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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Novo presidente da SIP ataca Julian Assange


A 68ª Assembléia Geral da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) terminou nesta terça-feira (17) em São Paulo. Depois de cinco dias de muitos ataques dos donos e editores do principais jornais do continente às iniciativas de governos que buscam quebrar o monopólio dos meios de comunicação de massa na região, a SIP elegeu sua nova diretoria, que estará à frente da entidade por dois anos.
Apesar de não ter vindo a São Paulo, o novo presidente eleito foi o jornalista Jaime Mantilla Anderson, presidente executivo do jornal diário diario HOY, de Quito, o terceiro em circulação no Equador. Ele substitui o norte-americano Milton Coleman, ex-editor do The Washington Post, que presidiu os trabalhos da 68ª Assembléia Geral, e fez seu discurso de posse através de videoconferência.
Depois de declarar que assume a presidência “em um momento perigoso” para a imprensa na América Latina, em função de governos que “dificultam o livre trabalho jornalístico”, Mantilla explicitou sua visão sobre jornalismo livre. E finalmente tocou em um assunto evitado durante todo o evento em São Paulo: a perseguição política sofrida por Julian Assange, fundador do Wikileaks, que pediu asilo na embaixada do Equador em Londres para evitar extradição a seu país de origem, onde corre o risco de um julgamento político em função das denúncias que fez contra inúmeros governos, sobretudo o dos Estados Unidos.

Leia mais no Observatório da Imprensa. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O golpe no Paraguai serve aos Estados Unidos


17. O ingresso da Venezuela no Mercosul teria quatro consequências: dificultar a “remoção” do Presidente Chávez através de um golpe de Estado; impedir a eventual reincorporação da Venezuela e de seu enorme potencial econômico e energético à economia americana; fortalecer o Mercosul e torná-lo ainda mais atraente à adesão dos demais países da América do Sul; dificultar o projeto americano permanente de criação de uma área de livre comércio na América Latina, agora pela eventual “fusão” dos acordos bilaterais de comércio, de que o acordo da Aliança do Pacifico é um exemplo.
18. Assim, a recusa do Senado paraguaio em aprovar o ingresso da Venezuela no Mercosul tornou-se questão estratégica fundamental para a política norte americana na América do Sul.
19. Os líderes políticos do Partido Colorado, que esteve no poder no Paraguai durante sessenta anos, até a eleição de Lugo, e os do Partido Liberal, que participava do governo Lugo, certamente avaliaram que as sanções contra o Paraguai em decorrência do impedimento de Lugo, seriam principalmente políticas, e não econômicas, limitando-se a não poder o Paraguai participar de reuniões de Presidentes e de Ministros do bloco.
Feita esta avaliação, desfecharam o golpe. Primeiro, o Partido Liberal deixou o governo e aliou-se aos Colorados e à União Nacional dos Cidadãos Éticos – UNACE e aprovaram, a toque de caixa, em uma sessão, uma resolução que consagrou um rito super-sumário de “impeachment”.
Assim, ignoraram o Artigo 17 da Constituição paraguaia que determina que “no processo penal, ou em qualquer outro do qual possa derivar pena ou sanção, toda pessoa tem direito a dispor das cópias, meios e prazos indispensáveis para apresentação de sua defesa, e a poder oferecer, praticar, controlar e impugnar provas”, e o artigo 16 que afirma que o direito de defesa das pessoas é inviolável.


Vale conferir os 26 (VINTE SEIS!) pontos do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, reproduzidos no blog do Juremir Machado da Silva. 

sábado, 11 de junho de 2011

Peru: mais respeito aos fatos e à democracia

Todos os meios de comunicação de massa, impressos, televisivos e radiofônicos do Peru, com exceção do jornal La Republica, tudo fizeram para impedir o triunfo de Humala. O diário centenário El Comercio, porta-voz das elites locais e que detém uma poderosa rede de mídia, assumiu com total desfaçatez o papel de partido político anti-Humala, distribuindo sem cerimônia as mais grosseiras calúnias e infâmias contra o candidato da coligação Ganha Peru, batendo na tecla de sua ligação íntima com o presidente Hugo Chávez e praticamente orientando ideologicamente a campanha eleitoral de todos os demais concorrentes.

Enfim, um exemplo acabado de campanha suja. E também não é segredo para ninguém que o Departamento de Estado dos Estados Unidos desencadeou todo um esforço político, financeiro e de propaganda para evitar que alguém de fora do establishment assumisse a presidência. Estamos falando, por exemplo, de Roger Noriega, conhecido homem-forte da diplomacia norte-americana para a região, que denunciou ter Humala recebido 12 milhões de dólares de Chávez para financiar sua campanha. E da CNN. Quem assistiu à entrevista da âncora Patrícia Janiot com Humala presenciou uma bateria de perguntas, na verdade interrogatório, que expressavam as preocupações de Washington. Alan García também não foi um mero espectador. Valeu-se da máquina do Estado para engrossar a campanha direitista com o fim de derrotar Humala.


