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quinta-feira, 11 de março de 2010

O Rio Grande do Sul vive um período de trevas

O jornalista Felipe Vieira, da Rede Bandeirantes, está processando o jornalista Marcelo Träsel, professor e coordenador da especialização e Jornalismo Digital da Famecos/PUC. A queixa-crime contra Träsel é assinada por Norberto Flach, que também é advogado de Walna Vilarins Meneses, ex-assessora direta da governadora Yeda Crusius, e indiciada dia 18 de agosto de 2009 pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha, em um inquérito resultante da Operação Solidária, que investiga fraudes em licitações no Rio Grande do Sul. Um caso não tem nada a ver com o outro, mas ambos estão relacionados ao mesmo contexto político que caracteriza atualmente o Estado. Vamos a ele (o caso e o contexto).

Segundo a queixa-crime, datada de 27 de outubro de 2009, Träsel teria cometido os crimes de injúria e difamação contra Felipe Vieira, por comentários postados em seu blog relativos a um texto publicado no site Nova Corja sobre o suposto envolvimento de jornalistas gaúchos no escândalo do Detran. Entre as afirmações de Träsel consideradas injuriosas e difamatórias por Felipe Vieira está a seguinte: “jornalista processar jornalista é coisa de maricas”…Seria um exemplo de “abuso da liberdade de expressão”.

Há um contexto mais amplo que cerca esses processos contra jornalistas e blogueiros. Uma boa parte desses processos está relacionada às denúncias sobre o desvio de mais de R$ 40 milhões do Detran gaúcho e a uma denúncia particular feita pelo Ministério Público Federal sobre o envolvimento de jornalistas no esquema.(...)

Texto completo no RS Urgente.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dez anos esta tarde

Esta fraude no DETRAN-RS teve início no primeiro ano do governo Germano Rigotto. O rapaz que substituiu José Paulo Bisol encabeça a lista dos denunciados na fraude, de aproximadamente 44 milhões de reais. Um dos substitutos de Flavio Koutzii na casa civil também ocupa a lista, envolvido e ou com enriquecimento ilícito, e ou com desvio de recursos públicos, e ou com a facilitação desses desvios. O rapaz que substituiu Miguel Rossetto na Secretaria Geral de Governo também está na lista, bem como está nas notícias esquisitas sobre o uso de dinheiro sem procedência justificada que comprou a casa em que a senhora que substituiu o cargo ocupado certa feita por Olívio Dutra atualmente habita. E talvez seja preciso lembrar quem indicou o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, também presente na lista desta tarde.

Na Assembléia, os cúmplices desses réus se recusam a assinar uma CPI. Recusam-se, é de se concluir, porque foi um documento produzido após a realização da CPI do DETRAN, no ano passado, que deu origem à investigação cujos resultados hoje vieram parcialmente à tona. Os cúmplices dessa gente não querem CPI, a começar pelo Senador Pedro Simon, neste momento encenando uma peça sobre probidade e ética, no caso, contra José Sarney, o mais recente neófito da política peemdebista.

Mais no RS Urgente, do Marco Weissheimer.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O retorno de Carlos Crusius

O RS URGENTE apurou que no dia em que Sérgio Buchmann foi demitido, o marido da governadora, Carlos Crusius, andava pelo Palácio Piratini. E esteve na Casa Civil. Vale lembrar que Buchmann foi comunicado de sua demissão pelo secretário José Alberto Wenzel, Chefe da Casa Civil de Yeda.

A coluna de Taline Oppitz no Correio do Povo de ontem, assinada pelo interino Luis Augusto Kern, editor de Política do jornal, informou que: “…Carlos Crusius, marido da governadora Yeda Crusius, voltou a circular com desenvoltura pelo Palácio Piratini. Ele estava afastado desde o ano passado, quando a governadora decidiu extinguir o Conselho de Comunicação do governo do Estado.

Todo o círculo mais íntimo de Yeda Crusius está envolvido em suspeitas graves de envolvimento com corrupção.(...)

A lista de suspeitos pode ser conferida no Marco Weissheimer - RS Urgente.

terça-feira, 17 de março de 2009

Isto É: Yeda cercada por todos os lados

Matéria da revista Isto É trata da crise política no Rio Grande do Sul e da sucessão de escândalos no Estado, afirmando que a governadora Yeda Crusius (PSDB) está cercada por todos os lados e teve sua situação agravada por um suicídio (do ex-assessor tucano Marcelo Cavalcante) e pela delação premiada de um lobista (Lair Ferst). A reportagem publicada na edição deste final de semana afirma:

Ferst é o pivô da Operação Rodin, desencadeada pela Polícia Federal, sobre um esquema que desviou R$ 44 milhões de verbas do Detran entre maio de 2003 e novembro de 2007."Havia o desvio de 40% do valor de cada contrato", afirma o procurador da República Enrico Rodrigues de Freitas, um dos seis integrantes da força-tarefa montada para investigar o caso. "Um efeito positivo da Operação Rodin foi que já deixaram de sair dos cofres públicos outros R$ 18 milhões para a fraude." São 40 os réus do processo decorrente da operação, entre eles Ferst. Três secretários do governo Yeda também perderam seus postos por conta do escândalo, mas nenhum deles aparece como réu.

Continue lendo no RS Urgente.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Semana foi repleta de denúncias contra governos tucanos

A sexta-feira pré-carnavalesca encerra uma semana recheada de denúncias envolvendo governos tucanos. Cássio Cunha Lima, governador cassadoi da Paraíba; Yeda Crusius, governadora do Rio Grande do Sul; e Teotônio Vilela Filho, de Alagoas, ocuparam as manchetes dos jornais como protagonistas de escândalos de corrupção e má gestão. Enquanto isso, os outros dois governadores do PSDB, Aécio Neves e José Serra, travam uma guerra particular para ver quem será ungido o candidato da direita às eleições presidenciais de 2010.

Paraíba

O principal constrangimento para os tucanos nesta semana foi, sem dúvida, a cassação do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima.

O TSE (tribunal Superior Eleitoral) concluiu na terça-feira (17) o julgamento de recursos com os quais os advogados de Cunha Lima pretendiam derrubar decisão tomada no ano passado pelo tribunal durante o julgamento de um processo no qual o governador foi acusado de abuso de poder econômico e político durante a campanha eleitoral de 2006. Conforme a acusação, Cunha Lima teria se envolvido com a distribuição de cheques para a população por meio de um programa assistencial.


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