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segunda-feira, 15 de março de 2010

Jornalismo de resistência traz experiência hondurenha para debate no Brasil

Karol Assunção *
Adital -

Discutir os desafios do jornalismo de resistência. É com esse objetivo que o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina apresenta, na edição deste mês do Círculo da Palavra, o jornalista hondurenho Rony Martinez, repórter da Rádio Globo do país centro-americano. A partir de amanhã (16) e até o dia 22, Martinez discutirá - em diversos espaços - com estudantes e profissionais de comunicação sobre a importância e os desafios de promover um jornalismo de resistência nos países.

A escolha do jornalista hondurenho para debater sobre a soberania comunicacional não foi à toa. Repórter da Rádio Globo Honduras, Martinez vivenciou - e ainda vivencia - o jornalismo de resistência no país centro-americano. Após o golpe de Estado que destituiu Manuel Zelaya do poder, em junho do ano passado, a Rádio assumiu o desafio de resistir ao governo de fato e de dar voz à população.

Vejam mais detalhes em ADITAL-Notícias da América Latina e Caribe

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Governo interino de Honduras fecha rádio local pró-Zelaya

Após ter decretado a suspensão dos direitos constitucionais e alertado sobre a suspensão de meios de comunicação, o governo interino de Honduras mandou fechar uma rádio local nesta segunda-feira (28).

Segundo a agência de notícias France Presse, cerca de 20 policiais tomaram o edifício da Rádio Globo de Tegucigalpa às 5h30 horário local (8h30 de Brasília) e tiraram o sinal do ar, informou o jornalista Carlos Paz, que trabalha na emissora. Segundo o governo interino, a rádio defendia o presidente deposto Manuel Zelaya e divulgava suas convocações para protestos.

O canal de TV 36, que também tem linha oposicionista, estava cercado por militares e fora do ar, mas não havia confirmação de que suas instalações foram tomadas.

Continua no G1.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Nome aos gorilas

De acordo com a pesquisadora da Universidade Nacional de Honduras, Leticia Salomón, dez famílias financiaram o golpe de Estado de Roberto Micheletti que já dura mais de um mês no país. O grupo foi liderado por Carlos Roberto Facussé, ex-presidente de Honduras (1988-2002) e dono de vários jornais e canais de televisão. Com ele, planejaram o golpe as famílias que monopolizam o setor bancário e da agroindústria, através do Grupo Continental, que também controla outros jornais e canais de TV; o financista Camilo Atala, o madereiro José Lamas, o empresário energético Fredy Násser, Jacobo Kattán, o industrial açucareiro Guillermo Lippman e o construtor Rafael Flores. Juntas, estas famílias controlam 90% da riqueza produzida pelo país centro-americano e são diretamente responsáveis pelas violações de direitos humanos e cerceamento da liberdade de expressão.

Nesta terça-feira, o governo de fato decidiu fechar a Rádio Globo, de cobertura em todo o país, que critica o golpe e denuncia as violações de direitos humanos. Desde o início, suas intalações foram militarizadas e seus jornalistas e funcionários ameaçados. Protestos diários de milhares de manifestantes são realizados contra o golpe, recebendo uma brutal repressão. Na última quinta-feira, uma pessoa foi baleada na cabeça, 25 ficaram feridas e 88 foram presas numa manifestação que reuniu 2000 pessoas contra Micheletti. De acordo com Salvador Zúñiga, do COPINH (Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras), se chega a encarcerar trezentas pessoas diariamente, lotando as delegacias e mesmo transformando estádios em prisões. Também há esquadrões da morte, que sequestram manifestantes, os torturam e os matam. O golpe militar em Honduras aconteceu no dia em que se realizaria uma consulta popular sobre, entre outros pontos, a futura eleição de uma Assembléia para reformar a constituição hondurenha.

Mais no Centro de Mídia Independente.


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Militar hondurenho pede fechamento de rádio por apoio a Zelaya

Um militar hondurenho pediu à Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) de Honduras, o fechamento da Rádio Globo, emissora local, por apoiar o presidente deposto, Manuel Zelaya, e estimular manifestações contra o governo provisório.

O pedido foi apresentado na terça-feira (04/08) por José Santos López, representante da auditoria jurídico-militar das Forças Armadas de Honduras. López acusa Andrés Pavón e David Romero Elner, apresentadores da Rádio Globo, de transmitir "um chamado aberto à insurreição".

Mais no Comunique-se.