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domingo, 2 de agosto de 2015

Bebê palestino morre queimado em ataque de colonos israelenses



Um bebê palestino morreu queimado e seus pais ficaram feridos em estado grave em um ataque cometido nesta sexta-feira por colonos israelenses que atearam fogo a sua casa na Cisjordânia ocupada, um ato classificado de terrorista por Israel. Esta classificação bastante incomum nestes casos e as condenações unânimes dos líderes israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, não convenceram os palestinos. Estes últimos consideram o governo totalmente responsável pela morte do bebê, por ser a "consequência direta de décadas de impunidade, ante o terrorismo dos colonos".


Confira no Correio do Povo. 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Crianças foram mortas enquanto dormiam, diz ONU sobre ataque a escola em Gaza

O chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNWRA) classificou de "vergonha universal" o ataque israelense nesta quarta-feira (30) contra uma escola mantida pelo organismo no campo de refugiados Jabaliya, na faixa de Gaza, onde centenas de palestinos haviam se refugiado. Ao menos 19 morreram e 90 ficaram feridos no ataque. 
"Ontem à noite, crianças foram mortas enquanto dormiam ao lado de seus pais no chão de uma sala de aula em um abrigo da ONU em Gaza. Crianças mortas enquanto dormiam; isso é uma afronta para todos nós, uma fonte de vergonha. Hoje o mundo está em desgraça", afirmou em nota Pierre Krähenbühl, comissário-geral da UNRWA.

Confira no UOL Notícias.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Israel autoriza vencedor do "Arab Idol" a morar na Cisjordânia

Israel autorizou nesta terça-feira que Mohammad Assaf, o cantor palestino de Gaza que venceu o popular programa "Arab Idol", a morar na Cisjordânia. "O general Eitan Dangot, coordenador das atividades do governo nos territórios (palestinos), aceitou um pedido de residência na Cisjordânia de Mohammad Assaf, apresentado por Hussein al Sheikh, dirigente do Fatah" (movimento do presidente palestino, Mahmud Abbas), informou um porta-voz do do ministério da Defesa.


Leia mais no Correio do Povo. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Filme palestino é aplaudido de pé por cinco minutos em Cannes

A tensão sofrida pelos palestinos sob ocupação de Israel tomou conta das telas em Cannes nesta segunda-feira. Uma história de amor e traição foi aplaudida de pé por cinco minutos após o fim da sessão. "Omar" foi exibido na categoria "Certain Regard", com obras provocativas de diretores emergentes.


Leia no Correio do Povo.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Nós – somente nós – estamos no mapa

Árabes são retratados como inferiores, hostis e ameaçadores em livros didáticos de história e geografia em Israel. É um sinal de que não apenas falta educação para a paz no país, mas também de que os livros usados nas escolas judaicas estão educando ativamente para o ódio. O artigo é da linguista Nurit Peled-Elhanan, professora da Universidade Hebraica de Jerusalém

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Israel desmantela o acampamento palestino de Bab o Shams

As autoridades israelenses desmantelaram na noite de ontem (16) o acampamento palestino de Bab el Shams, de onde no domingo passado expulsaram aos acampados e que tinha sido levantado há uma semana no lugar onde Israel pretende construir a polêmica colônia judaica E1.

Segundo o porta-voz da polícia israelense, Miki Rosenfeld, declarou à Agência de Notícias Efe, "foram retiradas todas as tendas do local, em uma operação rápida, que durou uma hora e meia e na qual não houve incidentes relevantes".

O desmantelamento do acampamento, levantado pelos Comitês de Coordenação de Resistência Popular (PSCC), acontece um dia depois que mais de 50 ativistas palestinos tentaram se instalar de novo nele.


Notícia da EFE, disponível no UOL. 

sábado, 12 de janeiro de 2013

A grande virada da resistência palestina

A resistência palestina acaba de entrar em nova fase. Com a fundação da vila de Bab Al Shams, em 11 de janeiro, ela mostra que a partir de agora vai criar fatos consumados para retomar, na prática, aquilo que é seu por direito

Logo depois que a maioria dos países presentes à Assembleia Geral da ONU de 29 de novembro de 2012 reconheceram o Estado da Palestina nos limites anteriores à ocupação militar israelense de 1967, com Jerusalém oriental como capital, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyhau, decidiu desafiar a decisão. Em represália às Nações Unidas, anunciou a construção de três mil unidades habitacionais para colonos judeus, duas mil delas, além de centro comercial e educacional, em al-Tur, área próxima a Jerusalém oriental que Israel denomina E1.

