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sábado, 21 de fevereiro de 2015

O escândalo HSBC coloca em xeque a liberdade de expressão

No Brasil, os jornais GloboFolha Estadão deram uma cobertura microscópica ao escândalo HSBC, como já comentou neste Observatório o colega Luciano Martins Costa. A situação mais embaraçosa é a da Folha de S.Paulo, que participou da investigação sobre o HSBC coordenada pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo, mas preferiu a omissão quando o problema esbarrou nos interesses comerciais da imprensa.


Confira no Observatório da Imprensa

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Caso HSBC: quanto há de independência na ‘mídia independente’?

Quanto há de independência real na imprensa que os suspeitos de sempre gostam de chamar, peitos estufados, de “independente”?
O episódio da estrepitosa demissão de um colunista do jornal britânico Daily Telegraph joga luzes sobre este assunto.
Peter Oborne disse que saía porque a cobertura do jornal do caso HSBC é uma “fraude contra os leitores”.
O que o jornal não quer arriscar, segundo ele, é a publicidade milionária que o banco lhe garante.
Na Era Digital, anúncios são cada vez mais escassos para a mídia impressa – e o preço a pagar por isso é o que se está vendo no Telegraph.
A independência da mídia “independente” termina na necessidade de agradar seus anunciantes.

Continue lendo no Diário do Centro do Mundo

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O ‘status quo’ se mobiliza

Uma pequena nota publicada pela Folha de S. Paulo na edição de sexta-feira (16/8) reflete mais intensamente o impacto provocado pelo fenômeno da Mídia Ninjado que as centenas de páginas já produzidas por intelectuais de várias grandezas, jornalistas e curiosos, em jornais, revistas e nas redes sociais digitais.
O texto em questão informa que o senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB paulista, apresentou pedido de informações aos ministérios da Fazenda, Cultura e de Minas e Energia: ele quer saber se a Petrobras, o Banco do Brasil e entidades de apoio à cultura repassaram alguma verba para o coletivo de midiativistas que se notabilizou ao transmitir as manifestações que paralisam algumas das grandes cidades brasileiras desde junho.
A motivação do senador é explícita: “A Mídia Ninja fazcríticas à mídia tradicional, por isso quero saber de onde vêm os recursos dessa agência de notícias informal”, afirmou, segundo a Folha. Ou seja, ele se apresenta em defesa da imprensa que lhe dá o palanque.

sábado, 12 de março de 2011

RedeTV! demite todos os funcionários de seu portal

A RedeTV! oficializou nesta quinta-feira (10) a demissão de todos os funcionários que produziam o seu portal de internet. 
 
Ao todo, aproximadamente vinte produtores foram desligados da emissora por problemas de relacionamento com a direção e por não terem sido atendidos nas solicitações de melhoras nas condições de trabalho. 


Continue lendo no Na Telinha .

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Paródia: Folha tira site "Falha de São Paulo" do ar

A Folha de S. Paulo conseguiu, por meio de uma liminar (antecipação de tutela), tirar o site Falha de S. Paulo do ar. A página foi criada a cerca de 20 dias e fazia uma paródia do jornal, com críticas à cobertura do veículo. O site era mantido por Lino Ito Bocchini e Mario Ito Bocchini, que pretendem recorrer da decisão da 29ª Vara Cível de SP, que condena os irmãos a pagarem multa diária de R$ 1.000 caso descumpram a determinação.

A alegação da Folha de S.Paulo para mover a ação é o "uso indevido da marca" na página de paródia. O processo contém mais de 80 páginas.

Para Lino Bocchini, a atitude da Folha foi “violenta”. “Não recebemos nenhum e-mail antes, nenhuma ligação. A liminar chegou direto. É uma ação muito violenta”, afirmou. O jornalista disse ainda que o veículo se contradiz com o processo. “Eu sempre li a Folha e concordei com os editoriais com defendem a liberdade de expressão. Mas agora a Folha vai contra tudo o que ela defendeu”, criticou.

Segundo a advogada Taís Gasparian, que trabalha no caso, a Folha não questiona nem a sátira, nem o nome do site, apenas o uso da marca, que envolve o logotipo e layout do jornal.


Continua no Comunique-se .

