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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EUA obrigou Google a fornecer dados de voluntários do Wikileaks

O governo dos Estados Unidos conseguiu, por meio de uma liminar judicial protegida por confidencialidade, que o Google fornecesse informações sobre as contas de e-mail de diversos supostos voluntários que estariam ligados ao site Wikileaks. As informações são dos periódicos Wall Street Journal e El Mundo.

Segundo as publicações, a ordem determina que tanto o Google quanto outros provedores menores facilitem o acesso a dados de usuários que teriam se correspondido por e-mail com Jacob Appelbaum, um dos principais voluntários do Wikileaks. 





Continue lendo no Opera Mundi

domingo, 25 de setembro de 2011

México ruma para se tornar um estado policial

As luzes de alarme já acenderam. O México caminha para a instauração de um Estado policial. No dia 21 de setembro, o presidente Felipe Calderón enviou à Câmara de Deputados uma iniciativa para renovar o Código de Procedimentos Penais que daria margem legal para realizar detenções arbitrárias em caso de urgência, incorporaria ao marco legal do país um sistema de investigação sem autorização judicial, incluindo a batida em residências por denúncia anônima, a revista de pessoas e veículos e a intervenção em comunicações entre particulares. Também assentaria as bases para a criação de um corpo de agentes infiltrados.

A medida se soma a outras já anunciadas. Em agosto, a Anistia Internacional advertiu que a situação do México está na fronteira de uma repressão generalizada como resultado da suposta responsabilidade do Exército nos casos de desaparecimentos forçados. O país, assinalou o organismo, do ponto de vista dos direitos humanos, poderia viver circunstâncias similares às verificadas nas ditaduras militares do Cone Sul nas décadas de 1970 e 1980.





Leia o texto completo na Agência Carta Maior

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Grã-Bretanha, um estado policial

A dura repressão à convulsão social ameaça a separação de poderes e Jordan Blackshaw tem 20 anos e mora na cidade inglesa de Northwich. Perry Sutcliffe-Keenan é dois anos mais velho e vem de Warrington, também na Inglaterra. Na terça-feira 17, ambos foram condenados a quatro anos de prisão por terem criado eventos na rede social Facebook convocando revoltas em suas cidades, inspirados nas que estavam ocorrendo em Londres. Detalhe: nos dois casos, os únicos que atenderam ao chamado dos jovens foram as forças policiais, que monitoravam a rede.



Com mais de 1,3 mil pessoas envolvidas nas revoltas levadas a presença de juízes, não causará surpresa se forem noticiadas nos próximos dias penas tão desproporcionais – e despropositadas – quanto às de Blackshaw e Sutcliffe-Keenan. Os dois, por sinal, admitiram em corte terem postado as mensagens e eram réus primários.
Na próxima semana, Anderson Fernandes, de 22 anos, pode juntar-se ao rol de pessoas condenadas por saques durante as manifestações. Ele confessou ter roubado três sorvetes durante os tumultos em Manchester e, portanto, foi avisado que pode vir a ser preso. Para seu azar, Fernandes não gostou do sabor e passou a sobremesa a uma outra pessoa.

Continue lendo no sítio da CartaCapital

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Infiltração e repressão: Serra repete práticas de Yeda

Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior

A prática de infiltrar policiais em manifestações e atos políticos, aplicada várias vezes contra sem terras, professores e servidores públicos no Rio Grande do Sul, é repetida agora em São Paulo pelo governo José Serra. Do mesmo modo se repetem as acusações de que os professores em greve seriam “baderneiros” e responsáveis pelos conflitos com a polícia. A decisão do PSDB de São Paulo de entrar na Justiça contra o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo também segue a mesma cartilha utilizada pelo governo Yeda no RS, onde ativistas, jornalistas e dirigentes sindicais são alvo de vários processos.


Vejam o texto completo e o detalhe do crachá em CARTA MAIOR

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

AI-5 em São Paulo - Polícia do Serra invade o Sindicato dos Jornalistas e intimida ato público

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, indignado, lamenta e protesta contra a invasão realizada na noite do último dia 14 por Policiais Militares, durante realização de ato em defesa do III Plano Nacional de Direitos Humanos, que tinha nítida tentativa de intimidar os participantes.