Al-Tur fica no Estado da Palestina. E é importantíssima do ponto de vista geoestratégico. Construir ali uma extensão da colônia judaica de Ma’ale Adumin – ela também erigida ilegalmente em território palestino –, como quer o governo israelense, significaria dividir a Cisjordânia em duas partes. 

A Palestina ficaria, então, com três blocos geograficamente separados: Cisjordânia do norte, Cisjordânia do sul e Gaza. Todas elas sem nenhum tipo de comunicação umas com as outras. E sem acesso a Jerusalém.



Confira na Agência Carta Maior. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Forças de Defesa de Israel invadem ONGs palestinas na Cisjordânia

Soldados israelenses invadiram nesta terça-feira (11/12) os escritórios de três organizações civis que defendem os direitos humanos do povo palestino, localizados no centro de Ramallah, a capital oficial da Cisjordânia, em plena área A (sob total controle da administração palestina, segundo os Acordos de Oslo). Antes mesmo do amanhecer, os oficiais arrombaram as portas da União dos Comitês das Mulheres Palestinas, da Rede de ONGs Palestinas e da Addameer e confiscaram diversos itens.


Confira no Opera Mundi. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ONU reconhece a Palestina como Estado observador. O que isso muda?

A Assembleia-Geral das Nações Unidas reconheceu nesta quinta-feira 29 a Palestina como Estado observador não-membro, uma elevação de status que, espera a liderança palestina, poderá levar ao estabelecimento do país de fato e de direito. A votação, realizada na sede da ONU, em Nova York, foi encerrada de forma acachapante: 138 países votaram a favor do reconhecimento, enquanto nove foram contra (Israel, Estados Unidos, Canadá, República Tcheca, Panamá, Palau, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru) e 41 se abstiveram.
A votação proporciona dois resultados simbólicos imediatos. Pela primeira vez na história, as fronteiras de 1967 da Palestina (composta pelo território da Cisjordânia e da Faixa de Gaza) é reconhecida como Estado pela ONU e não mais como “entidade”. A partir de agora, ao menos no papel o país chamado Palestina existe, apesar de ainda não ter a mesma forma de existir como a de outras nações reconhecidas como integrantes plenas da ONU. Isso serve para reforçar a chamada “solução de dois Estados”, por meio da qual dois países diferentes, um para os judeus e outro para os palestinos, devem existir.
O segundo peso simbólico da decisão é o impressionante isolamento de Israel na comunidade internacional. (...)



Continue lendo na CartaCapital.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

França anuncia apoio ao reconhecimento palestino na ONU

A França anunciou nesta terça-feira (27) que vai votar a favor de dar aos palestinos o status de "Estado observador não-membro" nas Nações Unidas.
"Vamos dar este voto com consciência e lucidez. Vocês sabem que há anos e anos a posição da França tem sido reconhecer o Estado palestino. Nesta quinta ou sexta, quando a questão for feita, a França vai votar 'sim'", disse o ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, diante da câmara baixa do Parlamento.
O ministro recordou que esta posição da França a favor do reconhecimento de um Estado Palestino é constante e que foi afirmada já em 1982 pelo então presidente François Mitterrand e um discurso na Knesset, Parlamento de Israel.


Leia mais no G1. 

sábado, 24 de novembro de 2012

Israel detém na Cisjordânia 2 parlamentares do Hamas

Forças do Exército israelense detiveram nesta sexta-feira (23) na Cisjordânia 28 palestinos, entre eles dois parlamentares do Hamas, informou o movimento islamita na Faixa de Gaza.

A batida aconteceu em Ramala, capital administrativa da Cisjordânia e sede do Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida por Mahmoud Abbas, assim como em Qalkilia e Hebron.

Entre os detidos há pelo menos dois parlamentares islamitas do Conselho Legislativo da ANP e outros altos dirigentes do Hamas na Cisjordânia, indica um comunicado.


