Mostrando postagens com marcador eugenia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eugenia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Americanos esterilizados em programa de eugenia lutam por indenização do Estado

Hoje tida como uma falsa ciência, a Eugenia foi um dos pilares do Nazismo na Alemanha e chegou a ser considerada um ramo respeitável das Ciências Sociais.

O termo quer dizer "bom nascimento" e foi criado em 1883 pelo britânico Francis Galton. A ideologia propunha o estudo de agentes capazes de melhorar ou empobrecer as características raciais de gerações futuras, física ou mentalmente.

Mais de 60 mil americanos foram esterilizados, muitos contra a vontade, como parte de um programa que terminou em 1979. Seu objetivo, na prática, era impedir que pobres e deficientes mentais procriassem.


Confira a notícia completa da BBC Brasil, reproduzida no UOL

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Eugenia Reemgente - II

Outra questão, mais polêmica, seria sobre a possibilidade de se oferecer os suplementos a jovens considerados "passíveis" de cometer crimes antes que eles cometam a infração. Frances Crook, diretor da instituição Howard League for Penal Reform, que faz campanha pela reforma do sistema penal britânico, acredita que a alimentação tem um papel importante no comportamento criminoso.

Mas discorda da proposta por trás do estudo. "Está tudo errado. O que precisamos é de uma abordagem ampla: esses jovens precisam ser ensinados a comprar e cozinhar uma refeição nutritiva e, o que é crucial, a sentar e comê-la com outros", disse Crook.

"Uma sociedade que acredita que um jovem infrator pode ser curado por um comprimido que ele consome em sua cela na prisão junto com a batata frita precisa fazer uma reflexão séria. Tomar um comprimido não pode jamais ser a resposta".

O que vai acima é a parte final de um experimento de oferecer óleo de peixe a jovens infratores no Reino Unido, como forma de diminuir sua agressividade. Texto completo, da BBC Brasil, no Terra.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Eugenia Reemergente

Estudo vai mapear cérebro de homicidas

RAFAEL GARCIA - Folha de S. Paulo (26/11/2007)

Projeto de universidades gaúchas examinará mais de 50 menores infratores para investigar base biológica da violência

Grupo vai analisar aspectos genético, psicológico, social e cerebral de adolescentes; secretário da Saúde do RS é um dos mentores do projeto

"Eu estava sozinho na rua. Não tinha recurso. Ninguém queria me dar serviço. O que queriam me dar não dava dinheiro. Comecei a traficar, roubar, matar." A história de D.S., de 17 anos, interno da Fase (Fundação de Atendimento Socio-Educativo, antiga Febem gaúcha) parece ser comum entre as dos mais de 50 adolescentes homicidas que vão ter seus cérebros mapeados por um aparelho de ressonância magnética num estudo em Porto Alegre, no ano que vem.
Cientistas da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e da UFRGS (Universidade Federal do RS) querem saber se o que determina o comportamento de um menor infrator é sua história de vida e se há algo físico no cérebro levando-o à agressividade.
"Algo que sempre foi negligenciado foi o entendimento da violência como aspecto de saúde pública", diz Jaderson da Costa, neurocientista da PUC-RS que coordenará os trabalhos de mapeamento cerebral. A idéia é entender quais pontos são mais relevantes dentro da realidade brasileira na hora de determinar como se produz uma mente criminosa.
Para isso serão avaliados também aspectos genéticos, neurológicos, psicológicos e sociais de cada pesquisado. Serão examinados dois grupos: um de internos da Fase e outro de meninos sem passado de crime, para efeito de comparação. O projeto vai olhar para questões sociais, mas o foco é mesmo o fundo biológico da questão.
"Estamos nos baseando em trabalhos que já existem mostrando que há um período crítico no início da vida e que se uma criança é maltratada entre o 8º e o 18º mês ela adquire comportamento alterado na idade adulta", diz um dos mentores do projeto, o secretário de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, aluno de mestrado de Costa. "Decidi no ano passado retomar a neurociência como uma opção de vida; minha opção não é fazer política até morrer", diz.

O texto continua no Olho-Dínamo.