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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Adeus, pílulas azuis

 Cientistas egípcios estudam maneiras para que a nanotecnologia possa um dia substituir o medicamento sólido

O Viagra (citrato de sildenafil) aparece com frequência em anúncios a cada encerramento de um evento esportivo televisionado, normalmente com ressalvas ao final, incluindo avisos de uma dúzia ou mais de efeitos colaterais, como uma possível perda súbita de audição ou visão, dor no peito e uma ereção que pode ser dolorosa ou então durar mais de quatro horas. Uma equipe de cientistas egípcios está estudando maneiras para que a nanotecnologia possa um dia substituir as pequenas pílulas azuis por um sistema transdérmico que funcionaria como essa e como outras drogas, só que mais rapidamente e com mais eficácia, por meio de adesivos através da pele, reduzindo os efeitos colaterais. 

Vejam mais detalhes em SCIENTIFIC AMERICAN 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Erótica em pastilhas: pílula azul ou rosa?

Reduzir o desejo sexual ao nível biológico e medicá-lo. Analisamos este modelo de sexualidade depois da não comercialização do "viagra feminino".

ANA G. MAÑAS Y J. LEJÁRRAGA (sexólogos)

A medicalização é o processo pelo qual problemas não médicos se definem e são abordados como problemas médicos, geralmente em termos de enfermidade e transtornos, através da linguagem, marco teórico e intervenção. Nos últimos tempos, processos básicos de "sexuação"(NT), como a calvície, a síndrome premenstrual e a menopausa tem sido vistos como enfermidades que necessitam tratamento.

Segundo documenta com rigor Ray Moynihan em Sex, Lies and Pharmaceuticals (2010), a indústria farmacêutica tem ampliado os limites do que cabe entender por enfermidade, enganando os mecanismos de legitimação científica até o ponto de fomentar a criação de enfermidades dpois da existência de um fármaco que trataria os supostos sintomas. Investigado como medicamento para a angina de peito por sua função vasodilatadora, em 1998 o Viagra é comercializado como facilitador da ereção, restrito a homens maiores de 60 anos com diabetes ou problemas de próstata. Prontamente as companhias farmacêuticas ampliam seu público a quase qualquer homem que tenha tido alguma vez dificuldades de ereção, convertendo-o implicitamente numa droga recreativa.

Vejam o texto original em DIAGONALweb  e uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Libia, Viagra e a propaganda de guerra

Tanto Anistía Internacional como Human Rights Watch tem investigado a denúncia e não tem encontrado provas

A embaixadora dos EEUU na ONU acusou o governo líbio de estar fornecendo Viagra a seus soldados para realizar violações. Ela o fez em uma sessão a portas fechadas do Conselho de Segurança. Se o tema não fosse tão sério, daria para algumas anedotas (más). Na história da guerra, os soldados são geralmente jovens e eles não precisam de ajuda química para cometer esses atos.

Pelo menos, Susan Rice não fez como Colin Powell antes da invasão do Iraque. Não mostrou nem uma gravura e nem um pote de Viagra para sustentar suas afirmações. Se tivesse feito daria uma boa foto.

Antes dessa intervenção, e também depois, muitos meios de comunicação incluiram em suas informações essa denúncia. Desgraçadamente, cabe supor que tenha ocorrido violações, mas é algo muito diferente saber que tenham sido feitas de forma deliberada como parte de uma estratégia de guerra.

A denúncia concreta apareceu pela primeira vez numa entrevista a Al Jazeera com um médico. Não nenhuma prova que a sustentasse.

Tanto a Anistia Internacional como a Human Rights Watch tem feito investigações desta denúnicas e não tem encontrado provas. Suspeitam com razão que muitas delas procedem dos rebeldes, muito interessados em forçar a intervenção da OTAN a seu favor sem a qual não tinham muitas possibilidades de derrotar as tropas do governo.

Vejam o texto original (castelhano) em GUERRA ETERNA ou uma tradução livre em NEBULOSA.DE.ÓRION

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Viagra eficaz no combate à insônia


SÃO PAULO - As propriedades do Viagra não se resumem ao tratamento da disfunção erétil. Além de tratar de problemas de impotência sexual masculina, a sildenafila poderá também vir a ser usada para combater a insônia.

Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) utilizará o medicamento para tratar a “síndrome da fase atrasada do sono”, que faz com que a pessoa não consiga adormecer antes das quatro ou cinco horas da manhã.


Vejam mais no JB Online