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quinta-feira, 25 de julho de 2013

O que é necessário para vender a fotografia mais cara da história?

A arte é cara. Não, melhor: a alta arte é cara. É um dos mercados mais manipulados e desregulados do mundo, com uma minoria de artista na estratosfera superior e uma maioria de desconhecidos no piso térreo. Recentemente falamos das dez fotografias mais caras já vendidas, e três delas são do mesmo artista: Andreas Gursky, que iniciou uma nova exibição no Japão neste mês. Então parece um momento apropriado para perguntarmos: como a “Gurskymania” começou?


Confira no Gizmodo Brasil

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mercado reage diferente com empregos nos EUA e no Brasil

Em abril foram criados 196 mil empregos no Brasil contra 165 mil nos Estados Unidos  

Mauricio Athayde
A reação do “mercado” surpreende pela capacidade de conduzir as informações de acordo com seus interesses, interpretando indicadores econômicos a seu bel-prazer e conveniência. A prova disso são os números de criação de emprego nos Estados Unidos no mês de abril, que ficou em 165 mil novos postos de trabalho, baixando um pouco a taxa de desemprego para 7,5%. A informação foi motivo de comemoração, com bolsas subindo, declarações animadas de investidores, economistas e lobistas. No Brasil, no mesmo período, foram criados cerca de 196 mil novos postos de trabalho, aproximadamente 16% a mais do que nos Estados Unidos, e, surpreendentemente, o mercado reclama. Nossa taxa de desemprego está em absurdos 5,7%. 

Vejam mais no JORNAL DO BRASIL

sábado, 2 de fevereiro de 2013

EUA querem barrar negócio de US$ 20 bi entre cervejarias


O Departamento de Justiça dos EUA entrou com processo para evitar que a AB InBev adquira a mexicana Modelo, sob a argumento de que o negócio seria prejudicial à concorrência e ao consumidor -com a consequente elevação do preço da cerveja.

Maior cervejaria do mundo em receita, a AB InBev, dona de marcas como Budweiser, Stella Artois, Brahma, Antarctica e Skol, anunciara em junho de 2012 que havia acertado pagar US$ 20,1 bilhões pelo controle da Modelo -que fabrica a Corona.



Notícia da Folha de São Paulo, disponível em Colagens do Umbigo e da Mosca Azul

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Google e Amazon passam a vender livros no Brasil; leitor Kindle vai custar R$ 299


Google Play (loja de conteúdos do Google) e Amazon começaram, sem alarde, a venda de livros eletrônicos no mercado brasileiro. Ambas anunciaram em suas páginas oficiais a notícia, no início da madrugada desta quinta-feira (6). No caso da Amazon, a companhia ainda informa que vai vender o leitor eletrônico Kindle no Brasil com preço sugerido de R$ 299 – nos Estados Unidos, o mesmo aparelho custa US$ 69 (aproximadamente R$ 145).
A versão do Kindle que será vendida no Brasil, pelo que indica o site da Amazon Brasil, é a mais simples. Ele conta com conexão Wi-Fi, tela de 6 polegadas (convencional, não é sensível ao toque) com a tecnologia e-ink e 2 GB de armazenamento (que comporta até mil livros eletrônicos). A carga de bateria do leitor digital pode chegar a um mês com a opção de Wi-Fi desligada. 

Confira no UOL Tecnologia

domingo, 25 de setembro de 2011

O colapso neoliberal – Volume II

 Márcia Denser

Estreou esta semana na tevê a cabo Wall Street – o dinheiro não dorme, uma produção da Fox (argh!) dirigida por Oliver Stone. Não querendo dar release de Stone (mas já dando), um tremendo diretor com um pensamento de esquerda, cuja filmografia inclui obras antológicas como Platoon (86), o primeiro Wall Street (87), Nascido a 4 de julho (89), Assassinos por natureza (94), JFK (91), Nixon (95), Um domingo qualquer (99), inexplicavelmente pontuadas por abordagens equivocadas, como o recente W (2008) , uma biografia estupidamente “psicologizada” de George W. Bush, que deixa do lado de fora o mais importante, omitindo suas motivações e ações, cujas nefastas consequências mudaram o rumo da história recente, reduzindo-o a um “garotinho inseguro cujo único propósito seria agradar o Grande Bush Pai”. Como se em meio aos tsunamis do 11 de setembro ou a ascensão do Capitalismo do Desastre e seu cortejo de guerras limpas e sujas, Stone “optasse” pelos “laços da família Bush”.

