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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A farsa: como a Globo tentou fazer o brasileiro de otário

Mauro Carrara

Nas ruas, nas praças, nas construções: a Rede Globo de Televisão causa estarrecimento, repulsa e vergonha alheia.

Nesta eleição presidencial, seguindo o exemplo dos jornais Folha de S. Paulo e Estadão, bem como dos veículos midiáticos da editora Abril, a empresa da família Marinho transformou sua programação em complemento desesperado e mal disfarçado da propaganda de José Chirico Serra e do PSDB.

Ao perceber o crescimento de Dilma Rousseff na preferência do eleitorado, o comando tucano resolveu tentar soluções “heterodoxas”, isto é, gerar fato novo que desviasse a atenção das vulnerabilidades da campanha serrista, como o caso Paulo Preto e a entrega anunciada de Itaipu, Banco do Brasil e Petrobrás a piratas de agência de pilhagem como a Warburg Pincus.

1) Obviamente, a encenação foi realizada no Rio de Janeiro, com o apoio tático e logístico de Cesar Maia, especialista na criação de factoides dessa natureza. Em 2007, apresentei na rede inúmeros testemunhos de que o ex-prefeito do Rio havia tramado o episódio das vaias a Lula na abertura do Pan.

Vejam mais detalhes em NOVAE

sábado, 15 de março de 2008

O Quinta Coluna

Visto por dentro, o mundo da política é mesmo um cada qual por si e salve-se quem puder, mas o César Maia, na propaganda eleitoral do DEM, que ouvi ontem na CBN, mostrou que é mesmo do balacobaco. Graças à eficiência e ao combate à corrupção, explica ele, as obras contratadas no Rio de Janeiro tem preços, no mínimo, inferiores em 30% às de "qualquer outro lugar no país".

A fala bacana do prefeito maluquinho é seguida de outra do correligionário José Roberto Arruda, governador do GDF, anunciando obras e obras no metrô de Brasília, onde pretende derramar mais R$ 600 milhões ou quantia parecida.

Pelo que indica César Maia, Rio à parte, há superfaturamento nas obras de todas as outras cidades e nos Estados brasileiros. Pela lógica maiista, nós cidadãos de Brasília deveríamos cobrar do Arruda um corte de, pelo menos, uns R$ 180 milhões nesse metrô anunciado na propaganda do DEM.

Mal posso esperar pela próxima propaganda com novas revelações do César Maia,grande cara, sobre os descaminhos das administrações do partido dele no país.

Outro texto do Sítio do Sérgio Léo. O que ele disse para o Arruda em Brasília, também vale para Kassab em São Paulo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O dia em que o DEM denunciou o PIG

O dia em que o DEM denunciou o PIG


Gilson Caroni Filho (*)



Fonte:Agência Carta Maior

Bastou que seu projeto político fosse ameaçado pelo movimento de boicote ao IPTU, que uniu moradores de oito barros da Zona Sul, um da Zona Norte e um da Zona Oeste, para o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM) admitir o que, até então, apenas setores das forças democráticas afirmavam explicitamente: a imprensa está estruturada como partido e atua com tal.

Embora com ingredientes folhetinescos, a trama que nos interessa envolve mídia e poder. A ação se passa em terras cariocas e seus protagonistas têm origens distintas e propósitos inconfessos. São dois aliados que, já algum tempo, trocavam escaramuças: a direção regional do DEM (PFL) e a TV Globo.

César Maia, dublé de regente de vaias e prefeito blogueiro, vinha acusando a emissora de promover uma campanha direcionada, com objetivos de atacar sua imagem pessoal junto à classe média, estrato que sempre lhe deu sustentação político-eleitoral. As queixas remontam à cobertura dada à intervenção que o governo federal fez na área de saúde, em março de 2005. Ano passado, Maia voltou a reclamar do foco dado ao tema favela. Segundo ele o alvo era sua administração.

Para ele, “a diversidade de matérias, de uso de imagens fortes com até fotomontagem na capa, o que não há caso no jornalismo internacional de ponta, a personalização de responsabilidade na figura do prefeito, exatamente quando a taxa de crescimento das favelas no Rio se aproxima da taxa de natalidade tinha por objetivo servir a uma campanha política e, portanto, destrutiva e criminalizar a população favelada".

