Ao longo deste mês, muito se mostrará, escreverá e falará sobre o transcurso dos 40 anos de um dos acontecimentos mais emblemáticos e alentadores do século passado: o Festival de Música e Artes de Woodstock. Temo, entretanto, que os enfoques da indústria cultural fiquem entre o nostálgico e o pitoresco, como inimiga que foi e é dos ideais que se corporificaram nesse magnífico evento. Depois da efeméride inescapável, o que ela quer mesmo é remeter Woodstock para o arquivo morto por mais 10 anos. Então, torcendo para que outros veteranos do sonho também o façam, vou discorrer sobre a vitalidade de Woodstock e os caminhos que nos aponta hoje e agora para a construção de um mundo melhor.
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