Confira o texto sobre a recente eleição presidencial peruana no Opera Mundi. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O obsceno poder da imprensa chilena

Novas gerações de jornalistas já colocaram em marcha campanhas paralelas, cuja força se soma às anteriores e estão colaborando para gerar uma visão e uma consciência mais crítica sobre a atuação dos meios de comunicação. Uma destas ações, impulsionada pela Rede de Meios dos Povos, aponta a máquina midiático-institucional que criminaliza legítimos protestos sociais. Tal como ocorreu durante a ditadura, os meios julgam e condenam, organizando o espectro social sob uma única e muito enviesada visão. As coberturas jornalísticas da TVN, do Canal 13, do El Mercúrio e de La Tercera denunciam os setores mobilizados da sociedade, com o uso freqüente e arbitrário de qualificativos como “criminoso”, “delinqüente”, “antisocial” e “terrorista” para se referir a manifestantes e ativistas. O tratamento dado à comunidade mapuche e aos grupos de jovens que são contra o atual sistema é eloqüente a respeito dessa prática.

Confira o texto completo sobre a imprensa chilena na Agência Carta Maior.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Instituto Millenium: toda a democracia que o dinheiro pode comprar!

Acabou o carnaval, mas a festa continua. Vem aí, gente, o Fórum Democracia e liberdade de expressão, promovido pelo Instituto Millenium . O acontecimento será no dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista. A inscrição é uma pechincha: R$ 500 por cabeça.

A lista de palestrantes é de primeira. Lá estarão o dr. Roberto Civita (Abril), o ministro Hélio Costa (Globo), Marcel Granier (dono da RCTV, famosa por tramar e propagar o golpe de 2002 na Venezuela), Demétrio Magnoli (venerando Libelu de direita, que está decidindo se o melhor é ser contra a política de cotas ou contra a política de quotas), Denis Rosenfield (entidade do folclore gaúcho que ainda não tomou conhecimento do fim da Guerra Fria), Arnaldo Jabor (o espirituoso), Carlos Alberto Di Franco (dirigente da organização democrática Opus Dei), Marcelo Madureira (humorista neocon), Reinaldo Azevedo (claro!), Roberto Romano (ético ao quadrado) e os modernos deputados Fernando Gabeira e Miro Teixeira.

Texto completo na Agência Carta Maior. Via Conversa Afiada.

Marcadores: "Instituto Millenium"

quarta-feira, 3 de março de 2010

Marcelo Rech e o “símbolo da luta pela liberdade de imprensa"

A cultura a e tradição gaúcha, como diria a secretária Mônica Leal, estiveram representadas no seminário promovido pelo Instituto Millenium em São Paulo, que denunciou a iminência de um “regime stalinista” no Brasil caso Dilma Rousseff vença as eleições presidenciais. Assistir ao festival de delírios que misturou empregados de grandes empresas de comunicação, dirigentes da Opus Dei e intelectuais orgânicos da extrema-direita custou 500 reais. O Rio Grande do Sul esteve representado pela dupla Denis Rosenfield e Marcelo Rech. O diretor da RBS saudou o empresário venezuelano Marcel Granier, presidente da RCTV, como uma espécie de símbolo da luta pela liberdade de imprensa.

Há mais sobre Marcel Granier, a RCTV, e o golpe de estado de 2002 na Venezuela, no RS Urgente.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A guerra Chávez x Mídia - 2

Não creio ser o caso de se comparar Chávez a outras situações de oposição sistemática da imprensa a um líder, como costuma ser exemplificado com JK. O Brasil de 1960 não foi a Venezuela de 2010. Chávez não fechou nenhum jornal que o ataca. A Venezuela atual é uma sociedade muito dividida e a década de 90 lá já foi muito conflituosa também.

A lei que obriga à transmissão de programas políticos de Chávez é propagandista, existe, foi contestada, foi mantida e, portanto, deve ser cumprida. Não há nenhuma razão para não fazê-lo, todas as emissoras abertas e as demais a cabo o fazem. O fechamento de emissoras deu-se pelo não cumprimento da legislação, não por censura a críticas. Atribuir a isso agora é diversionismo. Seria considerar como “ato de protesto” uma simples transgressão de lei.


Confira o texto completo no blog do Luís Nassif.


domingo, 5 de julho de 2009

O relativismo democrático da SIP

O último relatório sobre o Brasil termina assim:

O Vice Presidente da ANJ, Júlio César Ferreira de Mesquita, responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão da entidade, tem reiterado em Notas à Imprensa o repúdio da entidade, que também reflete a posição da ANER, às mencionadas violações aos direitos de liberdade de expressão, do livre exercício da profissão de jornalista e de o cidadão ter acesso a informações.

Mas não conseguiu condenar o fechamento de jornais em Honduras, por um golpe de Estado condenado unanimemente por todos os órgãos internacionais, por não haver consenso. Está bom.


Texto completo no blog do Luís Nassif.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Chávez exige punição a canal oposicionista


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou tomar pessoalmente providências contra o canal oposicionista de TV Globovisión caso outras autoridades não o punam. Há expectativa de que a emissora será fechada.
Paralelamente, promotores disseram que o presidente do canal, Guillermo Zuloaga, será processado por manter ilegalmente veículos Toyota novos, o que foi descoberto em uma blitz policial em uma propriedade sua, na semana passada. O empresário diz que a ação tem motivação política.
Chávez vem ampliando a pressão contra seus adversários nas últimas semanas, e já havia exigido mudanças na linha editorial da Globovisión. "Se o que tiver de acontecer não acontecer nas instituições corretas, então terei de agir como fiz em ocasiões anteriores", disse Chávez à TV estatal.
Há dois anos, ele recusou-se a renovar a licença do maior canal privado da TV aberta, que esteve envolvida em uma tentativa de golpe contra ele. O fato provocou indignação internacional, mas não abalou sua popularidade interna. Leia aqui a matéria completa