Vejam o texto completo em CONGRESSO EM FOCO

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Brasil não é um negócio - O mercado quer que a Petrobras seja o que a Vale foi

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje à Agência Reuters que a balança de derivados de petróleo da empresa terá déficit até 2015, em meio à crescente demanda e à limitação na capacidade de refino. Ou seja, que a empresa terá de importar derivados de petróleo para satisfazer o consumo brasileiro.
De outro lado, o que não ficou expresso, é que com nossa crescente produção de óleo bruto, teremos de exportá-lo, sem poder refina-lo aqui.
As pessoas menos informadas dizem: que absurdo, importar derivados e exportar petróleo.
E é mesmo, mas é uma situação da qual não se pode fugir a curto prazo. E que, de quebra, ainda é agravada pela crise do etanol.
Isso é resultado da herança maldita de duas eras que o Brasil atravessou. A que ficou conhecida como “década perdida”, os anos 80 – Governos Figueiredo e Sarney – e o neoliberalismo – Collor e Fernando Henrique .

Vejam o texto completo em GRUPO BEATRICE

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Chegamos ao "beco sem saída" do capitalismo

O parlamento grego decidiu capitular ante o capital financeiro e aceitar as políticas financeiras destrutivas que, citando Michael Hudson(1), constituem a versão estilo século 21 de um ataque militar direto. Os banqueiros estão se apropriando de um lucro fabuloso usando o "martelo da dívida", para conseguir assim o botim permitido nas antigas guerras: privatização dos bens públicos nos termos mais favoráveis para os financiadores.


A notícia de que o Parlamento grego capitularea ante o Banco Central Europeu, o FMI e o mundo das finanças foi recebida muito bem no mundo financeiro e nas bolsas, demonstrando que os credores, grandes bancos alemães e franceses, ganharam uma importante batalha ainda que tenham destruído por muitos anos um mercado e uma economia. Reação lógica, como quando há umas duas décadas o valor na bolsa de uma empresa subia no momento em que anunciava a demissão de centenas ou milhares ou encerramento de uma de suas fábricas e a eliminação por certo tempo de centenas de milhares de consumidores do mercado, ou que fora comprada por um fundo privado de investimentos para ser despedaçada, eliminar grande parte dos trabalhadores e ser vendida em "partes" aos especuladores, e assim sucessivamente, retornando à crença medieval de que uma sangria cura e fortifica, quando na realidade mata.

Vejam o texto completo (castelhano) em AMERICA LATINA EM MOVIMENTO

sexta-feira, 18 de março de 2011

LEAP prevê colapso global do mercado de títulos do Tesouro dos EUA

(Chico Villela) O Laboratório Europeu de Antecipação Política –LEAP 2020 acaba de lançar seu boletim número 53, em que prevê a aceleração do colapso do mercado de títulos do Tesouro dos EUA a partir do segundo semestre deste ano. O LEAP há tempos vem antecipando eventos-chave econômicos, políticos e sociais mundiais com elevada margem de acerto.

A questão reside tanto na iminente venda de grandes lotes quanto na redução da capacidade de compra dos grandes detentores da dívida em títulos dos EUA, da ordem de 4,4 trilhões de dólares. China (20%), Reino Unido,Japão e países produtores de petróleo do Golfo Pérsico detêm a maior parte dos títulos.

Vejam o texto completo em NOVAE



domingo, 13 de março de 2011

Cavalo de pau na economia?

