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domingo, 9 de agosto de 2015

Por que seis haitianos baleados no centro de SP não são notícia


Ainda precisa ser apurado o caso dos seis haitianos que foram baleados no sábado passado, dia 1º, no centro de São Paulo.
De acordo com um padre responsável pela paróquia que acolhe os imigrantes, os ocupantes de um carro gritaram “vocês roubam os nossos empregos” antes de disparar.
Convenhamos que é um grito meio absurdo desde um automóvel em movimento. Pode ter sido tudo — vingança, drogas, inclusive xenofobia.
De qualquer maneira, a probabilidade de você saber o que aconteceu realmente é mínima, e por uma única razão: ninguém se importa com os haitianos. Ninguém está nem aí.
O ataque aconteceu há sete dias. Saiu somente hoje nos jornais, de maneira burocrática. Os homens passaram por ao menos dois hospitais antes de conseguir tratamento.


terça-feira, 21 de abril de 2015

Fui preso suspeito de roubar o meu próprio carro

Era 19h de segunda-feira, dia 30/03, quando cheguei à Faculdade de Políticas Públicas da Universidade Estadual de Minas Gerais, onde sou aluno. Ao trancar o meu carro, fui abordado por uma viatura da PM. “O que você está fazendo aí?”. Respondi que era trabalhador.


Um sargento e um cabo, ambos da 124a. cia, do 22o BPM, saíram com armas em punho: “mão na cabeça, vagabundo, e cala a sua boca”“Conheço meus direitos, não podem me abordar dessa forma e já vou fazer uma representação contra vocês na corregedoria”, argumentei. Foi o suficiente para que a truculência aumentasse. Com violência, me algemaram. Em minha volta, colegas, professores e vizinhos começaram a protestar.


Leia a matéria completa em: Fui preso suspeito de roubar o meu próprio carro - Geledés 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Jovem negra coloca foto com namorado branco no Facebook e sofre racismo

Quando M. D. M. R., uma jovem negra de 20 anos, colocou uma foto sua com o namorado no Facebook, ela não imaginava do que seria vítima. Ela foi atacada em uma enxurrada de comentários com ofensas racistas.
Em um primeiro momento, a vítima, que pediu para ser identificada apenas pelas iniciais de seu nome, mas autorizou o uso da imagem, disse ter ficado triste com a situação. Com o apoio da família e do namorado, resolveu procurar a polícia e denunciar o caso. Ela diz também ter recebido muitas mensagens de conforto. Em uma delas, um advogado de Brasília a aconselhou a procurar as autoridades. 

Leia mais no UOL Notícias.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Política francesa é condenada a nove meses de prisão por comparar ministra a chimpanzé

Uma política francesa foi condenada a nove meses de prisão e recebeu uma multa de 50 mil euros por comparar uma ministra negra a um chimpanzé, informou o jornal britânico "Independent". É a sentença mais dura já vista na França para um crime de racismo.
Anne-Sophie Leclère, do partido de extrema direita Frente Nacional, postou no Facebook uma imagem de um chimpanzé fêmea ao lado de uma foto de Christiane Taubira, ministra da Justiça da França. A primeira imagem tinha como legenda "18 meses de idade" e a segunda dizia "Agora".

Confira no UOL Notícias.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Vítima de racismo enfrenta barreira para denunciar agressor

Desde 1989 que a prática de racismo é crime no Brasil. Conforme a Lei Federal nº 7.716/89, conhecida como Lei Caó - em homenagem ao seu autor, o ex-deputado Carlos Alberto Oliveira dos Santos -, quem for pego ao cometer ato racista pode ser preso por até cinco anos e será obrigado a pagar multa, definida pelo juiz.
Ainda que seja um crime inafiançável (não pode ser relaxado a favor de quem comete o ato) e imprescritível (quem cometeu o delito pode ser preso a qualquer tempo, mesmo que se passem anos), levar casos de racismo adiante requer paciência e conhecimento jurídico.
O músico Fábio Lira, de 33 anos, sabe muito bem disso, após ter sido discriminado em um grande shopping de Salvador, ao ser xingado por outro cliente de "preto, f... e cabelo rasta podre".
Ao chamar a segurança do shopping, foi transformado de vítima em agressor. Ao chegar à delegacia para prestar queixa, os policiais se recusaram a fazer um boletim de ocorrência em que o fato fosse tipificado como racismo.

Confira em A Tarde

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Neonazista descobre ao vivo em programa de TV que é 14% negro

Um supremacista branco que lidera uma iniciativa para transformar a cidade do Estado americano de Dakota do Norte em um "enclave branco" não gostou muito de uma notícia que recebeu ontem, ao vivo, em um programa de TV. Craig Cobb era um dos convidados de um talk show britânico quando soube que ele não é 100% branco. Um teste de DNA achou 14% de traços da África Subsaariana.