Mas a gota d'água para “o imperador dos factóides” ainda estava por vir. O protesto, motivado pela situação calamitosa em que se encontra a cidade, e que pode comprometer 34% da arrecadação da prefeitura com o IPTU. Ameaçando só pagar em novembro ou dezembro, os representantes do movimento deixam claro seus objetivos: reduzir o caixa do município em ano eleitoral e chamar a atenção do Ministério Público quanto ao gasto dos recursos. Um ato público está marcado para domingo, dia 20, na orla do Leblon, bairro da Zona Sul.



O texto continua no Comunique-se.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Maia Denuncia o Globo

MAIA DENUNCIA O GLOBO

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 874

. O carioca já sabe há muito tempo que as Organizações (?) Globo são um partido político.

. Agora, um político tem a coragem de denunciar O GLOBO.

. Leonel Brizola foi o primeiro político carioca a mostrar que os Marinho não passam de uma organização de interesses comerciais que se valem de um sistema industrial de comunicação para atingir seus objetivos.

. O Globo tomou a dianteira para boicotar o pagamento de impostos municipais no Rio – o que, se der certo, terá a função de desestabilizar a administração da cidade.

. A principal razão disso é que os Marinho querem – como nos bons tempos de Carlos Lacerda – remover (ou, de preferência, botar fogo) nas favelas.

. E o prefeito Cesar Maia não quer.

. Veja o que diz Cesar Maia, em seu “ex-blog”.


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Ex-Blog do Cesar Maia 17/01/2008
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CAMPANHA DIRECIONADA!

1. Uns dias atrás, este Ex-Blog, publicou uma análise sobre campanhas na imprensa. E destacou um dos três vetores citados: a campanha direcionada, lembrando que era sempre destrutiva. E demonstrou que o jornal O Globo faz descaradamente uma campanha direcionada contra o prefeito do Rio Uma campanha muito parecida com o que a Tribuna da Imprensa fazia nos anos 50, com o mesmo DNA.

2. Os estudiosos dizem que a "doença infantil do jornalismo" é não entender qual seu campo de atuação e sua função, e atuar como um partido político. Ou seja, disputando poder pelo poder, apoiando ou denegrindo. O Globo atua como um partido político no Rio. Não aceita um governante com autonomia e independência. Gosta de governantes submissos, reativos à suas matérias, que se sentem à mesa com intimidade.

3. Não conformado com a histórica vitória nas eleições para prefeito em 2004, iniciou uma campanha direcionada contra o prefeito do Rio. Apoiou com pompas e circunstâncias a intervenção inconstitucional na saúde do Rio, derrubada pelo STF por unanimidade. Iniciou uma campanha com direito a selo -ilegal e daí. Multiplicou, com outra campanha sobre favelização, depois desmoralizada pelas fotos e pelos fatos. Deu início, e depois multiplicou a campanha contra o pagamento do IPTU. Hoje -meio envergonhado- fez um mini-editorialzinho dizendo que apóia não se pagar IPTU, e que é uma campanha válida. Abriu o jogo descaradamente.

4. Esse jogo tem um preço alto para o Rio. O Globo virou um tablóide regional "vespertino" no tradicional estilo das manchetadas dos anos 50. Ontem enquanto os jornais de alcance nacional abriam manchete sobre a crise econômica e a queda das bolsas, o Globo tratava de fazer piada e ironia com uma proposta de aqueduto, dando toda a página três para isso.

5. O Rio não tem mais um jornal de opinião nacional. Pesquisa feita uns meses atrás com altos executivos e dirigentes políticos, não moradores do Rio, mostrou que nenhum -nenhum deles- lia o Globo nos finais de semana. Um preço alto para o Rio que sempre teve -desde D. João- uma imprensa referência de nível nacional. A atual direção transformou um trabalho de décadas de seus fundadores, num tablóide populista desorientando a classe média. Como a matriz citada. Só que agora há um universo de vetores informacionais, que tira este poder dos que, ingenuamente querem ser... mais um partido político.

4. Mais uma campanha, que passará, num jogo -desesperado e destrutivo- de tentativa e erro. Qual será a próxima campanha do Globo contra o prefeito do Rio? Na verdade: qual será a próxima campanha do Globo contra si mesmo, contra a sua história, contra o jornalismo????

Texto do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim.