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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Capitalismo americano: uma usina de pobres

  Existe um traço comum entre a rastejante recuperação norte-americana sob a batuta de Obama, a etapa aguda da crise que a antecedeu -- capitaneada por Bush Jr-- e, antes ainda, o período de apogeu que originou tudo, composto pelo desmonte regulatório nas mãos de Reagan (1981-1989), seguido da consolidação rentista, sob a batuta do democrata amigo de FHC, Bill Clinton (1993-2001).

O fio que interliga o enredo é a persistente disseminação da pobreza na maior potencia capitalista da terra, antes, durante e depois do colapso de 2008.

A caminho do quinto ano, a crise mantém os pobres no limbo dos renegados; ao contrário do que se viu nos anos 30, subordina seu resgate à salvação das finanças, como criticou a Presidenta Dilma Rousseff, na ONU, nesta 3ª feira.

A prioridade ortodoxa justifica jogar novas cargas ao mar e ofusca a questão política central dos dias que correm: turbinado organicamente pelas finanças, o capitalismo atravessou o Rubicão despindo-se de qualquer compromisso com o presente e o futuro da sociedade; nos EUA, bem antes da crise, em pleno ciclo de expansão dos lucros e da produtividade, a engrenagem passou a cuspir regressividade e pobreza, gerando uma massa crescente de renegados. A esses, como sentenciou Mitt Romney, o mercado não tem o que dizer.

Vejam mais no Blog das Frases (Carta Maior-26/09/2012)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"A Dama de Ferro" relega política a segundo plano para humanizar Margaret Thatcher

É verdade que por ser uma pessoa polêmica, talvez fosse complicado para a diretora escolher quem ela iria mostrar. Para os britânicos mais conservadores, Thatcher foi um modelo de resistência que transformou o Reino Unido em uma nação próspera. Mas, geralmente lembrada por sua personalidade ambiciosa e cruel, é ainda sinônimo de uma pessoa que fazia cortes públicos constantes e nunca se preocupou com os pobres. "Ela aumentou as taxas e fez com que os ricos ficassem mais ricos e os pobres não importassem. Ela nunca ajudou os pobres, mas agora vendo o filme, com ela doente assim, eu chego a ter dó", disse Claire Tottin, de 82 anos, ao final da sessão. Christian Wolmar, escritor e especialista em transporte, autor dos livros "Engine of War e Blood", Iron and Gold, rebate: "É bobo, apolítico, nonsense. Ame ou odeie Margaret Thatcher, o filme não fala sobre política, e sim sobre envelhecer."


(...)


Fato é que não chega a ser ruim demais, porque o elenco ajuda. Mas sua audiência comprova que está longe de ser o que esperava e a verdade é que ele seria melhor aproveitado se veiculasse como uma série de televisão, em vez de longa. Para o professor de Políticas a Ciências Sociais da Universidade de Westminster, Richard Barbrook, assistir ao filme está fora de cogitação. "Para a gente, que viveu sob o regime Thatcher, essa mulher é um monstro que causou tantos danos ao País que, ainda hoje, ele não se recuperou totalmente. Eu não posso imaginar nada menos prazeroso do que sair de casa para assistir a uma produção hollywoodiana que quer me fazer simpatizar com ela. Mesmo depois de tantos anos, aquela voz arrogante ainda me causa enjoo", diz. O que os seus leitores precisam saber é que o seu partido impôs suas políticas neo-liberais mesmo conseguindo apenas 42% do voto popular.




Confira a crítica ao filme, no Opera Mundi

domingo, 21 de agosto de 2011

Polícia espanca um fotógrafo testemunha da agressão surpresa a uma jovem

Vários policiais dão socos no rosto de uma moça e uma cacetada na nuca de um fotógrafo que testemunha a agressão

 Os fatos ocorreram nos arredores da Porta do Sol, ontem quinta-feira, após a concentração de protesto pelas cargas policiais feitas durante a Manifestação do dia anterior.   

Vejam o texto completo (em castelhano) e o vídeo em PERIODISMOHUMANO

quarta-feira, 31 de março de 2010

Ciudad Juárez, viagem ao fim do neoliberalismo

Gennaro Carotenuto y Chiara Calzolaio
Brecha

O sonho da industrialização neoliberal se transformou em pesadelo. Ciudad Juárez, a das maquiadoras e feminicidios, fronteira entre o norte e o sul do mundo, é hoje a cidade mais violenta do planeta. Nos ultimos dois anos a guerra entre narcotraficantes, que também envolve o exército, já causou 4.600 mortes e 100.000 refugiados.

CHEGANDO A CIUDAD JUÁREZ desde o sul, a última hora de avião mostra com crescente angústia um dos desertos mais áridos do mundo. Não era assim antes, contam os poucos habitantes originais. Juárez tinha 30.000 habitantes em 1930, 300.000 em 1970, 1,5 milhões em 2000, e perdeu varias batalhas pelo contrôle da água do Rio Bravo com El Paso, que desde 1848 pertence ao Texas.
(...)
O urbanista colombiano Edwin Aguirre, investigador do Colégio da Fronteira Norte, apresenta um ponto chave para entendimento da situação: "Desde os setenta Ciudad Juárez multiplicou por cinco sua população. Nestas quatro decadas não se abriu sequer uma escola preparatória. Restam as que haviam nos anos sessenta". A preparatória, no sistema escolar mexicano, equivale ao ensino médio e dá acesso à universidade. Fica claro que nem sequer se pensou que os imigrados de primeira e segunda geração pudessem ascender socialmente chegando a ter estudos universitarios. "Nunca foram considerados como cidadãos - comenta Óscar Maynez - e a cidade inteira foi crescendo atendendo aos interesses de umas poucas familias."

Vejam o texto completo em REBELIÓN.ORG

terça-feira, 24 de março de 2009

EUA bloqueiam declaração da água como direito humano

(...) O Fórum Mundial da Água, que se realizou em Istambul durante a semana passada, terminou no Domingo e não aprovou a proposta de considerar o direito à água como um direito humano, limitando-se a considerar a água uma "necessidade básica". A proposta foi feita por países da América Latina, mas os Estados Unidos boicotaram-na, assim como o Brasil, o Egipto e a Turquia, o país anfitrião.

Óscar Olivera, porta-voz da Coordinadora de Agua de Cochabamba (Bolívia) declarou: "O que vemos com preocupação no sul é que os governos progressistas, apesar do seu discurso a favor da água como direito humano, não tenham podido sair das estruturas herdadas de anteriores governos neoliberais".


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