Confira no Terra

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Barbosa insulta o Itamaraty

 
A questão do racismo, como pautada na entrevista de Joaquim Barbosa à imprensa neste final de semana, esconde uma armadilha capaz de subverter qualquer abordagem, nivelando por baixo as avaliações todas, sobre qualquer assunto, ao nível da mera questão da cor da pele da pessoa envolvida. 

Joaquim Barbosa alega na entrevista referida abaixo que, por ser negro, foi eliminado quando da sua tentativa de ingressar no corpo diplomático do Itamaraty, quando atingiu a etapa final das entrevistas. E foi à forra, agredindo a idoneidade da instituição responsável por todo o corpo diplomático brasileiro, desfazendo da seriedade do Instituto Rio Branco, responsável pelo certame. Baseado exclusivamente na sua frustrada experiência pessoal no passado, Joaquim sentenciou:  “- O Itamaraty é uma das instituições mais discriminatórias do Brasil”.    

Vejam mais em DIRETO DA REDAÇÃO

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O desafio imperial

Mauro Santayana 

Se tivéssemos alguma dúvida sobre o desprezo que nos concedem os países europeus — e que é compartilhado no outro lado do Atlântico Norte — ela estaria resolvida pelo desaforo cometido contra o presidente da Bolívia, Evo Morales, tratado como um indesejável pela França, Espanha, Itália e Portugal. E tratado também com insolência pela Áustria, que lhe concedeu pouso de emergência, mas o reteve em Viena por 17 horas, antes de autorizar o voo de retorno a La Paz.
Não foi só o presidente da Bolívia o desfeiteado no episódio.

Todos os latino-americanos, incluídos os cidadãos do México, foram atingidos pelo insulto. E não adiantam disfarces de esfarrapada diplomacia: para essa atitude contribuiu o sentimento racista que no fundo os anima. Somos mestiços — e isso basta. 

Vejam mais no JORNAL DO BRASIL

terça-feira, 14 de maio de 2013

Neonazista alemã silencia ao ser acusada de assassinatos e terrorismo


A neonazista alemã Beate Zschäpe permaneceu nesta terça-feira impassível durante a leitura das acusações da Procuradoria de Munique, que a acusou de pertencer a um grupo terrorista e participar de vários assassinatos, por ódio racial e impulsionado pela ideologia nacional socialista.
Beate, 38 anos e única sobrevivente do grupo Clandestinidade Nacional Socialista (NSU), ficou novamente calada durante toda a leitura das acusações do promotor Herbert Diemer, segundo o qual o grupo buscou "arbitrariamente" suas vítimas e estabelecendo unicamente em que fossem imigrantes, preferencialmente turcos.


Leia mais no Terra.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Skinhead que aparece enforcando homem em rede social é preso em SP

Foi preso no domingo em Americana, interior de São Paulo, Antônio Donato Baudson Peret, 25 anos. Ele era procurado pela Polícia Civil de Belo Horizonte (MG) e ficou conhecido após postar uma foto na rede social Facebook enforcando um morador de rua e fazendo apologia ao nazismo. O auxiliar de ourives foi pego após trabalho da Guarda Municipal (GM) de Americana. 


Confira no Terra.

domingo, 31 de março de 2013

Para que desta vez a história não se repita

  Ato do Amanhecer Dourado na Grécia.

O autor, um dos impulsionadores do Manifesto Antifascista Europeu, defende a conformação de uma frente comum contra o fascismo.

Uma coisa que os europeus tem tido tempo de aprender bem é que nem a crise, nem as tragédias sociais que a acompanham são especificamente gregas. E, desgraçadamente, tudo já indica que outra coisa que terão todo o tempo para aprender é que o Amanhecer Dourado neonazista tampouco é exclusividade dos gregos. Sem dúvida esta afirmação será recebida por alguns com muito ceticismo: "Aqui, nem nossas tradições, nem nossa cultura, nem nosso temperamento permitirão jamais tais fenômenos". É exatamente o que os gregos -inclusive os mais prevenidos pelo pessoal de esquerda- diziam há apenas nove meses, quando um ou dois "loucos" de imaginação transbordante os advertiam de que a peste negra estava invadindo sua sociedade. Quanto ao resto, nada de novo. É como a história -aquela entre as duas guerras- se repetiu: Na realidade, quem imaginaria que "as tradições", "a cultura" ou "o temperamento" dos italianos ou dos alemães teriam permitido o nascimento e a ascensão ao poder do fascismo e do nazismo?  