Notícia da EFE, vista no UOL. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Palestinos estão ficando mais pobres, diz relatório da ONU


A Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad) divulgou nesta quarta-feira uma previsão sombria para a economia palestina, argumentando que as políticas israelenses mais duras e a expansão das colônias judaicas estão causando uma pobreza maior nos territórios ocupados e em Gaza.
A situação agravou-se a partir de 2011 com a queda da ajuda estrangeira, que durante anos forneceu um apoio vital, e reduziu as esperanças para uma retomada mesmo no longo prazo, disse um relatório feito pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
"As restrições (israelenses) sobre o movimento (das pessoas), a diminuição da ajuda, um setor privado paralisado e uma crise fiscal crônica colocam nuvens no horizonte", declarou a Unctad.


Confira no UOL Notícias. 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Palestinos pedem que o mundo "pague dívida histórica"


O chefe negociador palestino, Saeb Erekat, pediu nesta terça-feira que a comunidade internacional "pague sua dívida histórica com o povo palestino" pelo dia do Nakba (catástrofe), o exílio e a usurpação de suas terras que os palestinos lembram hoje com passeatas e manifestações.
"Há 64 anos, a vibrante sociedade e a rica cultura de uma nação foi forçada ao exílio e à expulsão em massa. Um país foi riscado do mapa. Hoje, a comunidade internacional tem a responsabilidade moral de reparar o que aconteceu", ressaltou Erekat em comunicado.
(...)
O Nakba, que representou a fuga ou expulsão de seus lares no atual território de Israel de 750 mil palestinos entre 1947 e 1949, é uma "sombria ocasião que a comunidade internacional deve usar para corrigir a injustiça histórica que caiu sobre o povo palestino", continuou o dirigente palestino.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Represália dos EUA pelo ingresso da Palestina na Unesco: corte de US$ 70 milhões

Os palestinos deram um passo firme rumo ao reconhecimento pleno de seu Estado, enquanto a primeira potência mundial, os Estados Unidos, colocou o primeiro obstáculo frente à marcha palestina. Reunida em Paris até dez de novembro, a Conferência Geral da Unesco votou pela adesão da Palestina como Estado membro de pleno direito. O ingresso da Palestina à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura muda radicalmente o regime precedente dos palestinos uma vez que, até segunda-feira, 31 de outubro, a Palestina só tinha um estatuto de missão observadora. A adesão da Palestina como Estado de pleno direito foi aprovada por 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções.

Os Estados Unidos, que se opuseram à medida, decidiram de imediato suspender seu financiamento à Unesco. Tal medida privará a organização de 22% do seu orçamento, em torno de 70 milhões de dólares. Washington aplicou, sem concessões, duas leis que datam dos anos 90 e que proíbem os Estados Unidos de financiarem qualquer agência das Nações Unidas em que a Palestina seja aceita como Estado pleno enquanto não se chegue a um acordo de paz com Israel.


Leia mais na Agência Carta Maior.

domingo, 16 de outubro de 2011

Acordo Israel-Hamas ofusca Abbas, mas resgata esperança nas negociações, diz especialista


O Oriente Médio foi pego de surpresa na última terça-feira (14/10) com o anúncio de que o governo de Israel e o movimento islâmico Hamas chegaram a um acordo para libertar o soldado israelense Gilad Shalit em troca da soltura de 1.027 prisioneiros políticos palestinos. O acordo, obtido após cinco anos de duras negociações, ocorreu três semanas depois de o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina) e líder do moderado Fatah, Mahmoud Abbas, ter submetido às Nações Unidas o pedido de filiação do Estado palestino— à revelia de Israel e dos Estados Unidos.


Para o escritor e analista político Youssef Munayyer, diretor do Palestine Center, em Washington, o “timing” não foi mera coincidência. “Certamente não seria a primeira vez que Israel aprova a libertação de presos para criar atrito entre os grupos palestinos”, disse Munayyer em entrevista concedida aoOpera Mundi por email. “O acordo é resultado de um alinhamento de interesses entre o Hamas e o governo de Benjamin Netanyahu. Ambos se beneficiam com esse revés para Abbas”.


Leia mais no Opera Mundi. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Israel confisca terras palestinas na Cisjordânia para construir estrada para colonos

O governo de Israel confiscou 80 hectares da aldeia palestina de Beit Umar, na Cisjordânia, para construir uma estrada para uma de suas colônias, informou nesta quarta-feira a agência de notícias palestina "WAFA".

