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terça-feira, 9 de julho de 2013

O ódio ganhou as ruas

Cafezinho com Wanderley

Os discursos de ódio foram às ruas

Wanderley Guilherme dos Santos

Os Discursos de Ódio designam insultos contra indivíduos e grupos com o objetivo de provocar o ódio contra eles, e eventual violência, simplesmente porque são quem são. Referem-se às discriminações contra raças, religiões, etnias, gêneros e preferências sexuais. No Ocidente, têm sido os negros, os islâmicos, as mulheres, os judeus e os homo-afetivos as vítimas notórias dos discursos de ódio. Existe legislação no Canadá, na Dinamarca, na Nova Zelândia, na Alemanha e na Inglaterra regulando e punindo criminalmente a publicação e difusão de panfletos, livros, jornais, impressos de qualquer natureza que estimule sentimentos e ações destruidoras da dignidade de terceiros.

Não há coincidência na definição precisa do crime embutido em discursos de ódio nem na extensão e conteúdo das penas. Nos Estados Unidos o debate acadêmico é intenso nos dias atuais, agregando-se às históricas brutalidades contra negros e mulheres os recentes preconceitos e abusos verbais de que tem sido objeto a comunidade islâmica desde a derrubada das torres gêmeas. Uma avaliação dos argumentos contra e a favor de legislação que coíba os discursos de ódio, efetuado por prestigiado jurista pró-legislação, Jeremy Waldron, encontra-se em The harm in hate speech (O dano em discurso de ódio), Harvard University Press, 2012. Sua tradução e circulação ajudariam a entender aspectos emergentes da política brasileira.
Vejam mais em O Cafezinho.

domingo, 31 de julho de 2011

Stieg Larsson já havia avisado em 1995: «O atentado de Oklahoma é possível na Suécia. Há ódio, violência, fanatismo.

Stieg Larsson, sempre com uma sombra atrás, escreveu centenas de artigos sobre os grupos nazistas na Escandinavia, que o ameaçaram e perseguiram, que o fizeram não contrair matrimônio com sua companheira, Eva Garielsson, para não deixar pistas nos registros. Em um daqueles textos, de 1995, escreveu: "...Finalmente, um massacre como o de Oklahoma ocorrerá também na Suécia. Dispomos de todos os ingredientes: ódio, fanatismo, glorificação da violência e mentalidade sectária". O artigo, publicado no número 1 da revista "Expo", com o título "Em Estocolmo também podem podem ser produzidos atentados terroristas".

Vejam o texto original em SAREANTIFAXISTA ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Os Otavinhos

Os otavinhos são personagens típicos do neoliberalismo. Precisam do desencanto da esquerda, para tentar impor a ideia do tango Cambalache: Nada é melhor tudo é igual.

Os otavinhos são jovens de idade, mas envelhecem rapidamente. Passam do ceticismo – todo projeto de transformação deu errado, tudo é ruim, todo tempo passado foi melhor, a política é por natureza corrupta - ao cinismo –quanto menos Estado, melhor, quanto mais mercado, melhor.

São tucanos, seu ídolo é o FHC, seu sonho era fazer chegar o Serra – a quem não respeitam, mas que lhes seria muito funcional – à presidência. Vivem agora a ressaca de outra derrota, em barzinhos da Vila Madalena.

Tem ódio ao povo e a tudo o que cheira povo – popular, sindicatos, Lula, trabalhadores, PT, MST, CUT, esquerda, samba, carnaval.

Vejam o texto completo no blog do EMIR

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Homem que perdeu a visão após levar um tiro faz campanha para evitar execução do atirador

O ano era 2001. Alguns dias depois dos atentados de 11 de setembro, em Nova York, o americano Mark Stroman queria se vingar dos ataques e, no que chamou de "missão", matou a tiros dois imigrantes asiáticos e ainda feriu uma terceira pessoa no rosto.

A terceira vítima era o muçulmano Rais Bhuiyan, que acabou perdendo a visão do olho atingido pelo tiro.

Preso sob acusação de cometer crimes de ódio, Stroman foi condenado à pena de morte no Texas (EUA). Agora, curiosamente, Bhuiyan está tentando invalidar a condenação do atirador.




Notícia disponçivel no UOL .

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Ódio de Classe

Não é segredo para ninguém que a política brasileira migra para a bipolaridade. De um lado o PSDB e do outro o PT como centros orbitais de uma série de corpos menores, na galáxia do PMDB. Mas o embate político brasileiro possui elementos da neurose de classe. O primeiro deles é o ódio de classe, que está ligado à destruição da tradição criminosa e partidária brasileira, que se expunha como representação conservadora. A redução de partidos assemelhados a quadrilhas à condição de pequenos partidos se deveu ao desmonte dos currais eleitorais promovido pelo programa Bolsa Família. O artigo é de César Kiraly.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Não verás Lula nenhum

Leandro Fortes

Em linhas gerais, Luís Fernando Veríssimo disse, em artigo recente, que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para compreender a razão de, no presente que se apresenta, um presidente da República tão popular como Luiz Inácio Lula da Silva ser alvo de uma campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da mídia brasileira. Em suma, Veríssimo colocou em perspectiva histórica uma questão que, distante no tempo, contará com a vantagem de poder ser discutida a frio, mas nem por isso deixará de ser, talvez, o ponto de análise mais intrigante da vida política do Brasil da primeira década do século XXI.

A reação da velha mídia nativa ao acordo nuclear do Irã, costurado pelas diplomacias brasileira e turca chega a ser cômica, mas revela, antes de tudo, o despreparo da classe dirigente brasileira em interpretar o força histórica do momento e suas conseqüências para a consolidação daquilo que se anuncia, finalmente, como civilização brasileira. O claro ressentimento da velha guarda midiática com o sucesso de Lula e do ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, deixou de ser um fenômeno de ocasião, até então norteado por opções ideológicas, para descambar na inveja pura, quando não naquilo que sempre foi: um ódio de classe cada vez menos disfarçado, fruto de uma incompreensão histórica que só pode ser justificada pelo distanciamento dos donos da mídia em relação ao mundo real, e da disponibilidade quase infinita de seus jornalistas para fazer, literalmente, qualquer trabalho que lhe mandarem os chefes e patrões, na vã esperança de um dia ser igual a eles.

Vejam o texto completo no blog BRASÍLIA, EU VI

quarta-feira, 25 de março de 2009

Camisas com agressões a palestinos viram moda entre soldados israelenses


Camisetas estampando agressões a palestinos viraram moda entre os soldados israelenses, segundo uma reportagem do jornal "Ha'aretz". A publicação cita fontes de uma confecção do sul de Tel Aviv, que disse estar sendo muito procurada por militares que pedem camisas com estampas e frases em que os palestinos são atacados.


De acordo com o "Ha'aretz", as imagens mais pedidas mostram crianças mortas, mães chorando sobre os túmulos de seus filhos e mesquitas destruídas por bombas.


Já a frase "Um disparo, dois mortos" é um das que mais acompanham as fotos.

Mais no G1. Já havia sido visto no Animot.