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quarta-feira, 24 de julho de 2013

País gasta com juros 13 vezes o custo do programa ‘Mais Médicos’

Em tese, a política fiscal seria o espaço da solidariedade no capitalismo.

Caberia a ela transferir recursos dos mais ricos para os fundos públicos, destinados a contemplar os mais pobres e o bem comum.

A sonegação praticada pela Globo (R$ 615 milhões) e aquela que teria sido cometida pelo presidente do STF, (Joaquim Barbosa, noticia-se, teria adquirido apartamento de R$ 1 milhão, declarando gasto de R$ 10 reais), são pequenas ilustrações da afronta a esse princípio, facilitadas, no caso, pelo acesso (legal?) a operações em paraísos fiscais

Palavras como ética, transparência, republicanismo, justiça, interesse público soam constrangedoras quando a contraface do emissor é a sonegação.  

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

JURO E TOMATE: O MOLHO AZEDO DO LAISSEZ-FAIRE

A instabilidade climática que indexou o país ao tomate nas últimas semanas veio para ficar. 
O Brasil é o quinto lugar do planeta mais alvejado por desastres climáticos na última década. O semiárido nordestino vive desde outubro uma das piores secas em meio século. A resposta ortodoxa para eventos climáticos extremos será sempre a mesma: ‘sobe o juro!'. Não importam os custos, nem as causas. A ausência de uma política estatal de estoques de alimentos acentua a vulnerabilidade ao clima desordenado. Tido como um dos cinco maiores celeiros do mundo, o Brasil simplesmente não dispõe dos ditos celeiros para intervir no abastecimento. A rede pública de armazéns  foi privatizada e sucateada nos governos Collor e FHC. Esta semana, quando já galgava o patíbulo do Copom, o governo, finalmente, decidiu espetar armazéns estatais em áreas estratégicas do território nacional. Nas últimas décadas, a supremacia neoliberal colonizou a agenda da segurança alimentar em todo o mundo. Aos livres mercados -‘mais eficientes e ágeis'-  caberia assegurar o suprimento da sociedade. No ápice da escassez e da fome geradas pelo colapso financeiro de 2007/2008,nações e organismos internacionais viram-se desarmados. Onde estavam os estoques? Onde continuam a repousar. Em celeiros das grandes corporações que dominam o  comércio agrícola mundial. A alta do juro nesta 4ª feira condensa essa trama de interesses e engodos, que compõem o molho azedo do laissez-faire. (LEIA MAIS AQUI)
(Carta Maior;5ª feira,18/04/2013)
 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Os comedores de quindins de ouro

O pleito está marmorizado em cada centímetro da menos imparcial de todas as seções do jornalismo: o noticiário de economia. Daí se irradia para afinar o jogral de vulgarizadores e agregados de orelhada e holerite.

A centralidade que une as tropas é compreensível. Trata-se de uma queda de braço decisiva.

Os sabichões que advogam a panaceia do ‘novo ciclo de alta’ da Selic sabem do que estão falando. E não estão falando apenas em adicionar mais 0,25% às taxas atuais, na reunião do Copom, do próximo dia 17.

Isso até pode acontecer. Mas não é esse o alvo, nem a dose cogitada.

O braço de ferro é para reverter um reordenamento estratégico.

É a história do país, estúpido!

São graúdos, e contabilizáveis, os interesses que arrendam espaços e gargantas para vocalizar a luta diuturna pela alta dos juros no país.

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O forte apache das tesourarias


A tesouraria é o forte apache do capitalismo desregulado. E o centro logístico da oposição conservadora no Brasil.

Tesouraria é o espaço físico. O departamento que cuida de maximizar os ganhos do capital a juro. Mas também é a palavra símbolo de uma lógica que disputa a hegemonia da política econômica.

Na ciranda da tesouraria embalam-se os interesses das grandes corporações –bancos ou grupos empresariais, locais e globais. Ademais da insaciável legião dos acionistas, cuja pátria são os dividendos.


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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

RENTISTAS UIVAM LÁ, A MATILHA LATE AQUI


As aplicações do' Sloane Robinson', um dos dez maiores fundos hedge do mundo e dos mais antigos de Londres, vão fechar o ano com saldo de US$ 2,5 bilhões. Em 2008, o fundo especulativo acumulava ativos de US$ 15,1 bilhões. O 'Sloane' esfarela. Sua rentabilidade despencou 17% no ano passado; afundará mais 2%  em 2012. Não é um caso isolado. 

