Em artigo no site da Revista Fórum, o jornalista Kerison Lopes critica a matéria “O êxodo das cordas”, publicada na Carta Capital. Ele diz que a reportagem comete falhas graves ao abordar a contratação de músicos estrangeiros pela Orquestra Sinfônica do Estado de Minas Gerais. “Não houve o cuidado mínimo de apuração”, observa.
``Ao contrário das maravilhas que Ana Paula conta, o que se viu em audições realizadas pela OSCIP foram cenas dignas de uma comédia, com jurado fugindo pela janela para se esconder do oficial de justiça que levava a proibição para realizar a seleção.''
VERMELHO
FÓRUM
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sábado, 19 de abril de 2008
sábado, 12 de abril de 2008
Aécio (PSDB) privatiza a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
``Como vem fazendo com outras políticas públicas, o governo do estado resolveu promover a privatização da cultura, através da transferência da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) para uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).'' (LEIA NO VERMELHO.org.br)
Leia no G1 de Dez/2007: ``Briga de orquestras acaba na Justiça em Belo Horizonte''
Acompanhe o caso aqui (Hudson Lacerda)
Leia no G1 de Dez/2007: ``Briga de orquestras acaba na Justiça em Belo Horizonte''
Acompanhe o caso aqui (Hudson Lacerda)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Sobre o medo e a coragem
Não é o só o fato do novo jeito de tergiversar não ter a menor idéia de quais áreas pretende repassar às OSCIPs que surpreende na entrevista concedida por Fernando Schüler ao jornaleco da Azenha, da qual La Vieja reproduziu um trecho logo abaixo.
Examinemos mais detalhadamente as afirmações abaixo, do secretário da Justiça e do Desenvolvimento Social do novo jeito de avançar:
"Somos uma sociedade que desconfia demais. E isso tem sido um problema para a construção de consensos e para o avanço do Estado. Em parte, chegamos na crise a que chegamos porque tivemos medo de avançar e de nos modernizar" (Os grifos são meus).
La Vieja não crê que o fato de supostamente sermos uma sociedade que desconfia demais seja um problema para a construção de consensos. Tal desconfiança, muito pelo contrário, tem sido até uma virtude. Não fosse ela teríamos deglutido tanto o Pacto Pelo Rio Grande, articulado, entre outros, pelo brilho intelectual de um Cézar Busatto (PPS-RS) e de um José Barrionuevo (ex-PRBS), quanto a Agenda Estratégica do RS 2006/2020: O Rio Grande que Queremos, capitaneada pela Farsul, pela FCDLs, pela Federasul, pela Fecomércio e pela Fiergs, os clubinhos das indústrias, do comércio e da agricultura do estado. Não fosse certa dose de prudência o Rio Grande do Sul que realmente queremos não seria senão o Rio Grande do Sul que querem José Barrionuevo ou, na melhor das hipóteses, Farsul e Fiergs: um imenso latifúndio com vista para um distrito industrial.
O texto continua em La Vieja Bruja.
Examinemos mais detalhadamente as afirmações abaixo, do secretário da Justiça e do Desenvolvimento Social do novo jeito de avançar:
"Somos uma sociedade que desconfia demais. E isso tem sido um problema para a construção de consensos e para o avanço do Estado. Em parte, chegamos na crise a que chegamos porque tivemos medo de avançar e de nos modernizar" (Os grifos são meus).
La Vieja não crê que o fato de supostamente sermos uma sociedade que desconfia demais seja um problema para a construção de consensos. Tal desconfiança, muito pelo contrário, tem sido até uma virtude. Não fosse ela teríamos deglutido tanto o Pacto Pelo Rio Grande, articulado, entre outros, pelo brilho intelectual de um Cézar Busatto (PPS-RS) e de um José Barrionuevo (ex-PRBS), quanto a Agenda Estratégica do RS 2006/2020: O Rio Grande que Queremos, capitaneada pela Farsul, pela FCDLs, pela Federasul, pela Fecomércio e pela Fiergs, os clubinhos das indústrias, do comércio e da agricultura do estado. Não fosse certa dose de prudência o Rio Grande do Sul que realmente queremos não seria senão o Rio Grande do Sul que querem José Barrionuevo ou, na melhor das hipóteses, Farsul e Fiergs: um imenso latifúndio com vista para um distrito industrial.
O texto continua em La Vieja Bruja.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
A descriminalização do assalto ao Estado
O esquema pré-republicano no Detran/RS (para usar um eufemismo) já durava cinco anos. O esquema dos filatelistas heterodoxos na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul também durou muitos invernos da nossa cidadania. É de se perguntar, pois, pelas auditorias públicas: o que fazem as instituições públicas de auditagem e controle do Estado? Estarão esses órgãos devidamente apetrechados para verificar, denunciar e criminalizar as graves irregularidades que ora a Polícia Federal desvenda em poucos meses de investigação?
É óbvio que não.
Pois, o governo tucano e seus aliados ainda tiveram a pachorra de remeter um projeto de lei à Assembléia que tornam as coisas ainda mais frouxas e facilitadas para a farra com os recursos públicos. No início de outubro último, portanto, há cerca de um mês, a governadora Yeda Crusius apresentou ao Legislativo o chamado projeto das Oscips (sigla para Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). Esse projeto maroto pega carona no pacote para equilibrar as contas do Estado. A matreirice disfarçada de interesse público universal.
Com o projeto das Oscips, o Estado qualificaria com o selo público determinadas organizações privadas no sentido de torná-las parceiras do governo na gestão administrativa de algumas funções e serviços públicos. São passíveis de entrega à iniciativa privada áreas inteiras da cultura, da assistência social, do fomento à prática esportiva, e as sensíveis áreas da educação e saúde. A estimativa dos burocratas tucanos é de que pelo menos trinta instituições públicas do Estado sejam alvo da cobiça privada. Será a farra da farra.
Este texto continua no Diário Gauche.
É óbvio que não.
Pois, o governo tucano e seus aliados ainda tiveram a pachorra de remeter um projeto de lei à Assembléia que tornam as coisas ainda mais frouxas e facilitadas para a farra com os recursos públicos. No início de outubro último, portanto, há cerca de um mês, a governadora Yeda Crusius apresentou ao Legislativo o chamado projeto das Oscips (sigla para Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). Esse projeto maroto pega carona no pacote para equilibrar as contas do Estado. A matreirice disfarçada de interesse público universal.
Com o projeto das Oscips, o Estado qualificaria com o selo público determinadas organizações privadas no sentido de torná-las parceiras do governo na gestão administrativa de algumas funções e serviços públicos. São passíveis de entrega à iniciativa privada áreas inteiras da cultura, da assistência social, do fomento à prática esportiva, e as sensíveis áreas da educação e saúde. A estimativa dos burocratas tucanos é de que pelo menos trinta instituições públicas do Estado sejam alvo da cobiça privada. Será a farra da farra.
Este texto continua no Diário Gauche.
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