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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Heranças atávicas

Dilma foi um tsunami tão forte quanto Lula. E um tsunami que provocou a recuperação, parcial que seja, dos valores de uma sociedade patriarcal, misógina, homofóbica, autoritária e elitista. A parte da sociedade que assumiu esses valores de modo militante recusa conquistas já consagradas pelas sociedades democráticas avançadas. E o fez abraçando-se a religiões, pretendendo que o Estado brasileiro deixasse de ser laico, e se rendesse a princípios que contrariam os avanços da ciência e dos direitos à saúde, e atacando principalmente o direito das mulheres. O artigo é de Emiliano José.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Para Dilma Rousseff: o feminino e a política atual

Leonardo Boff

A reflexão antropológica dos últimos anos tem mostrado que masculino-feminino não são entidades autônomas, mas princípios ou fontes de energia que continuamente constroem o humano como homem e mulher. Estes são resultado da ação destes princípios anteriores e subjacentes que se realizam em densidades diferentes em cada um deles.

O feminino no homem e na mulher é aquele momento de integralidade, de profundidade abissal, de capacidade de pensar com o próprio corpo, de decifrar mensagens escondidas sob sinais e símbolos, de interioridade, de sentimento de pertença a um todo maior, de cooperação, de compaixão, de receptividade, de poder gerador e nutridor e de espiritualidade.

Vejam o texto completo em ADITAL

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Visões femininas sobre o mundo pós-desenvolvido

Por Rosa Alegria*

Em março desse ano, visitei o Schumacher College, no sul da Inglaterra, mobilizada pelo tema de um curso que entrou no meu radar de futurista. O programa “Development: what next?” (“Desenvolvimento: o que virá depois?”) fez ressoar em mim a vontade de olhar além de um horizonte tão carregado de nuvens e incertezas.

Foram três semanas de intensas visões sobre as possibilidades do pós-desenvolvimento inspiradas por Gustavo Esteva, auto-identificado como intelectual mexicano “desprofissionalizado”, Vandana Shiva, a eco-feminista de todos os tempos e Clare Short, ex-ministra de Desenvolvimento Internacional do governo britânico.

De comum entre eles, além da ferocidade das críticas ao sistema econômico, os destaques de um porvir mais feminino e acalentador para os que estão de fora do modelo de desenvolvimento que veio lá de cima e se impôs como o melhor dos mundos para os que estiveram às margens da economia oficial.
(...)
A ideologia patriarcal que opera sob a forma do capitalismo e do neo-colonialismo trouxe prejuízos irreparáveis para a vida das mulheres e deteriorou as relações humanas em expressões econômicas machistas, sectárias e racistas.


Vejam o texto completo na NOVAE

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Feminicídio ao vivo – o que nos clama Eloá, por Maria Dolores de Brito Mota

Para Maria da Penha Maia Fernandes – Inspiradora da lei Maria da Penha 11340 e Coordenadora de Honra da Coordenadoria da Mulher da Prefeitura Municipal de Fortaleza.

Tudo o que o Brasil acompanhou com pesar no drama de Eloá, em suas cem horas de suplício em cadeia nacional, não pode ser visto apenas como resultado de um ato desesperado de um rapaz desequilibrado por causa de uma intensa ou incontrolada paixão. É uma expressão perversa de um tipo de dominação masculina ainda fortemente cravada na cultura brasileira.

No Brasil, foram os movimentos feministas que iniciaram nos anos de 1970, as denúncias, mobilização e enfrentamento da violência de gênero contra as mulheres que se materializava nos crimes cometidos por homens contra suas parceiras amorosas. Naquele período ainda estava em vigor o instituto da defesa da honra, e desenvolveram-se ações de movimentos feministas e democráticas pela punição aos assassinos de mulheres.

A alegação da defesa da honra era então justificativa para muitos crimes contra mulheres, mas no contexto de reorganização social para a conquista da democracia no país e do surgimento de movimentos feministas, este tema vai emergir como questão pública, política, a ser enfrentada pela sociedade por ferir a cidadania e os direitos humanos das mulheres.




Vejam o texto completo no Portal da Fundação Perseu Abramo