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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Serra no poder: O sucateamento da saúde pública paulista

Desde 1998, com a eleição de Covas e a edição/promulgação de um projeto de lei pelo então presidente FHC, as Organizações Sociais (OSs) passaram a gerir uma série de instituições hospitalares Brasil afora, mas encontraram no Estado de São Paulo seu porto pacífico.

A partir de então, os hospitais e serviços de saúde, que vinham sendo administrados diretamente pelas autarquias municipais e estaduais tiveram seu gerenciamento progressivamente terceirizado, privatizado – sempre pelas mesmas (e poucas) empresas (OSs), e sempre sem licitação.

O esquema, de contratos milionários, envolve aquilo que FHC e Serra fizeram enquanto foram gestores federais: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas.. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo. Artigo de Carta Maior. Leia no Vi o Mundo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Por que tucanato entregou metrô de SP ao "bando da Linha Amarela"

As empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e... Alstom constituem o consórcio Via Amarela. Cada uma dessas empresas, quando separada, já constitui historicamente uma grande dor de cabeça para quem se encarrega de fiscalizar a aplicação do dinheiro público. Especialmente no que se refere a sua relação com os políticos donos dos respectivos poderes. Imagine-se agindo em consórcio ou... em bando.

Ainda está pendente a responsabilização pelo desabamento da futura estação Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O “buraco de Serra”, como ficou conhecido, matou sete pessoas e engoliu alguns veículos.

Ainda hoje, governo do estado e consórcio Via Amarela se engalfinham na produção de perícias e laudos. Cada qual a querer “tirar o seu da reta”. Do mesmo modo, até hoje não se resolveu o problema da obra da linha 4-Amarela que, desde maio de 2007, durante o governo Serra, já danificou e/ou afundou mais de 300 casas no bairro de Butantã, também na zona oeste da capital paulistana.

Vejam mais no PORTAL VERMELHO

São Paulo tem cidades ilhadas por pedágios

São Paulo - A implantação de 227 praças de pedágio só no estado de São Paulo deixou cidades como Bauru, Campinas e a própria capital paulista "ilhadas" por praças de cobrança. Todos os veículos, incluinco caminhões, ônibus, automóveis de passeio e motocicletas pagam ao passar por esses pontos.

Campinas, a 92 quilômetros de São Paulo, é o principal exemplo no estado. A cidade tem sete pedágios ao redor. Para ir à vizinha Indaiatuba, um morador de Campinas paga R$ 8,80 de pedágio. Para Capivari, o custo é de R$ 4. Até Americana, gasta-se R$ 5,40. O trajeto até Cosmópolis fica em R$ 5,20. No caso de Itatiba, o gasto é de R$ 5,60.

Vejam mais em REDE BRASIL ATUAL

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Infiltração e repressão: Serra repete práticas de Yeda

Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior

A prática de infiltrar policiais em manifestações e atos políticos, aplicada várias vezes contra sem terras, professores e servidores públicos no Rio Grande do Sul, é repetida agora em São Paulo pelo governo José Serra. Do mesmo modo se repetem as acusações de que os professores em greve seriam “baderneiros” e responsáveis pelos conflitos com a polícia. A decisão do PSDB de São Paulo de entrar na Justiça contra o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo também segue a mesma cartilha utilizada pelo governo Yeda no RS, onde ativistas, jornalistas e dirigentes sindicais são alvo de vários processos.


Vejam o texto completo e o detalhe do crachá em CARTA MAIOR

terça-feira, 30 de março de 2010

“PM embarcou em Osasco no ônibus dos professores; é um P2″

Isabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) recebeu nesta segunda-feira, logo cedo, uma ligação de um colega da subsede de Osasco: “Aquele rapaz que socorreu a policial é um professor daqui da cidade. Nós vamos encontrá-lo, para esclarecer tudo isso”.

Diretores de subsede da Apeoesp de Osasco passaram a manhã e a tarde investigando. Lembravam-se de tê-lo visto em Osasco em meio aos professores. Conferiram listas dos que vieram para a assembleia da sexta-feira, 26 de março, no Palácio dos Bandeirantes. Conversaram com muitos colegas.