"Taxa de crescimento do país deslizou de 7,5% ao ano para 3,5% neste início de 2011. BC recua e já admite encurtar ciclo de alta dos juros. Mas rentistas criticam moderação do banco e exigem novas altas da Selic com base nas 'expectativas de alta dos preços'. Episódio expõe fragilidade da metodologia que torna a política monetária (leia-se a sociedade) refém das 'expectativas dos mercados': "Esse sistema de coleta semanal de expectativas junto ao "mercado" dá margem para a criação de um clima de "terrorismo inflacionário" no qual a deterioração dos índices de inflação de curto-prazo (causados por fatores como aumento dos preços das commodities internacionais, sazonalidade dos índices e etc) gera uma piora constante das expectativas de inflação ..., criando uma atmosfera de "descontrole inflacionário" a qual leva a uma pressão política por um imediato (e rápido) ajuste da taxa de juros" (José Luis Oreiro, especial para Carta Maior, nesta pág.)

(Carta Maior; 2º feira, 14/03/2011)

terça-feira, 1 de março de 2011

APRENDIZES DE MADOFF, GANANCIA INFECCIOSA & LAISSEZ FAIRE

"Um grupo de jovens competitivos --alguns, filhos de famílias endinheiradas, todos formados nas melhores faculdades de economia e administração do país-- operava no mercado brasileiro um esquema de pirâmide semelhante ao que gerou um rombo de US$ 30 bi nos EUA, no célebre calote da corrente especulativa administrada pelo financista Bernard Madoff'(condenado a 150 anos de prisão). A exemplo do que aconteceu lá, a pirâmide dos aprendizes nativos de Madoff implodiu aqui na semana passada. A ‘Porto Forte',Fomento Mercantil, criada em 2002, captava recursos no mercado , aspas para o jornal Valor de 28/02, "à margem de qualquer tipo de regulamentação ou fiscalização" das zelosas autoridades ortodoxas do BC tupiniquim. As mesmas que devem anunciar nesta 4º feira mais um aumento na taxa de juros do país em nome da 'estabilidade'. Os acionistas do fundo especulativo, entre eles José Ermírio de Moraes Filho, herdeiro do grupo Votorantim e membro do ‘conselho consultivo da ‘Porto', prometiam o céu na terra : remuneração mínima sem risco, na base de 160% acima dos CDIs, fosse qual fosse a taxa do CDI (o CDI é um título de transações entre bancos; sua a taxa,cobrada por um banco quando empresta a outro, funciona como um piso do mercado, semelhante a Selic). Há alguns dias o ‘mercado' descobriu que a ‘Porto Forte' tinha ido a pique. Não dispunha de caixa para entregar o que prometera . Quem ainda estava atracado arcará com o ‘prejú' decorrente da revoada anterior dos mais espertos. O tombo, calcula-se, é de pelo menos 50% do investimento original. A seleta turma que levou o ‘beiço' -cerca de 450 gentis cidadãos- pertence à fina flor das chamadas ‘classes dirigentes' nativas. Um pessoal acostumado ao trato com o dinheiro grosso, escolado nos ardis e picaretagens das finanças. A ganância infecciosa e o laissez faire que subsiste na área financeira, levou-os, porém, a amarrar o dinheiro numa canoa furada. É mais uma história exemplar de estrepolias dos endinheirados, a ser abafada pelos defensores da desregulação e do Estado mínimo."

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Moody's admite que contribuiu para crise financeira

Ex-analistas da agência disseram ter sido pressionados para melhorar a avaliação de certos produtos financeiros

O presidente da agência de classificação de risco Moody's, Raymond McDaniel, admitiu hoje os erros de seu sistema de análise, que contribuiu para a crise financeira por ter dado boas qualificações a títulos hipotecários de má qualidade. Em um comunicado apresentado à comissão de investigação sobre a crise financeira internacional criada pelo Governo e pelo Congresso americanos, McDaniel confessou que o nível de precisão das avaliações da companhia "foi profundamente desalentador".