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Lições de Cláudio Abramo

Se o negócio é citar Cláudio Abramo, vamos às citações:

Cláudio Abramo em "A Regra do Jogo" - Editora Schwarcz - pag. 118:

"Um equívoco que a esquerda geralmente comete é o de que, no Brasil, o Estado desempenha o papel de controlador maior das informações. Mas não é só o Estado, é uma conjunção de fatores. O Estado não é capaz de exercer o controle, e sim a classe dominante, os donos. O Estado influi pouco porque é fraco. Até no caso da censura, ela é dos donos e não do Estado.

Não é o governo que manda censurar um artigo, e sim o próprio dono do jornal. Como havia censura prévia durante o regime militar, para muitos jornalistas ingênuos ficou a impressão de que eles e o patrão tinham o mesmo interesse em combater a censura.


Continue lendo no blog do Luís Nassif.

terça-feira, 9 de março de 2010

Elio Gaspari retira direitos de A Tribuna publicar sua coluna



O jornal A Tribuna perdeu o direito de publicar a coluna de Elio Gaspari por ter deixado de veicular o texto do jornalista no último domingo (07/03). Gaspari afirmou ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Espírito Santo (Sindijornalistas/ES) que ficou sabendo do caso após ler a notícia na Folha Online, e logo em seguida procurou a Agência O Globo, que comercializa a coluna, para fazer a confirmação.

Gaspari disse que os motivos que levaram A Tribuna a não publicar a coluna “parecem óbvios". O texto “As masmorras de Hartung aparecerão na ONU” tratava do sistema prisional do Espírito Santo, com duras críticas ao governador do estado, Paulo Hartung (PMDB-ES). O jornal alega que uma falha técnica impediu a publicação.

Mais no Comunique-se.

Marcadores: "masmorras".



quarta-feira, 3 de março de 2010

Marcelo Rech e o “símbolo da luta pela liberdade de imprensa"

A cultura a e tradição gaúcha, como diria a secretária Mônica Leal, estiveram representadas no seminário promovido pelo Instituto Millenium em São Paulo, que denunciou a iminência de um “regime stalinista” no Brasil caso Dilma Rousseff vença as eleições presidenciais. Assistir ao festival de delírios que misturou empregados de grandes empresas de comunicação, dirigentes da Opus Dei e intelectuais orgânicos da extrema-direita custou 500 reais. O Rio Grande do Sul esteve representado pela dupla Denis Rosenfield e Marcelo Rech. O diretor da RBS saudou o empresário venezuelano Marcel Granier, presidente da RCTV, como uma espécie de símbolo da luta pela liberdade de imprensa.

Há mais sobre Marcel Granier, a RCTV, e o golpe de estado de 2002 na Venezuela, no RS Urgente.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Empresas de comunicação cerceiam a liberdade de informação

Esse fato aparece nitidamente também no editorial publicado hoje pelo jornal O Globo que afirma: “As perguntas, encaminhadas por escrito, são de propriedade do jornalista e do veículo a que ele representa”. Pela lógica desse argumento canhestro, se as perguntas são propriedade do veículo, as respostas também o são. A informação é, portanto, uma propriedade do veículo que se auto-intitula porta-voz dos interesses da sociedade. Cabe perguntar quem conferiu às empresas de comunicação (cujo principal objetivo é o lucro) esse título de representantes da sociedade. O editorial de O Globo invoca a Constituição brasileira. Pois bem, pela Constituição o que confere legitimidade à representação da sociedade é o voto popular. Não consta que tais empresas tenham sido eleitas para tal finalidade. O mais incrível é que o mesmo editorial critica a Petrobrás por “violar o direito da sociedade ser informada, sem limitações”. Leia-se: “viola o direito da sociedade ser informada por nós, empresas de comunicação, sem as limitações estabelecidas por nós”.

Texto completo no RS Urgente.

terça-feira, 24 de março de 2009

LIBERDADE DE EMPRESA

(...)
O verdadeiro motivo do posicionamento da SIP é o de pressionar o Poder Público e boicotar a realização da Conferência, ou manipulá-la para evitar que cumpra os objetivos a que se propõe, ou seja, debater e sugerir mudanças na área da mídia. A resistência é tão forte que alguns analistas entendem serem as reformas na mídia mais difíceis de serem incrementadas até do que a reforma agrária, atrasada no Brasil há pelo menos dois séculos.


Vejam o texto completo no Direto da Redação