No começo desta noite descobriram que o suposto professor é um policial militar do serviço reservado (ou secreto) da Polícia Militar paulista. É um P2, como são chamados.

A caráter para não levantar suspeitas (garotão barbado, jeans, mochila nas costas), o jovem policial infiltrado embarcou no ônibus dos professores de Osasco, como se fosse um deles. Daí o pessoal da subsede de Osasco ter achado inicialmente ele que era um colega.

Este texto completo no Vi o Mundo.

É possível também conferir este outro texto, também no Vi o Mundo, sobre o "serviço reservado" da PM, do governo Serra.

Também o blog Brasília, Eu Vi comenta o relacionamento contencioso do governo Serra com os professores do estado de São Paulo, e o trabalho do serviço secreto da PM.

Por fim, no RS Urgente, Marco Weissheimer comenta as semelhanças de atitudes entre os governos tucano do RS e de SP, seu viés repressivo sobre os movimentos sociais, e os agentes infiltrados (provocadores?) das polícias militares.


domingo, 28 de março de 2010

PM ferida em manifestação foi socorrida por colega à paisana



A policial militar ferida por uma paulada no rosto - segundo nota oficial da Polícia Militar publicada neste sábado -, durante manifestação dos professores em São Paulo foi socorrida por um policial militar à paisana. A informação é da mesma nota oficial da Policia Militar.

Terra Magazine questionou a assessoria da PM nesse sábado se o policial em questão - que aparece barbudo na foto ao lado - não seria do Serviço Reservado; leia-se, secreto. Questionamento esse porque não se conhece policiais militares que trabalhem com barba.

A resposta da policial que atendeu ao telefone na assessoria é vaga quanto ao setor em que trabalha o policial que prestou socorro:

- Não estou autorizada a dar mais informações.

Continue lendo no Terra Magazine.

Foto de Rodrigo Coca/Agência Estado.

sábado, 27 de março de 2010

Editorial de Carta Maior

"Em greve há três semanas, milhares de professores de SP marcharam até o Palácio dos Bandeirantes, nesta sexta-feira. Pacificamente, foram ministrar uma aula coletiva ao candidato do conservadorismo brasileiro às eleições de 2010: ensiná-lo a dialogar com a sociedade que tem a pretensão de governar. A resposta de Serra foi a tropa de choque e um saldo de 16 feridos."

( na próxima quarta-feira, dia 31, o professorado de São Paulo faz nova assembléia no vaõ-livre do MASP, av. Paulista,em SP; Carta Maior, 26-03)


Vejam em CARTA MAIOR

quinta-feira, 25 de março de 2010

Serra enfrenta greve dos professores com prisão e censura

Em entrevista ao Vermelho, a presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Isabel Azevedo Noronha, afirmou que o governador Serra “está chegando ao extremo do autoritarismo”, não quer negociar e “deixa os professores indignados”.

O governo de José Serra deu novas provas nesta quarta-feira (24) do jeito tucano de governar e se relacionar com os movimentos sociais. A Polícia Militar prendeu três professores da rede estadual de ensino que integravam um grupo de algumas dezenas de docentes que protestavam contra a administração tucana durante inauguração do Centro de Atenção à Saúde Mental, em Franco da Rocha (SP). Também usou cassetetes e gás de pimenta contra os manifestantes. Além disto, os tucanos determinaram silêncio e censura nas escolas sobre a paralisação.

Continua no Vi o Mundo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A lei da mordaça na greve dos professores

Extinta em 2009, a “lei da mordaça”, que proibia os funcionários públicos de falarem com a imprensa, foi ressuscitada pelo Governo José Serra (PSDB) para evitar que a população tome conhecimento das deficiências da rede estadual de ensino e da amplitude da greve dos professores. A imposição da “mordaça” está expressa em memorandos enviados por email às direções das escolas estaduais. Um deles, distribuído pela Diretoria de Ensino Leste 3, diz o seguinte:

“Prezados Diretores

Agradecemos a preciosa atenção em relação aos informes sobre os números de professores que estão aderindo à greve. Entretanto, em virtude dessa paralisação, a imprensa está entrando em contato diretamente com as escolas solicitando dados e entrevistas. Solicitamos ao Diretor de Escola para não atender a esta solicitação.(...)

