão do STF rejeitando o pedido de revisão da Lei da Anistia revela que, se já alcançamos a maturidade da democracia política, ainda não nos livramos do medo da ditadura e da sombra asfixiante de seus algozes”. A afirmação é do ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, que, em entrevista exclusiva à Carta Maior, classifica a decisão como um “erro jurídico e uma deformação histórica”. Para Tarso, o voto do relator Eros Grau repetiu argumento do jurista nazista Carl Schmitt, para quem em um estado de exceção, o Estado continua a existir enquanto o direito desaparece. Marco Aurélio Weissheimer
Na avaliação do ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, a decisão do Supremo Tribunal Federal rejeitando o pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por uma revisão na Lei da Anistia representa um erro jurídico e uma grave deformação histórica. A OAB queria que o STF anulasse o perdão concedido a representantes do Estado (policiais e militares) acusados de praticar atos de tortura durante o regime militar. O pedido foi rejeitado por 7 votos a 2. “Uma das coisas que ela revela é que, se já alcançamos a maturidade da democracia política, ainda não nos livramos do medo da ditadura e da sombra asfixiante de seus algozes”, diz Tarso Genro, em entrevista exclusiva à Carta Maior.Vejam mais em CARTA MAIOR
sábado, 1 de maio de 2010
A Anistia e a vergonha de ser brasileiro
Supremo Tribunal Federal (STF) considerou, por sete votos a dois, improcedente a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153 contra a Lei da Anistia e a interpretação de que o perdão se estende aos que tenham cometidos crimes comuns como sequestro, tortura, estupro e homicídio contra presos políticos da época da ditadura militar (1964-1985).O entendimento que prevaleceu no STF foi o de que a Lei da Anistia faz parte da “construção constitucional” que se ergueu para a redemocratização do país e foi incorporada pela ordem constitucional vigente no chamado “Estado de Direito”, após a Carta de 1988.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Anistia 30 anos - por verdade e justiça
Confira a série de imagens e textos relembrando a Anistia no saite da Fundação Perseu Abramo.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Terrorismo de Estado, por Deisy Ventura
Esquentam as mãos do ministro Eros Grau, no Supremo Tribunal Federal, dois processos que marcarão a cultura política e a imagem internacional do Brasil.
Como relator da ação em que a OAB questiona a interpretação da Lei de Anistia, Grau pediu vista dos pedidos argentino e uruguaio de extradição do general Manuel Cordero, um dos protagonistas da iniciativa supranacional de repressão política denominada Operação Condor.
Vejam mais no Portal da Fundação Perseu Abramo
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Ala esquerda do PT apóia Tarso na revisão da anistia
Texto completo na Tribuna da imprensa online.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Ato de militares no Rio termina com protesto contra tortura
Uma manifestação de estudantes e membros do movimento “Tortura nunca mais” protestaram nesta quinta (7) em frente à sede do Clube Militar, no Rio, onde militares se reuniram no seminário “A Lei de Anistia – alcance e conseqüências”.
Aos gritos de “Tortura nunca mais, pela vida, pela paz”, os manifestantes aguardavam a saída do militar da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna) do 2º Exército, em São Paulo, no período de 1970 e 1976.
Mais no G1.
Após críticas de militares, Vannuchi diz que nunca pediu revisão da Lei da Anistia
O ministro Paulo Vannucchi (Secretaria Especial dos Direitos Humanos), negou hoje que tenha proposto junto com o ministro das Justiça, Tarso Genro, a revisão da Lei de Anistia, no que diz respeito aos militares acusados da prática de tortura durante a ditadura.
"Os discursos são públicos e são transcritos. Nem eu nem Tarso Genro dissemos isso. Nunca falamos que queríamos rever a Lei da Anistia.
Vannuch disse que há necessidade de responsabilização no caso da tortura, mas que o foco dos direitos humanos "não é o olho por olho, dente por dente" e sim "a paz".
"E fazer a paz exige o conceito de reconciliação. Agora, não venham, cobrar se a reconciliação se dê sem a verdade. O Brasil precisa saber o que aconteceu. Precisa saber que o [Wladimir] Herzog e o Rubens Paiva não desapareceram, foram presos e assassinados pelo aparelho de repressão. Não fazemos isso em enfrentamento, mas em defesa das Forças Armadas".
Mais na Folha Online.