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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Stedile: Sem Constituinte, entraremos numa crise política prolongada

O dirigente acredita que está definitivamente enterrada qualquer possibilidade de mudança política através do atual Congresso 




Em junho, no auge dos protestos que sacudiram o país, o Brasil de Fato publicou uma entrevista com João Pedro Stedile, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e membro das articulações dos movimentos sociais brasileiros por mudanças sociais, para fazer um balanço e entender o significado daquele momento. 

Agora, passado um mês daquele momento histórico, e após a realização do dia nacional de paralisações, convocado pelas centrais sindicais e pelos movimentos sociais, publicamos nova entrevista com Stedile. O dirigente acredita que está definitivamente enterrada qualquer possibilidade de mudança política através do atual Congresso. E ele é taxativo: “Se não viabilizarmos uma assembleia constituinte, entraremos numa crise política prolongada, cujos desdobramentos ninguém sabe como acontecerão”. 

Visto na REVISTA FORUM

segunda-feira, 15 de julho de 2013

PLEBISCITO: O PATRICIADO E A PLEBE

 
Elio Gaspari,  Eugenio Bucci e Merval Pereira manifestaram-se recentemente  contrários à proposta de plebiscito formulada pelo governo Dilma. Para eles, a iniciativa de reformar a estrutura política do país não guarda qualquer aderência com as inquietações recentes expressas nas ruas. Alckmin, Aécio, Ronaldo Caiado, Serra, Larry Rothers (o do New York Times) e Gilmar Mendes, entre outros, pensam assim também. 


 A palavra plebiscito costuma provocar urticária na sensível epiderme conservadora por conta do recorte político claramente embutido em sua etimologia. A história da palavra marca o encontro de dois termos latinos (plebs e scitum) que podem ser traduzidos como o ‘decreto da plebe', a ordenação social definida por ela, digamos assim. Outro entendimento deriva da  junção do latim, plebs scit .  E, neste caso, a colisão com a visão histórica do patriciado de todas as épocas é ainda mais inflamável: ‘a plebe sabe', dardeja a etimologia. 

 Os centuriões da ordem, de todas as ordens, se arrepiam: se a plebe, o estamento intermediário na Roma antiga, sabe, em breve  os escravos evocarão também esse direito. A questão crucial em todas as travessias de ciclo histórico é a reforma do poder: 'quem sabe' definir melhor o passo seguinte da sociedade.  

Elio Gaspari, nos anos 80, acreditava que quem sabia era o coronel  Heitor Ferreira de Aquino. O porta-recados da ditadura, e secretário do general Golbery (segundo na hierarquia da ditadura Geisel), despachava regularmente com o então diretor-adjunto da revista 'Veja'. Não raro, na véspera do fechamento, a voz da secretária  ecoava pressurosa  pelos corredores da semanal dos Civitas: ‘Eeeliiiooo, o Heitor, o Heitor!  E lá ia o atual crítico do plebiscito beber  direto na fonte de quem sabia, na sua concepção de sabedoria.  

 Heitor, uma espécie de faz-tudo de Golbery, de fato sabia. Muito. Um lado da história. Mas não toda ela. Sobretudo, não sabia o lado da rua. O da plebe que a seus olhos, a exemplo do patriciado atual,  estava alheia às questões do poder e da estrutura política. Até que em 1983 surgiu o ‘Diretas Já!' e , em 1988, uma Constituinte esticou o perímetro da cidadania a limites até hoje não digeridos pelo patriciado que, pelo visto, rechaça viver a experiência novamente. 

 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O joio, o trigo e a razão

Mauro Santayana
A situação criada com as numerosas manifestações, no Brasil, nas últimas semanas, não se resolverá com a reunião realizada ontem em Brasília, da presidente Dilma Rousseff, com governadores e prefeitos de todo o país — embora o encontro seja um importante passo para atender às reivindicações dos que foram às ruas. 

Seria fácil enfrentar a questão se as pessoas que vêm bloqueando avenidas e rodovias — levantando cartazes com todo o tipo de queixas — fossem apenas multidão bem intencionada de brasileiros, lutando por um país melhor. 

A Polícia Civil de Minas Gerais já descobriu que bandidos mascarados, provavelmente pagos, recrutados em outros estados, têm percorrido o país no rastro dos jogos da Copa das Confederações, provocando as forças de segurança a fim de estabelecer o caos.  

Visto no JORNAL DO BRASIL

terça-feira, 25 de junho de 2013

Charge do Bessinha


 Charge do Bessinha vista no blog BRASIL! BRASIL!

Oposição não aceita que o povo decida sobre a reforma política

Em resposta às ondas de manifestações populares que tomaram as ruas do país, a presidenta Dilma Rousseff propôs nesta segunda-feira (24) "cinco pactos em favor do Brasil" a governadores e prefeitos. As medidas dizem respeito à responsabilidade fiscal, reforma política, saúde, transporte público e educação.

A presidenta convocou uma Assembleia Constituinte exclusiva para debater a reforma política. “O Brasil já está maduro para avançar em uma reforma política que amplie participação popular e os horizontes da cidadania”, disse.


Para o ex-governador de São Paulo e candidato duas vezes derrotado à Presidência da República (em 2001 e 2010), José Serra (PSDB), a proposta de um plebiscito que autorize uma Constituinte "é um absurdo". O conservador fez a afirmação durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (24). "É uma proposta sem pé nem cabeça”.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso engrossou o coro oposicionista contrário à consulta popular para a reforma política. "As declarações da presidente são inespecíficas e arriscadas, pois, para alterar a Constituição, ela própria prevê como.", afirmou FHC. 