Confira no blog do Luís Nassif

sexta-feira, 12 de março de 2010

Metrô de SP tenta evitar documentário sobre cratera

O desabamento nas obras da estaçao do Metrô Pinheiros (zona oeste de Sao Paulo) em 2007 pode virar documentário no Discovery Channel.

A ressurreiçao do assunto, no entanto, esbarrou na direçao do Metrô. No mês passado, produtores do canal tentaram entrevistar dois geólogos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), responsáveis pelos laudos do acidente. O instituto, que se pronunciou à imprensa na época da conclusao dos laudos, proibiu seus técnicos de falarem ao canal. Na ocasião, o Discovery argumentou ao IPT que queria enquadrar a tragédia da cratera do Metrô em um documentário sobre desastres naturais, mas, mesmo assim, nao obteve as entrevistas.

O IPT, via assessoria de imprensa, diz que, para se pronunciar, depende da autorização do Metrô. Alega que há uma cláusula de sigilo em seu contrato sobre o trabalho executado no acidente da Linha 4.

Visto no Vi o Mundo. Alegadamente originário do BlueBus.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O resultado da chuva e da falta de dragagem

A velha mídia foge o quanto pode do encontro com a verdade. Mas não haverá como fugir para sempre. Desde 2005 não são feitas dragagens ou desassoreamento no rio Tietê. O investimento de décadas, mais de um bilhão de dólares no rebaixamento da calha do Tietê, foi jogado fora nesses quatro anos sem desassorear o rio.

Um dado crucial para o bem estar, a segurança e a vitalidade econômica da cidade – manter o rio desassoreado – foi ignorado pelos governantes.

Pergunta-se: como é que fica? Não se trata de um erro banal de planejamento, mas de descuido em relação a um ponto estratégico na vida da cidade: o rio Tietê.

Mais no blog do Luís Nassif.

Outra notícia sobre cheias no estado de São Paulo neste outro linque.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Após protestos, moradores do Jd. Lucélia/Vila Nascente/Vila Nova Grajaú são perseguidos e ameaçados pela Polícia Militar e pela Polícia Civil

Eis aí, mais uma vez, o preço da ousadia. Cansados do descaso e da truculência do “poder público”, centenas de famílias do Jd. Lucélia/Vila Nascente/Vila Nova Grajaú se manifestaram em busca de uma solução digna para a situação de verdadeira calamidade que têm vivido, com suas casas inundadas em função de uma mal-feita e inacabada obra da Prefeitura. Não bastassem as violentas pressões para despejos e remoções absurdas, sem qualquer alternativa digna, que têm vitimado há meses milhares de famílias de toda a região. Não bastasse a violência das águas, potencializada por obras mais feitas e por possíveis ações deliberadas para afogar comunidades inteiras. No caso destas três comunidades agora, depois das mobilizações da última semana, a única resposta obtida do chamado "poder público" foi o aumento da repressão: durante os atos dos últimos dias, como foi amplamente noticiado, dezenas de policiais do Choque e da Tática já reprimiram violentamente os moradores desesperados e indignados.

Mais no Cocaia I Luta, via blog do Luís Nassif.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Zé Alagão pensou que tinha sowetizado a pobreza. A chuva jogou a pobreza na cara da elite

Conversa com um amigo navegante ilustre:

- Por que só agora, com a chuva, o pobre de São Paulo apareceu ?

- Porque o pobre de São Paulo foi sowetizado.

- Como assim ?

- A elite se fechou para dentro e jogou a favela na periferia, num conjunto de sowetos: Heliópolis, Paraisópolis, Jardim Romano, São Miguel Paulista.

- Mas isso sempre existiu.

- Existiu, mas a elite não via.

Continua no Conversa Afiada.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O modelo de gestão

Estou falando sério. Quem me conhece pode achar que estou brincando, como sempre. Mas estou falando sério. Não estou com gastroenterite, nem bebi.

Pelo quarto dia fui ao banco pagar o IPVA e o DPVAT.

Consegui pagar o primeiro. Não conegui pagar o seguro obrigatório, cuja data de vencimento era hoje, 15.01.2010.

A caixa disse que era problema no Detran.

Que o problema vem se arrastando há alguns dias.

E que ela nada poderia fazer.