"A Moody's certamente não está satisfeita", afirmou McDaniel, em um testemunho por escrito apresentado à comissão, que realizou uma audiência em Nova York. Na audiência, ex-analistas da companhia disseram ter sido pressionados pela gerência da agência para melhorar a avaliação de certos produtos financeiros em benefício de seus emissores, que são os que pagam pelos serviços da Moody's. Além da Moody's, as agências de classificação de risco Standard & Poor's e Fitch, principais do mundo, atribuíram avaliações de alta qualidade a títulos imobiliários que acabaram por conter hipotecas subprime. [Segue no iG AQUI.]

#moody's

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A aliança BC-mercado para garfar o Tesouro

Às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou ontem que os juros pedidos pelos investidores para comprar títulos do governo estão ”acima do razoável”, levando em conta a perspectiva de inflação. Em tom mais elevado que o habitual, o secretário mandou um recado aos investidores: o Tesouro não vai sancionar taxa de juros elevadas nos leilões de vendas de títulos.

Mais no blog do Luís Nassif.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A morte do neoliberalismo?

(...)
O fracasso básico da estratégia neoliberal foi a fé não fundamentada de que o mecanismo de mercado automaticamente asseguraria que os lucros acrescidos gerados através da redução da fatia salarial no rendimento nacional seriam finalmente canalizados para o investimento produtivo. Em retrospectiva, contudo, a evidência sugere que a restauração da taxa de lucro foi alcançada esmagadoramente através de formas de exploração intensivas ao invés de extensivas, as quais tiveram o efeito geral de aumentar a taxa de produtividade através da reestruturação e racionalização do mercado de trabalho. Consequentemente, as forças purgativas induzidas por uma intensificação da competição fracassaram no relançamento produtivo e no dinamismo tecnológico; ou naquilo a que se referia Schumpeter como as tempestades da "destruição criativa". Ao invés de proporcionar os fundamentos para a reconversão tecnológica e a melhoria industrial, os aumentos drásticos nos lucros agregados foram dissipados em fusões e aquisições corporativas, engenharia financeira especulativa e outras formas de extracção de renda e despesas totalmente improdutivas. Na esteira da desregulamentação financeira do princípio da década de 1980, estas propensões especulativas atingiram proporções verdadeiramente espantosas e levaram a uma série sem precedentes de booms de preços de activos. O ciclo de negócios tornou-se quase inteiramente dependente de bolhas nos preços de activos. A vulnerabilidade real deste regime de acumulação conduzido pelas finanças é que foi baseado sobre o maior boom de acções da história moderna. O boom especulativo da década de 1980 nos Estados Unidos já atingiu o seu zênite. O estouro da bolha financeira está agora a repercutir numa escala global.

O mito do mercado – pintado pelas mais altas sumidades da teoria económica neoclássica como o portador da eficiência distributiva
(allocative) e a fonte de dinamismo competitivo e inovador – foi na realidade um dispositivo ideológico para esconder os interesses reais de poderosos oligopólios corporativos. A consolidação do domínio de classe envolveu a redistribuição gradual da riqueza através de cortes fiscais, privatização e desregulamentação, dos receptores de salários comuns para os escalões mais altos de accionistas ricos e seus aliados subalternos da classe corporativa. Sem considerar os encarregados dos seus partidos políticos, o estado neoliberal implacavelmente buscou a visão distópica de um império informal da livre empresa (Arrighi, 1978). A lenga-lenga do comércio livre e do impulso para mercados de trabalho desregulamentados acompanhou estas panacéias neoliberais, enquanto privatizações por atacado proporcionaram um terreno fértil na reprodução expandida do capital para os sectores antigamente de propriedade estatal e regulados (isto é, transportes, educação, serviços públicos, infraestrutura social e serviços, recursos naturais, etc). Estes processos de "acumulação por despojamento" foram retratados por Harvey de forma incisiva: "Se os principais feitos de neoliberalismo foram redistributivos ao invés de produtivos, então é preciso encontrar caminhos para transferir activos e redistribuir riqueza e rendimento da massa da população rumo às classes superiores ou dos países vulneráveis para os mais ricos (isto é, acumulação por despojamento)" (Harvey, 2006: 43).
Vejam o texto completo em RESISTIR.INFO

sábado, 25 de abril de 2009

Leituras do Manifesto Comunista fazem sucesso na Alemanha

Segundo um artigo publicado no semanário Freitag, o actor alemão Rolf Becker tem-se dedicado à iniciativa de realizar sessões de leitura públicas do "Manifesto do Partido Comunista", escrito por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848. Cada sessão de leitura demora cerca de duas horas, durante os quais Becker transmite ao público partes do conteúdo do texto.

