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sexta-feira, 12 de março de 2010

A segunda república israelense

A guerra sem fim contra os palestinos cria uma realidade de ocupação e opressão, de morte e destruição, de brutalidade e crueldade, de degeneração moral e de bestialidade geral. Que tipo de ideal pode ser alcançado nessa situação? O feminismo, por exemplo, poderia realizar suas melhores aspirações num país tomado pelo mais irracional e absoluto militarismo chauvinista? Que animais se poderão salvar da tortura, quando a rotina é torturar seres humanos? Rios, florestas, pássaros e leopardos podem ser salvos, se chovem bombas de fósforo branco sobre quarteirões inteiros e famílias inteiras?

A questão principal, é claro, é: por que pessoas conscientes tanto se dedicam a fugir do problema da paz? Por que tantos tanto fazem para não lutar pela paz?

A resposta é clara: “paz” virou palavrão; pacifistas viraram perigosos delinquentes, em Israel. Gente decente não quer ser vista em companhia da paz e dos pacifistas. “Paz” é palavra que não se pronuncia entre israelenses polidos.

O texto completo no Vi o Mundo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Johann Hari: Verdadeira história não é a contada por Israel

O mundo não está assistindo apenas aos crimes que Israel está cometendo em Gaza; estamos também assistindo à autodestruição de Israel.

Por Johann Hari, no The Independent

Esta manhã (29), amanhã de manhã e todas as manhãs, até que termine essa matança de palestinos, o ódio a Israel só aumentará, cada dia haverá mais ódio e mais os palestinos lutarão, com pedras, com coletes explosivos, com foguetes, com palavras. Os líderes israelenses crêem que quanto mais massacrem os palestinos, mais os amansarão. Já se foram esses tempos de medo, entre os palestinos. O ódio a Israel, hoje, lá, é duro, impenetrável. E os sentimentos mais primitivos, mais basais, de quem só aprendeu que viver é sobreviver em guerra, lá estarão esperando sempre, à beira da história, brutais.



Vejam mais no Vermelho.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ultra-ortodoxos espancam mulher secular em Israel

O caso do espancamento da mulher secular por ativistas ultra-ortodoxos do grupo "Guardiões do Pudor" foi objeto de uma reportagem do canal 10 da TV israelense.

Na reportagem, ativistas do grupo confirmaram a agressão à mulher e afirmaram que ela estava "contaminando" o bairro com um comportamento "não modesto" e que a invasão à casa dela "não foi um ato de violência, mas sim de advertência".

Grupos ultra-ortodoxos semelhantes ao "Guardiões do Pudor" existem desde a fundação de Israel, há 60 anos, porém, ultimamente, as ações destes grupos contra o que consideram "falta de pudor", têm se tornado mais freqüentes e violentas.

Ativistas do grupo têm sido acusados de invadir casas de mulheres seculares residentes em bairros ortodoxos e agredi-las.

O grupo também força mulheres a sentarem na parte traseira dos ônibus, com o objetivo de mantê-las separadas dos homens no transporte público.

Mais no BBC Brasil. Fanatismo por todo lado.