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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Receita confisca tela de R$ 3,6 mi em Viracopos




A obra Claudius, do alemão Gerhard Richter, considerado um dos maiores nomes da pintura do século 20, foi entregue nesta segunda (26/04) pela Receita Federal do Aeroporto Internacional de Viracopos ao Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e irá integrar o novo acervo de arte contemporânea do Iphan instalado no Paço Imperial no Rio de Janeiro. A pintura, avaliada em R$ 3,6 milhões, estava há um ano em Viracopos, após ser apreendida durante tentativa de entrada no país com documentos falsos e ocultação do real importador. A Receita suspeita que a tela era usada para lavagem de dinheiro.

O dono do quadro, que é de São Paulo e cuja identidade não foi revelada pela Receita, foi multado em R$ 2 milhões, pagou sem discussão e não contestou a perda da propriedade. A Receita calcula que o importador deixou de pagar cerca de R$ 600 mil em impostos. Essa é a primeira apreensão de uma obra de arte em Viracopos e será a primeira vez que um museu público abrigará uma obra de Richter.

Mais no Cosmo On Line.

sábado, 29 de novembro de 2008

Uma Bienal "diet"

Não teria sido o caso de rememorar 1979, e um grupo de pessoas que se interessa por arte tomar a direção? O que aconteceu, de lá para cá, com a elite de São Paulo, que, depois da crise do Masp, abandona também a Bienal? O que mais me surpreende nessa edição da mostra é ter como curador Ivo Mesquita, talvez a pessoa que mais conhece a história da instituição e que nos deve, pelo menos, um livro sobre esse assunto que domina.

Depois de alguns parcos trabalhos no térreo, a mostra reduz-se a uma parte do terceiro andar do imenso prédio e a escolha dos curadores –Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen– recai sobre artistas que, sintomaticamente, manifestam uma retomada de linguagens típicas dos anos 70.

O texto completo na revista eletrônica Trópico.


quarta-feira, 23 de abril de 2008

Os limites da arte


Nas últimas semanas vem sendo repassado um abaixo-assinado na internet contra a participação do artista costa-riquenho Guillermo "Habacuc" Vargas em uma bienal da América Central. O motivo da petição on-line é uma instalação artística em que Habacuc supostamente deixa um cão de rua morrer de fome, à vista do público, o que causou revolta e protestos entre ativistas da causa animal.
Intitulado "Exposición nº 1", o projeto foi exposto em uma galeria da Nicarágua em agosto do ano passado, acompanhado de uma crescente polêmica. A obra foi inspirada na morte de um imigrante nicaragüense, Natividad Canda Mayrena, de 24 anos, devorado há dois anos por dois cães rottweilers de uma oficina de Cartago, cidade da Costa Rica. Esse ocorrido foi filmado por câmeras de TV, e policiais que estavam no local disseram que não poderiam intervir atirando contra os cães porque a vítima seria atingida.
Habacuc, um artista de 32 anos que tirou seu apelido de um profeta bíblico, "porque soa bonito", montou "Exposición nº 1" usando cinco elementos que remetiam à morte do imigrante: a gravação do hino sandinista (movimento político nicaragüense) tocado ao contrário, um "incensário" onde se queimaram pedras de crack e alguns gramas de maconha, um cachorro que ganhou o nome de Natividad na obra, comida para cachorro (com biscoitos que formavam a frase "Você é o que você lê") e a representação dos vários tipos de mídia.
A notícia completa aqui no G1.