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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Raiva mal dirigida

Noam Chomsky

Ridicularizar as travessuras do Tea Party não é o mais acertado. Seria muito mais apropriado tentar compreender o que é que subjaz por trás do encanto do popular movimento, e perguntar-nos a nós mesmos por que uma série de pessoas justamente enraivecidas estão sendo mobilizadas pela extrema direita e não pelo tipo de ativismo construtivo que surgiu nos tempos da Depressão.
(...)
Tomando emprestadas as palavras de Fritz Stern, o ilustre estudioso da história alemã: "tenho idade suficiente para recordar-me daqueles dias arrepiantes e ameaçadores em que os alemães despencaram da decência ao barbarismo nazista". Num artigo de 2005, Stern indica que tem o futuro dos Estados Unidos em mente quando repassa um "processo histórico em que o ressentimento contra o mundo secular desencantado encontrara a liberação no êxtase do escape da razão".

Vejam o texto completo em NODO50

domingo, 8 de fevereiro de 2009

"Solução neokeynesiana e novo Bretton Woods são fantasias"

Em entrevista à revista inglesa Socialist Review, István Mészàros, um dos principais pensadores marxistas da atualidade, analisa a crise econômica mundial e critica aqueles que apostam que ela será resolvida trazendo de volta as idéias keynesianas e a regulação. "É uma fantasia que uma solução neo-keynesiana e um novo Bretton Woods resolveriam qualquer dos problemas dos dias atuais", defende Mészàros. Para ele, estamos vivendo a maior crise na história humana, em todos os sentidos.

Em 1971 István Mészàros ganhou o Prêmio Deutscher pelo seu livro A Teoria da Alienação em Marx e desde então tem escrito sobre o marxismo. Em janeiro deste ano, ele conversou com Judith Orr e Patrick Ward, da Socialist Review, sobre a atual crise econômica.


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