(...)

E não descrevia já o Manifesto em 1848 com uma enorme clareza aquilo que hoje em dia se chama globalização, enquanto mostra que a burguesia, na busca constante de colocação dos seus produtos, em virtude do gigantesco e constante aumento das suas próprias forças produtivas, se tem de espalhar por todo o globo e em todo o lado estabelecer ligações, em todo o lado explorar as matérias primas que necessita, independentemente do lugar onde depois essas matéria-primas são trabalhadas e os produtos vendidos, criando uma dependência das nações umas das outras? E dessa forma, obrigando todas as nações a adoptarem o seu modo de produção, sob pena de serem destruídas, em suma, criando um mundo à sua própria imagem?


Vejam o texto completo em Esquerda.Net


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Marcio Pochmann: Mudança de paradigma

Com o passar do tempo, percebe-se como os eventos de uma grande crise podem potencializar o surgimento de novas correntes de pensamento e ação. Dadas a manifestação inicial e a reação imediata por parte dos governos de diferentes países, a crise atual do capital globalizado já implica significativa mudança de paradigma.

Nas últimas duas décadas, o paradigma dominante era o das mudanças, que se expressou na reforma do Estado, com a privatização e a focalização do gasto social, na financeirização da riqueza, na desregulação dos mercados (financeiro, de bens e trabalho), entre outros. Isso provocou um enorme desbalanceamento na relação entre o Estado e o mercado, com extrema valorização do último.


Vejam mais no Portal da Fundação Perseu Abramo

sábado, 17 de janeiro de 2009

O enfrentamento cultural do neoliberalismo

“Cabe-nos o desafio de recuperar a vida como valor central de todas as nossas relações sociais. Faz parte do enfrentamento de um grave problema de ordem ética e moral imposta a partir da hegemonia do pensamento liberal e neoliberal, que nos legou uma sociedade em que as mercadorias perdem a referência de sua razão social e vivem por si, alimentadas por uma cultura imediatista e hedonista. Tudo, inclusive o corpo, é mercadoria e se banaliza.” Esse é um trecho do artigo “A desigualdade é violenta” de autoria do companheiro Patrus Ananias, Ministro do Desenvolvimento Social.

“A medida dos custos da poluição prejudicial à saúde depende dos rendimentos perdidos por causa da morbidez e mortalidade acentuadas. Deste ponto de vista, determinada quantidade de poluição prejudicial à saúde deveria ser realizada no país com custos mais baixos, isto é, no país com os salários mais baixos”. Declaração atribuída a Lawrence Summers, um “especialista” do Banco Mundial

De um lado a lógica da mercantilização de todas as relações autorizando um estapafúrdio “especialista” a defender que se polua mais em países cujos salários são mais baixos, o que se justificaria por uma suposta relação custo/benefício onde a morte e a doença não passam de fatores de ponderação de risco para os investimentos. De outro lado, um pensamento que pretende instaurar a Vida, não só a humana, no centro gerador de sentido e como eixo orientador da ação do Estado.


Vejam mais no Portal do PT

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Toda crise tem sete fases.

Fase 1. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo boato.
Fase 2. Sim, temos um problema mas tudo está sob controle.
Fase 3. O problema é grave mas medidas corretivas já foram tomadas.
Fase 4. O problema é muito grave mas as medidas emergenciais surtirão efeito.
Fase 5. Pânico geral e salve-se quem puder.
Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.
Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.

Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na Fase 3. Precisamos nos proteger contra a possibilidade de chegarmos na Fase 5, quando basta um entrevistado na televisão afirmar “que esta crise é igual ou pior que a de 1929”, como vários já falaram, ou escrever no jornal “as conseqüências da crise chegaram definitivamente no Brasil”, como já foi publicado, e gerar pânico por aqui.

