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sábado, 11 de junho de 2011

Ensinar o quê?

Já comentei neste espaço um programa Roda Viva que entrevistou Fernando Reinach. Ao final, perguntaram-lhe por que, na opinião dele, apesar de tamanho progresso científico em biologia, ainda há criacionistas. Sua resposta me impressionou: é que ensinamos ciência como se ensina religião, como se se tratasse de fé. Sua sugestão, para que este estado de coisas mude, é escolher alguns tópicos e "ensinar" o máximo possível sobre esses casos (já que é impossível ensinar tudo de maneira detalhada).
Exemplo: em vez de decorar as leis de Newton e fazer alguns exercícios, deve-se estudar a história que vai da ruptura com as teorias ptolemáicas até a física newtoniana. Tratar-se-ia de informar-se sobre os procedimentos de Tycho Brahe, de Kepler, de Galileu e de Newton: quais foram os dados coletados, como os coletavam, como chegaram a eles e como os organizaram até chegar a leis simples e gerais. Uma passada pela história de Giordano Bruno seria importante, para que os estudantes soubessem que, dependendo dos interesses confrontados pelas pesquisas, o cientista pode ser literalmente queimado (nos últimos tempos, não tem havido fogueiras, mas houve exílios, censura e muito emprego ameaçado; eventualmente, alguém poderia (os lingüistas, por exemplo) ser metaforicamente queimado por "inquisidores"...).


O texto continua ano Terra Magazine.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A salvação pela literatura

Urariano Mota

Nos tempos em que pensei ser professor, sempre tentei dizer a jovens estudantes que a literatura era fundamental na vida de todos. Mas quase nunca tive sucesso nessas arremetidas rumo a seus espíritos. Minhas palavras pareciam não fecundar. Primeiro porque a literatura ministrada a eles, em outras aulas, destruía todo o gozo de viver. Os mestres, profissionais ou burocratas, ensinavam-lhes a anti, a literatura para antas, com listas de nomes, datas e resumos de obras, nada mais. Em segundo lugar eu não fecundava porque o valor do sentimento, o sentido de uma rosa, o cântico de amor ou o desajuste de pessoas em uma sociedade corrupta nada significava para as tarefas mais práticas, que se impunham.


Vejam o texto completo no NovaE

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Apóie esta causa

Mais informações no enlace abaixo.
clipped from www.pol.org.br
8 Razões para aprender Psicologia no Ensino Médio
  • A Psicologia, enquanto ciência, apresenta um conjunto de teorias e estudos contemporâneos voltados para uma formação humanizadora do jovem.
  • Os estudos da Psicologia permitem uma relevante leitura das relações sociais e culturais na constituição dos sujeitos sociais.
  • A Psicologia possibilita que o jovem compreenda os fatores constitutivos da subjetividade humana, do desenvolvimento da personalidade, da vida comunitária e das novas organizações familiares.
  • A Psicologia contribui de forma direta para a concretização dos objetivos do ensino médio estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDB favorecendo a construção de sujeitos autônomos e democráticos.

  • Apóie esta luta!

    Senadores e Deputados solicitamos a inclusão da Psicologia como disciplina no Ensino Médio nos Projetos de Lei que tramitam na Câmara e no Senado, tais como:

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