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quarta-feira, 20 de maio de 2015

O debate pela revogação da “Lei Áurea” na Câmara


O deputado federal Ozimúrdio Atahyde (PMDB-TO) apresentou na última quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, o Projeto de Lei 1964 que revoga a lei n.º 3.353, mais conhecida como “Lei Áurea”.
Na ocasião, o parlamentar argumentou que a norma trará enorme benefício aos trabalhadores brasileiros: “Com essa nova concepção das leis laborais, eliminaremos o principal fator de insegurança para os trabalhadores brasileiros, que é o desemprego. No novo regime, não apenas teremos plena ocupação dos postos de trabalho, como este será compulsório. A meta é nenhum trabalhador sem seu tron…, digo sem função”. A meta, em suas palavras, é o pleno emprego.
Para Josenildo Feitosa, dirigente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o PL representará também a solução para o problema da mobilidade urbana e rural, que resulta em tráfego intenso e demora nos deslocamentos em horário de pico. “O empregado não terá de se deslocar. Cada local de trabalho terá moradias coletivas, permanentemente vigiadas para dar segurança jurídica ao novo regime de trabalho”. O líder empresarial acredita ainda que teremos aumento significativo da produtividade.
 
 Confira o texto de Gilberto Maringoni, no Diário do Centro do Mundo

terça-feira, 28 de junho de 2011

Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo

O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.


Continue lendo no blog O Mundo em Movimento

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A esquerda enfrenta a dura carpintaria da história

Em meio às angústias que assombram trabalhadores e a classe média, emparedados entre a fatalidade de uma ordem que se liquefaz e um futuro que nada propõe exceto agonia, parte dos teóricos da esquerda agarra-se à discussão metafísica de modelos, desobrigando-se de assumir a dura carpintaria de construção da história nesse momento. A análise é de Saul Leblon.

A crise mundial desencadeou um salutar debate sobre o desenvolvimento contribuindo para desbloquear a memória e o imaginário social, entorpecidos por sonolentas décadas de monólogo conservador. Por quase 30 anos despejou-se sobre a sociedade uma peroração cotidiana que reafirmava a virtude dos mercados desregulados para promover o crescimento, a inovação, a modernidade, a eficiência, a liberdade, orgasmo e a cura para a calvice.

Jornalões, colunas e colunistas, em especial nas editorias de economia, funcionaram esse tempo todo como uma espécie corregedoria ideológica do fim da história. Dentro e fora das redações, cuidavam de vigiar, punir e desqualificar quem ousasse argüir o mainstream, bem como o perímetro por ele reservado à democracia.

Vejam o texto completo na Agência Carta Maior