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quinta-feira, 2 de junho de 2011

AQUILO QUE NOS DEVORA:

Basicamente, duas razões levaram a Presidenta Dilma a optar pela concessão de alguns dos mais estratégicos aeroportos do país a empresas nacionais ou estrangeiras que assumirão a responsabilidade por ampliá-los e modernizá-los, em troca do controle do negócio por 20 anos. Gargalos já evidentes com a afluência de milhões de novos passageiros ao transporte aéreo, graças à melhoria da renda, bem como o risco, real, de um colapso desse serviço na Copa do Mundo em 2014, formam a base da equação. A opção política pela concessão privada, porém, não seria a única saída. Por que o Estado brasileiro não poderia, por exemplo, contratar serviços de empresas locais e internacionais para obras, a exemplo do que faz a Petrobrás em operação até mais complexa de aquisição de equipamentos e infra-estrutura para explorar o pré-sal? Em primeiro lugar, porque o esfarelamento do setor público nos anos 90 privou a sociedade de uma estatal forte e eficiente para investir e planejar a expansão do setor aéreo, ou o das elecomunicações etc, legando burocracias sucateadas ao governo. Em segundo lugar, porque a política de arrocho fiscal para pagar juros da dívida pública torna esquálida a capacidade de investimento em infraestrutura e serviços. Não se trata de um fetiche com aeroportos: o colapso ensaiado nos saguões de embarque e desembarque aéreo há muito já explodiu na rudimentar rede de postinhos de saúde, bem como nas filas dos hospitais públicos, no transporte coletivo deficitário e mal cuidado, na rede de escolas públicas e no sistema de saneamento. A origem da falencia é a mesma: colapso fiscal. Fatos: as obras de modernização e expansão dos aeroportos vão exigir entre R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões das futuras concessionárias. O Estado brasileiro não tem esse dinheiro. Mas está fazendo das tripas coração para reservar cerca de R$ 117 bilhões de superávit fiscal destinado ao pagamento de juros à banca e aos rentistas em 2011. Só no primeiro quadrimestre, o 'esforço' para atender a essa prioridade foi de R$ 78,5 bilhões, quantia quase seis vezes maior que os R$ 13,5 bilhões destinados a investimentos no período. A taxa de juro no país é de 12%. Na próxima semana tem reunião do Copom. Apesar das evidencias de que a inflação está em queda, e o nível de atividade e de consumo recuam -- em abril a indústria registrou a maior queda em 40 meses frente a março-- os 'mercados' insistem em que a Selic ainda precisa subir mais dois degraus até fechar o ano na obscena marca dos 12,5%.

(Carta Maior; 5º feira, 02/06/ 2011)


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

CULPA DO LULA?

Centenas de passageiros continuam hoje pela manhã esperando para embarcar em seus vôos reprogramados no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, após os cancelamentos e reprogramações de vôos ocorridas desde a sexta-feira em função de greve de carregadores de bagagem, de acordo com informações do site Clarín. A situação começou a se normalizar na noite de ontem com a saída de vôos programados para o sábado.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Falência da BRA mostra os limites da cobertura da imprensa especializada

O distinto leitor foi avisado pelo Valor Econômico, Gazeta Mercantil, Jornal do Comércio ou DCI sobre a delicada situação da companhia aérea BRA? Infelizmente, não. A empresa estava quebrada, mas os jornais econômicos se portaram como a Carolina do Chico, para quem a vida passou na janela e só ela mesma não viu.


Continue lendo no Blog Entrelinhas.

domingo, 14 de outubro de 2007

Cresce o movimento de passageiros nos aeroportos brasileiros

Os artigos com muitos números são chatos de ler. Mas este aqui afirma, e parece provar, que o Portal G1 da Globo e o jornal O Estado de São Paulo estão errados respeito da diminuição do movimento de passageiros da aviação comercial brasileira e das supostas "perdas" provocadas pela crise aérea. No blog Logística e Transporte, José Augusto Valente contesta com cifras essas informações. O Estado e O Globo responderão a estes dados?

O texto continua, inclusive com tabelas comparativas do número de passageiros, no Leituras e Opiniões.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Depois de 9 horas presa num avião, ativista peita as companhias aéreas

Como noticiou o Globo Online, o caos aéreo começou no Brasil e depois CHEGOU aos Estados Unidos.

O Globo Online gostaria de ter dito que o Lula exportou o apagão, mas parou antes de ser desmascarado.

Sim, porque já ficou demonstrado, por A + B, que a crise aérea é um fenômeno internacional, com peculiariedades específicas no Brasil.

A infraestrutura não dá conta do aumento do número de vôos provocado pela competição que resultou na queda do preço das passagens.

Segundo estatísticas oficiais de junho deste ano, nos Estados Unidos 462 vôos levaram mais de três horas entre a saída do terminal e a decolagem.

Foi o recorde desde que o governo começou o monitoramento.

LEIA MAIS CLICANDO NO TÍTULO.

domingo, 19 de agosto de 2007

Empresas aéreas acham ministro Jobá bom de negócio

"- O ministro já mostrou para o que veio. Mostrou que o governo deve considerar a aviação um bem estratégico para a infra-estrutura e a integração do país, e não só um bem de consumo" - afaga secretário-geral do Conselho Consultivo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) "- Jobim não é só o ministro da Defesa. É também o ministro da aviação civil." Mais no JB.

sábado, 23 de junho de 2007

Síndrome de Cabo Anselmo (*)

Greve durante o Pan é discutida por controladores. Com mais firmeza, os controladores de tráfego aéreo começaram ontem a discutir a possibilidade de fazer greve branca no início de julho, quando o fluxo nos aeroportos irá aumentar devido aos Jogos Pan--Americanos e às férias escolares. Mais aqui, no Terra.

(*) Cabo Anselmo foi o marinheiro que, fazendo-se passar por esquerdista, açulou a revolta dos marinheiros em 1964, favorecendo os golpistas. Depois do golpe, entregou vários companheiros às forças da repressão.

FEBEAPA

No decorrer da crise provocada pelos controladores de vôo e as empresas aéreas, que vendem bilhetes além da capacidade das aeronaves, os ministros do governo Lula reeditaram com vigor o Festival de Besteiras que Assola o País (FEBEAPA), criado pelo jornalista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, nos anos 50. Alguns pronunciamentos ministeriais, além de levar água ao moinho da oposição, fizeram com que o presidente da República pedisse respeito por passageiros. A ministra do Turismo, por exemplo, receitou a fórmula "relaxe e goze" aos passageiros que enfrentam contrariedades nos aeroportos. O G1 compilou as declarações desastradas. Leia aqui.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Saito afasta controladores e diz que 'momento é de gravidade'

Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, anunciou medidas para melhorar a crise nos aeroportos. Entre elas, prontidão de esquadrões de comunicação e criação de corredores especiais. Ele culpou os controladores pela nova crise no setor aéreo e avaliou que o momento é de "extrema gravidade". Informou que as lideranças do movimento dos controladores aéreos de Brasília estão sendo afastadas "de imediato". Mais aqui, no G1.