Não, a crise ainda não chegou no Brasil, ainda estamos na Fase 3 e mesmo se crescermos 0% este ano, o que ninguém prevê, toda empresa irá vender a mesma coisa no ano que vem. Sua promoção pode estar em risco mas não o seu emprego.

Leia todo o artigo de Stephen Kanitz, aqui. (Dica do Luciano Rodrigues)

sábado, 1 de novembro de 2008

Denise L. Gentil e Gilberto Maringoni: O que o caos pode nos ensinar?

O fim do neoliberalismo não se dará na economia, mas na luta política.

Estamos no olho do furacão. Como um vendaval descontrolado, a crise arrasta negócios, governos e países a situações-limite, quebrando parâmetros até ontem tidos como imutáveis. O mercado, onde está o mercado que a tudo regula e enquadra? Que fim levou a mão invisível e sua insuperável sabedoria na alocação de investimentos?

A liberdade absoluta de movimentação de capitais e a desregulamentação financeira, elevadas à categoria de valores democráticos ao longo das últimas duas décadas, impossibilitam qualquer avaliação objetiva sobre as dimensões ou mesmo o ritmo do desastre.

Apressadamente, alguns analistas difundem a idéia de que as intervenções dos bancos centrais de vários países, injetando dinheiro em instituições financeiras em vias de quebrar, representariam o fim das chamadas teses neoliberais, que se baseiam na absoluta superioridade do mercado como organizador sistêmico. A volta do Estado interventor garantiria, assim, o fim de uma era.

Na verdade, não é esta a essência do modelo, embora seja uma de suas pedras de toque. Ou seja, sua contradição principal não se dá entre liberalismo e intervencionismo ou aquela estabelecida entre mercado e Estado, mas na absoluta subordinação do público ao privado. Entenda-se privado, no momento atual, como todas as formas de capital, sob a hegemonia de sua vertente financeira. E pode-se também entender como público o espaço dos interesses coletivos.

O que se assiste em diversas economias do mundo - EUA à frente - é, na verdade, o setor público - do Tesouro, mantido pela população - atuando como garantidor último dos interesses privados. É o que deve estar no cerne da discussão sobre o socorro de mais de US$ 3 trilhões, realizados por governos de todo o planeta, a bancos e agentes financeiros. Não se está estatizando nada, o que ocorre é a privatização da riqueza pública em favor da especulação financeira. A clássica socialização dos prejuízos, marca histórica de qualquer sociedade capitalista.


Vejam o texto completo no Portal da Fundação Perseu Abramo e aproveitem para ler também:


1. Paul Singer: A relação entre as finanças e a economia da produção e do consumo


2. Bernardo Kucinski: A conta da crise já chegou aos trabalhadores

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O mercado editorial brasileiro cresceu

O mercado editorial brasileiro cresceu 6,4% em 2007 e seu faturamento anual foi de R$ 2,28 bilhões, ante R$ 2,14 bilhões no ano anterior. As editoras venderam no período um total de 200.257.845 exemplares, 8,2% a mais que em 2006, quando foram comercializados 185.061.646 exemplares. O número de livros produzidos no País, um dos oito maiores produtores de livros no mundo, cresceu ainda mais: 9,5% (351.396.288 exemplares, ante os 320.636.824 de um ano antes). Os dados foram anunciados hoje (1/10), em São Paulo, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e fazem parte da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2007, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Saiba mais no Jornal Já.

sábado, 31 de maio de 2008

Sony e Samsung já fabricam telas Oled

A Sony fabrica desde o ano passado pequenos televisores com tela Oled de 11 polegadas e 0,3 milímetros de espessura. A Samsung também está apostando na tecnologia e promete lançar televisores, monitores e laptops com o produto nos próximos dois anos. Na semana passada, a empresa apresentou durante evento em Los Angeles o seu primeiro laptop com tela em Oled. As telas Oled são consideradas uma geração futura ao LCD e ao plasma. Na Folha.