A intimidação já havia ocorrido por volta do meio-dia durante a entrega protocolada de carta à presidência da República no seu escritório de São Paulo, na esquina da avenida Paulista e Rua Augusta A PM por duas vezes exigiu saber “o nome dos responsáveis” pelo evento – do qual participaram cerca de 30 pessoas e foi totalmente pacífico.

Mais tarde, por volta das 18 horas, um sargento da PM veio à sede do Sindicato para saber que tipo de ato estava sendo preparando para a noite. Depois de receber explicações de que se tratava de cerimônia interna, o sargento pediu o número da carteira de identidade do nosso diretor André Freire – o que já é um abuso.

Vejam mais no blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Gore Vidal: EUA, o maior estado policial do mundo

Muitos dentre nós esperaram que o governo Obama nos presenteasse com um renascimento da velha república tão brutalmente apagada há poucos anos por aquela gangue de detonadores do sistema judicial, Bush & Gonzales, que levou, por sua vez, a um recente incidente em Cambridge, Mass.[1], o qual provocou em muitos norte-americanos certo grau de alarme.
(...)
É muito pior do que qualquer previsão. Mas, verdade seja dita, os sinais já apareciam bem claros há alguns anos: os EUA são hoje nação proto-fascista e, parece, sem volta; e não se viu nem se vê, a verdade é essa, nenhum sinal de que nossa imprensa sempre alerta esteja vendo alguma coisa. Perdõem-me se a ironia lhes parecer pesada demais, mas cansei, de vez, dessa conversa de "a maior nação do país", como dizia Spiro Agnew.

Vejam mais em Viomundo do Luiz Carlos Azenha

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Uso de perfil étnico é inútil na prevenção do terror, aponta estudo

Em um estudo divulgado na terça-feira, o Instituto Sociedade Aberta - um centro de estudos e organização que promove a democracia, financiado pelo bilionário George Soros- argumenta que o uso do perfil racial contra muçulmanos é basicamente uma ferramenta de relações públicas para fazer com que as pessoas se sintam mais seguras após um ataque terrorista. Após os atentados no metrô e a um ônibus em Londres em 2006, por exemplo, batidas altamente divulgadas contra mesquitas e checagem das identidades nas áreas muçulmanas deram ao público a impressão de que a polícia estava agindo.

O relatório, intitulado "Uso da Discriminação Étnica na União Europeia", argumenta que o uso do perfil é tanto ineficaz quanto contraproducente, apontando que "paradas e buscas conduzidas pelos poderes de contraterrorismo na Europa produziram poucos indiciamentos por terrorismo e nenhuma condenação até o momento". Ao mesmo tempo, visar comunidades específicas as aliena, "contribuindo para o crescente senso de marginalização nas comunidades minoritárias e de imigrantes".

Texto completo, da Der Spiegel, no UOL Notícias.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Medidas pós-11 de Setembro criaram estados policiais

Uma Comissão Internacional de Juristas, na qual participa, entre outras personalidades, a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson, divulgou um estudo em que afirma que os Estados Unidos e o Reino Unido questionaram activamente o primado da lei e ameaçaram as liberdades civis, sob o pretexto de combater o terrorismo. No mesmo dia, uma ex-chefe do MI5, a contra-espionagem britânica, afirmou que as medidas policiais levaram os cidadãos britânicos a "viver com medo e sob um estado policial".

Dame Stella Rimington, a primeira mulher a dirigir o MI5 de 1992 a 1996, disse numa entrevista ao diário catalão La Vanguardia que teria sido melhor que o governo britânico reconhecesse que havia riscos, em vez de assustar as pessoas para poder aprovar leis que restringem as liberdades, levando precisamente a um dos objectivos dos terroristas: que as pessoas vivam com medo e sob um estado policial.

Stella Rimington criticou também os Estados Unidos, dizendo que foram demasiado longe com Guantánamo, conseguindo o efeito oposto: dar justificação a que mais e mais pessoas ofereçam para participar em atentados suicidas.

Vejam o texto completo no Esquerda.Net