Visto no PORTAL VERMELHO

DILMA: UM PLEBISCITO E UMA CONSTITUINTE PARA AMPLIAR A VOZ DA RUA NA DEMOCRACIA. A DIREITA UIVA E RUGE CONTRA A SOBERANIA POPULAR . O QUE ELA QUER? 'ORDEM' E UM NAPOLEÃO DE TOGA.

"O segundo pacto é em torno da construção de uma ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular e amplie os horizontes da cidadania. Esse tema, todos nós sabemos, já entrou e saiu da pauta do país por várias vezes, e é necessário que (...) tenhamos a iniciativa de romper o impasse", disse a Presidenta Dilma Rousseff, nesta 2ª feira, ao propor um Plebiscito para convocar uma Constituinte exclusiva, capaz de realizar uma 'ampla e profunda' reforma política. Um aggiornamento  da democracia brasileira, em sintonia com os anseios sinceros da rua por mais participação e menor influencia do dinheiro grosso no sistema político nacional. A   presidenta Dilma desenhou o escopo de um grande debate nacional, capaz de incorporar as vozes e inquietações das ruas. Cumpre às administrações locais avançarem nessa direção criando contrapartidas de ampliação da democracia ali onde a vida acontece, na gestão das cidades. A sorte de prefeitos e gestões progressistas depende desse desassombro. Trata-se de abrir canais de escuta forte da cidadania. Não canais ornamentais, mas instrumentos relevantes e críveis de poder  sobre o orçamento. O PT tem experiências a resgatar; a disseminação da tecnologia permite, hoje, mais que ontem, submeter a gestão da cidade à soberania dos cidadãos. A Presidenta Dilma respondeu com perspicácia histórica ao clamor das ruas. Disparou na direção certa. A questão que aglutina a fragmentação das bandeiras desordenadas do nosso tempo é o poder. Todo o processo de globalização e financeirização apoia-se na captura da soberania popular pelo dinheiro grosso. Governos se emasculam. O voto se desmoraliza. Os partidos se descarnam. A existência se acinzenta. A mídia conservadora é a torre de vigia desse sequestro. O poder democrático da sociedade sobre ela mesma se esfarela. Ou ele se amplia, ou vence a exaustão caótica. E com ela a bandeira já  sussurrada pela direita e por seus ventríloquos obsequiosos: 'ordem e um Napoleão de toga'. (Leia sobre o significado da Constituinte no blog do Emir e no artigo de Boaventura Santos, ' A grande oportunidade', nesta pág. E também  'A tarefa mais urgente' e 'A resposta é mais democracia' ) 
 
(Carta Maior;3ª feira,25/06/2013)
 

sábado, 10 de julho de 2010

HONDURAS ESTÁ ISOLADA E EM CRISE


Milhares de manifestantes foram às ruas de Tegucigalpa no último dia 28 de junho para lembrar o primeiro ano do golpe de Estado no país, exigir a volta do ex-presidente Manuel Zelaya e pedir a instalação de uma Assembléia Nacional Constituinte. Ou seja, o país está diante das mesmas questões que existiam antes do golpe e sua situação só se agravou com o isolamento que vive agora.

Um golpe de Estado não se apaga da história. Mesmo que seja temporariamente vencedor, deixa sequelas na sociedade que não se resolvem de um estalo. Basta ver os fantasmas que nos atormentam até hoje e as questões mal resolvidas da ditadura militar no Brasil.



Vejam o texto completo em DIRETO DA REDAÇÃO

domingo, 9 de maio de 2010

É assim que o Brasil pode mais?


Em comemoração aos 20 anos da Constituição, completados no último dia 5 de outubro, a assessoria do DIAP faz um resgate histórico dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, período que culminou com a promulgação da Carta Cidadã, quando o Departamento produziu a publicação "Quem foi Quem na Constituinte". Conheça quem foi José Serra...

1) -Votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
2) -Votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
3) -Votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
4)- Votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;
5) -Negou seu voto pelo direito de greve;
6) -Negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
7)-Negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
8)-Negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
9 -Negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
10) -Negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
Fonte: DIAP -- “Quem foi quem na Constituinte”


Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

terça-feira, 20 de abril de 2010

Honduras: seguidores de Zelaya bloqueiam estradas e pedem Constituinte

Milhares de seguidores do ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, deposto por um golpe de Estado em 2009, bloquearam nesta terça-feira estradas de diferentes partes do país, para exigir a convocação de uma Assembleia Constituinte.

Nos arredores da capital, Tegucigalpa, cerca de 3 mil pessoas, em maioria membros da "zelayista" Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP), bloquearam as estradas em direção ao sul do país, na localidade de Germania, pedindo que a população assine uma declaração a favor da formação de uma Assembleia Constituinte.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Equador: Assembléia Constituinte e Socialismo do Século XXI

A forte polêmica no Equador sobre o significado do chamado socialismo do século XXI, promovido pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, esquentou a campanha às eleições do próximo domingo para delegados da Assembléia Constituinte.
Desde o presidente do Equador, Rafael Correa, meios de comunicação e candidatos a integrar a Assembléia, até ilustres visitantes, como o sociólogo alemão Heinz Dieterich e os chefes de governo da Espanha Felipe González (1982-1996) e José María Aznar (1996-2004), colocaram lenha na fogueira das últimas semanas contribuindo para a discussão a partir de posições opostas.

LEIA EM ESPANHOL NO SÍTIO DO PCV