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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fiéis receberam R$ 540 mil em verba pública para orar para José Serra

PSDB paga R$ 540 mil para fieis orar para José Serra

Durante encontro sábado, pastores trataram o tucano como "futuro presidente" e disseram que fiéis da igreja "não só oram como votam"

O encontro religioso em que pastores da Assembleia de Deus pediram orações pela eleição de José Serra (PSDB) e o saudaram como "futuro presidente", no sábado, em Santa Catarina, recebeu dinheiro dos cofres públicos.

Juntos, o governo de Santa Catarina e a Prefeitura de Camboriú (84 km de Florianópolis), ambos administrados por correligionários de Serra, destinaram R$ 540 mil para a realização do 28º Congresso Internacional de Missões.

O patrocínio das administrações do PSDB representou dois terços dos R$ 800 mil orçados para o encontro -que, segundo os organizadores, reuniu 160 mil pessoas em dez dias.

Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Governo libera R$ 1,374 bilhão para municípios atingidos por enchentes e para o Haiti

Brasília - O governo definiu hoje (20), durante reunião ministerial, o valor e a distribuição para cada pasta dos recursos da medida provisória que será editada manhã (22) para atender os municípios atingidos por enchentes e ajudar o Haiti, devastado por um terremoto no último dia 12. De acordo com o Ministério do Planejamento, a MP abrirá crédito extraordinário de R$ 1,374 bilhão.

Desse total, R$ 70 milhões serão destinados ao Ministério da Agricultura para apoiar os municípios na reconstrução de estradas vicinais destruídas pela chuva, o que tem impedido o escoamento da produção agropecuária.


Vejam mais na Agência Brasil

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Peculato científico e tecnológico?, artigo de Edinaldo Nelson dos Santos-Silva

"Esquecemo-nos de que a origem do dinheiro é pública, da parcela de imposto de todos os assalariados e não-assalariados do país"

Edinaldo Nelson dos Santos-Silva é pesquisador do Laboratório de Plâncton, CPBA/Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Artigo publicado no blog "Democracia e Transparência em C&T" e enviado pelo autor ao "JC e-mail":
No Brasil, praticamos a cultura de que a coisa pública tem duração efêmera, condicionada à crença prática amplamente difundida, em toda a sociedade, tanto nos níveis socioeconômicos ditos mais altos quanto nos mais baixos, de que o público só é público até o momento em que alguém corra e se aproprie dele, tornando-o assim, a partir deste momento, privado, apesar da propriedade de fato e de direito ser pública.
(...)
No entanto, o que acontece na prática? Tanto o sistema oficial federal de Ciência e Tecnologia, representado pelos ministérios da área e suas agências, como os sistemas estaduais, que também vivem e sobrevivem do dinheiro público, como os próprios pesquisadores do alto dos comitês de avaliação das diversas áreas de pesquisa cultuam a crença de que devemos publicar estes resultados de nossas pesquisas, financiadas integralmente com dinheiro público, em revistas de "alto impacto" ou, em sua versão nacional, "Qualis A".
(...)
No processo de publicação, assinamos papéis onde abrimos mão do direito de propriedade, que a rigor não era nosso, mas público. Ou seja, transferimos indevidamente a propriedade destas informações de pesquisa para grandes corporações privadas, cujo negócio altamente lucrativo é exatamente vender estas informações, informações estas que, para as produzir, as corporações privadas não colocaram um centavo sequer.


Vejam o texto completo no Jornal da Ciência-SBPC