Segundo o porta-voz do Comitê Nacional contra o Muro e os Assentamentos, Mohammed Awad, as autoridades israelenses comunicaram a decisão à prefeitura da aldeia, situada ao sul de Hebron. Parte das terras confiscadas pertencem à escola agrícola de Beit Umar. 





Continue lendo no Opera Mundi. 

sábado, 24 de setembro de 2011

Na ONU, Abbas diz que é hora da 'Primavera Palestina' e condena assentamentos

"Em uma era onde os povos árabes afirmam sua luta pela democracia – a Primavera Árabe – chegou a hora da Primavera Palestina, a hora da independência". Aplaudido de pé, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas realizou um discurso histórico nesta sexta-feira na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, em que pediu a adesão como membro pleno e o conseqüente reconhecimento do Estado palestino pela entidade. 


Leia mais no Opera Mundi. 


Confira também: 


- A íntegra do discurso de Mahmoud Abbas (em inglês);


- "Temos um objetivo: existir. E existiremos" (na CartaCapital);


- Bill Clinton : "Netanyahu matou o processo de paz" (em inglês, na Foreign Policy);

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Nasser: Pressionar EUA é única alternativa dos palestinos

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, deve fazer, nesta sexta-feira (23), um pedido de adesão às Organizações das Nações Unidas (ONU). A medida, que instauraria um Estado palestino, transformou-se numa forte pressão aos aliados Estados Unidos e a Israel. "Os palestinos estão sem alternativas, senão criar um fato novo na comunidade internacional", avalia Salem Nasser, doutor em Direito Internacional e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em entrevista a Terra Magazine, Nasser questiona o argumento israelense, de que o pedido atrapalha as negociações de paz. "Não tem negociação para ser atrapalhada e a parte responsável pela ausência de negociações são os israelitas", contesta. O especialista em Oriente Médio pondera, ainda, que a Autoridade Palestina tenta manter sua legitimidade diante da população.
- Colocando isso sobre o pano de fundo das revoltas árabes, os líderes se sentiram pressionados a tomar alguma ação. Ou então, como se diz num ditado em árabe, a navalha ia chegar na barba deles. Esse governo palestino precisava fazer alguma coisa que mostrasse que eles não estão parados.


Confira a entrevista no Terra Magazine. 

'Devemos lutar pela paridade de direitos', diz ativista palestino que defende Estado único

Para muitos governos, ONGs e ativistas pró-palestinos, essa votação pode representar uma vitória parcial e o início de uma grande pressão internacional. No entanto, diversas correntes defendem uma solução completamente diferente para o conflito: um estado único para israelenses e palestinos. Em entrevista ao Opera Mundi, Ali Abunimah, jornalista norte-americano de origem palestina e autor de 'One Country: A Bold Proposal to End the Israeli-Palestinian Conflict', explica como funcionaria a ideia de unir inimigos em torno de um só país. Abunimah é um dos fundadores da Electronic Intifada, uma publicação on-line sem fins lucrativos sobre o conflito israelo-palestino.  Para ele, o que há hoje já é um Estado único, comandado por judeus e que pratica um apartheid brutal contra os palestinos. A criação de um Estado com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis dias em 1967, para ele, transformaria o território palestino em um novo Bantustão - termo pejorativo usado pelos críticos do regime racista sul-africano para se referir aos Estados fictícios criados para os negros viverem em condições precárias. 


Leia a entrevista no Opera Mundi.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

‘História da região não depende da ONU’

"Depois de anos de pesquisas para meu livro Popular Resistance in Palestine conclui que as ações dos políticos nas Nações Unidas ou em outras esferas não é o mais significativo. O mais importante são as manifestações nas ruas. É assim que a história é modificada –por pessoas comuns. Os direitos civis nos Estados Unidos não foram alcançados pelos políticos. Acabar com a guerra no Vietnã não foi conseguido pelos políticos, mas apesar deles. Porque quando as pessoas querem, conseguem. E elas têm de querer o suficiente para passar para a ação. Por isso, não estou muito preocupado em ir à Onu. Estou mais interessado nas pessoas e na pressão dos palestinos sobre a Autoridade Palestina para que se faça a coisa certa. Sou um mobilizador quando escrevo e falo às pessoas, ainda que alguns o chamem isso de incitamento. É essencial que os povos desafiem seus políticos, sejam israelenses, palestinos, americanos ou brasileiros."


Confira a entrevista de Mazim Qumsiyeh, cientista e ativistas palestino, à CartaCapital.