O governo Serra não consegue RECOLHER IMPOSTOS!

Texto completo no Vi o Mundo.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

AI-5 em São Paulo - Polícia do Serra invade o Sindicato dos Jornalistas e intimida ato público

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, indignado, lamenta e protesta contra a invasão realizada na noite do último dia 14 por Policiais Militares, durante realização de ato em defesa do III Plano Nacional de Direitos Humanos, que tinha nítida tentativa de intimidar os participantes.

A intimidação já havia ocorrido por volta do meio-dia durante a entrega protocolada de carta à presidência da República no seu escritório de São Paulo, na esquina da avenida Paulista e Rua Augusta A PM por duas vezes exigiu saber “o nome dos responsáveis” pelo evento – do qual participaram cerca de 30 pessoas e foi totalmente pacífico.

Mais tarde, por volta das 18 horas, um sargento da PM veio à sede do Sindicato para saber que tipo de ato estava sendo preparando para a noite. Depois de receber explicações de que se tratava de cerimônia interna, o sargento pediu o número da carteira de identidade do nosso diretor André Freire – o que já é um abuso.

Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

domingo, 10 de janeiro de 2010

Serra e mais um vexame oculto da mídia

Bem, então por que o "vexame oculto" do título? E o que o governador José Serra (PSDB) tem a ver com isto? Pois Serra tem tudo a ver e basta o leitor lembrar do tratamento dispensado ao tal "caos aéreo" de 2009 para entender como os jornalões e portais estão protegendo o governador. Sim, porque o caos nas rodovias paulistas que ligam o litoral norte à capital é uma prova viva da completa incompetência do governo tucano. Era tudo tão previsível que causa espanto ninguém ter pensado em uma operação especial para a volta dos turistas. Este blogueiro já viu trânsito muito ruim mundo afora, mas nunca viu a ausência do poder público de tal monta como no litoral norte de São Paulo. Quando muito, um ou outro carro da polícia rodoviária tentava, sem sucesso, evitar que os automóveis circulassem pelo acostamento.

O texto completo no blog Entrelinhas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

'Alô, Serra, está caindo viga demais aqui em São Paulo'

'Alô, Serra, está caindo viga demais aqui em São Paulo' - ontem na Band

09:41 Na Band registrado pelo Toda Midia no impresso da Folha - "É impressionante o que cai de obra em Sao Paulo. Ou é azar ou está caindo viga demais. Alô, Serra, está caindo viga demais. Um operário morreu. Está caindo coisa demais aqui em Sao Paulo".

Do BlueBus.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Denúncia de fraude no exame de alunos de São Paulo

Depois do vexame do governo federal com o vazamento e tentativa de venda de questões do Enem, agora aparecem fraudes do Serasp, o sistema de avaliação de matemática, língua portuguesa, história e geografia usado pelo governo paulista. A denúncia partiu da repórter Ana Aranha, especialista na cobertura de educação da revista Época.

Mais no blog do Sakamoto.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Diferenças no enfrentamento da crise

As diferenças entre o Governo Lula e o Governo Serra no enfrentamento da crise econômica revelam, na verdade, profundas diferenças na concepção de ambos em relação ao papel do poder público.

Para o Governo Lula, o poder público pode e deve atuar fortemente na garantia do desenvolvimento social e econômico do país.

Já a agenda tucana tem como eixo principal o Ajuste Fiscal Permanente iniciado em 1997, com a assinatura do Acordo da Dívida do Estado de São Paulo com a União. Naquele momento, Mário Covas se comprometeu a aumentar a arrecadação, cortar gastos (sobretudo com o funcionalismo público), vender o patrimônio público (privatizar), não realizar novas operações de crédito e reduzir os investimentos. Buscava-se, deste modo, ampliar o superávit primário, gerando recursos para o pagamento dos encargos da dívida pública.

De lá para cá, quase nada mudou na agenda dos governos tucanos no Estado de São Paulo, nem durante a grave crise econômica e financeira pela qual o país passou no final de 2008 e princípio de 2009.

Para sermos mais precisos, as diferenças entre Lula e Serra no enfrentamento da crise econômica e financeira recente podem ser apresentadas em quatro pontos:

Confira na Comunidade do blog do Luís Nassif.