Visto em DiagonalLibertades  

Tradução livre do texto em NEBULOSA.DE.ÓRION

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Extremismo de direita ameaça futebol alemão

Os Aachen Ultras (ACU) sempre se consideraram uma torcida organizada politizada e antirracista. Um grupo que sempre declarou seu amor pelo Alemannia Aachen e também se engajou na luta contra o racismo, o antissemitismo e a homofobia. Isso não agradou alguns torcedores, especialmente a Karlsbande, a “gangue de Karl”, uma torcida organizada mais radical e que se descreve como apolítica. Por “apolítica” entenda-se que a Karlsbande está aberta a todos que torcem para o Alemannia, até mesmo neonazistas e bandidos.


Confira a reportagem da Deustche Welle, na CartaCapital.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pesquisador diz que piadas racistas reforçam padrão colonial

Piadas sobre negros ainda são usadas para desqualificar e marginalizar essa parcela da população, critica o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Dagoberto José da Fonseca, que pesquisa o tema desde a década de 1980. "Esse tipo de piada, de brincadeira, que não é nada inocente, tem o objetivo de rebaixar, de inferiorizar, de desqualificar o negro, de mostrá-lo como um animal, incompetente ou estigmatizar uma situação de pobreza pela qual passa boa parte dessa população."



Continue lendo no Terra

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pais são presos após espancar filha por ter namorado negro


David e Frances Champion agrediram a filha Jane, de 17 anos, após descobrir que ela estava namorando um jovem negro. O pai, de 50 anos, foi condenado a um ano de prisão, e a mãe, de 47 anos, passará nove meses presa pelas agressões e por insultos racistas a Aflonce Ncube, namorado da menina.

A primeira vez que David bateu em sua filha foi quando ele e sua mulher flagraram a filha despida ao lado do namorado, quando voltavam para a sua casa em St Thomas, subúrbio de Swansea, na Inglaterra. O pai começou insultar Ncube com palavras racistas, enquanto chutava o jovem, e o colocava para fora de sua casa. Depois, agarrou Jane pelos cabelos e bateu nela, dizendo que ela estava "envergonhando a família".


Confira no R7


quinta-feira, 7 de junho de 2012

O dedo do Lula

A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.

Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca, Sempre presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade, estiveram sempre os brancos.

Vejam o texto completo no blog do EMIR

domingo, 20 de maio de 2012

Brasil: O que as cotas raciais escondem?


ImagePor Walter Hupsel

Re-velado

Noite histórica. De um lado, no corner direito, os que são contra as cotas raciais por entender que estas violam o princípio da isonomia dos cidadãos. Do outro lado, no corner esquerdo, aqueles que defendem que o sistema de cotas. No meio, a julgar a contenda, dez ministros da Corte Constitucional Brasileira. Os juízes teriam que decidir qual das duas teses seria "agasalhada" pela Constituição Federal. 

Vejam o texto completo em ZWELA ANGOLA

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A onda Bolsonaro e o despertar do neonazismo

Hoje, o Brasil tem cerca de 300 células neonazistas. Segundo a antropológa Adriana Dias, mestre pela Unicamp e que estuda o tema há dez anos, cerca de 150 mil brasileiros baixam mensalmente mais de cem páginas com conteúdos nazistas. Desse total, 15 mil são líderes e coordenam as incitações de ódio na internet.




Confira no sítio da CartaCapital

sábado, 24 de março de 2012

Acampamento 'ensina racismo' na África do Sul

O documentário "Afrikaner Blood" (Sangue Africâner, em português), das holandesas Elles van Gelder e Ilvy Njiokiktjien, ganhou o primeiro prêmio do concurso World Press Photo 2012 na categoria multimídia. O vídeo mostra adolescentes sul-africanos brancos que vão para um acampamento de verão organizado por um grupo racista de extrema-direita.

De acordo com as produtoras do documentário, o grupo Kommandokorps está ensinando garotos africâneres a "evitar a visão de Nelson Mandela de uma nação arco-íris multicultural".




Continue lendo a notícia da BBC, disponível no UOL

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Filho negro de casal de espanhóis é expulso de restaurante em SP


O que era para ser uma viagem de férias no Brasil terminou em tristeza para a espanhola Cristina, de 42 anos. A mulher, que não quis ter o sobrenome revelado, veio ao país com o marido Jordi, também espanhol, e o filho de 6 anos, adotado há dois na Etiópia. Na sexta-feira (30), Cristina procurou a polícia alegando que seu filho, que é negro, foi expulso do restaurante Nonno Paolo, no bairro Paraíso, Zona Sul de São Paulo. O advogado do estabelecimento nega e diz que o menino saiu espontaneamente após ser abordado pelo proprietário.
O dono do restaurante confundiu a criança com um menino de rua, segundo seu defensor, José Eduardo da Cruz. O garoto, que não fala português, foi encontrado pela família a um quarteirão de distância do local.

Confira no Correio 24 Horas