Rentistas de todo o mundo sofrem os reveses  da implosão  neoliberal agravada pelo fim da farra nos países emergentes-- Brasil entre eles. Sua passagem pelo país incluía ganhos triplos: na arbitragem dos juros (maiores aqui, remunerando captações a um custo menor lá fora); na diferença cambial entre a data de ingresso e a da saída, uma vez que o próprio tsunami especulativo forçava a valorização do Real, garantindo conversões vantajosas para o dólar na despedida; e, finamente, na jogatina 'rapidinha' nas bolsas, sem nem dispor de ações próprias, alugando carteiras junto a bancos. 

A obstrução da pista principal do circuito, a dos juros, derrubados a fórceps pelo governo Dilma, melou o resto do passeio, prejudicado ainda pela queda nos mercados acionários.  
  

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

BC corta Selic pela 8ª vez e taxa é a menor da história: 8%

A taxa básica de juros (Selic) foi reduzida pela oitava vez seguida pelo Banco Central (BC) e passa de 8,5% a 8% ao ano - o menor valor histórico. A redução, realizada nesta quarta-feira, está de acordo com as previsões do mercado, que apostavam em uma queda de 0,5 ponto percentual (pp). A mínima já registrada havia sido de 8,5%, entre maio e julho deste ano.




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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Bancos privados impõem vexame histórico à Globo, Veja, Estadão

Os jornais "O Globo""Estadão" e a revista Veja fizeram "reporcagens" e editoriais repetindo o lobby dos bancos privados.

Diziam que o corte radical das taxas de juros aos clientes, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil não eram sustentáveis.

Diziam que para ter cortes era preciso reduzir os impostos que os bancos pagam (coitadinhos!).

Diziam que os bancos públicos iriam ter prejuízo e seriam socorridos com dinheiro dos impostos. 

Diziam que não iria dar certo porque o "brasileiro era preguiçoso" para mudar de banco.

E blá-blá-blá.

Pois HSBC, Santander e Bradesco já desmentiram com fatos essas palavras que o Estadão e a Veja escreveram, ao anunciarem cortes de juros, seguindo os bancos públicos, devido a revoada de clientes em direção aos bancos públicos.  

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domingo, 8 de abril de 2012

Jornalões e bancos privados fazem parceira para esfolar os brasileiros nos juros

Os bancos privados estão plantando notícias nos jornalões (que publicam, servilmente), na vã tentativa de frear a queda da taxa de juros, puxada pelos bancos públicos BB, CEF e BNB.

É fácil entender essa parceria, onde os dois lados se unem para arrancar dinheiro do bolso do povo brasileiro.

O jeito dos bancos arrancarem o dinheiro todo mundo entende: esfolando o cliente nos juros.

Para os bancos privados conseguirem continuar esfolando os clientes nos juros, a alma do negócio é a propaganda, e é aí que a velha imprensa ganha seu quinhão.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MARIA DA CONCEIÇÃO: 'JURO NO BRASIL SÓ SERVE AO RENTISTA. PODE BAIXAR O TANTO QUE QUISER'



"
Pode baixar os juros o tanto que você quiser. O juro não é para a poupança, mas para a especulação e para o rentismo. A poupança é para os pobres. Não é possível manter uma taxa de juros tão disparatada quanto a nossa.Assim é impraticável. Uma maneira de combater o déficit público é baixar os juros. Praticamente todo o déficit do Brasil é com juros. Nós temos superávit primário. O déficit nominal é todo resultante de juros. Tem que baixar" (Maria da Conceição Tavares; em entrevista a Maria Inês Nassif; nesta pág)

 
(Carta Maior; 6ª feira; 02/12/ 2011)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

13º salário não 'repõe' na economia dinheiro que juro da dívida tira

A economia brasileira receberá uma injeção de R$ 118 bilhões neste ano, dos quais 70% concentrados em novembro e dezembro, graças ao pagamento de décimo terceiro salário aos trabalhadores.

O valor é insuficiente para compensar o "mundo real' pelo que o Estado (governo federal, estados e prefeituras) vai recolher da sociedade na forma de tributos em 2011 e não vai devolver, pois usará o dinheiro para pagar juros da dívida ao “mercado” (R$ 128 bilhões).


Leia mais na Agência Carta Maior

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A CHANCE DE CORTAR A RAÇÃO RENTISTA

O agravamento da crise internacional é um dos argumentos utilizados pelo BC brasileiro, bem como pelos rentistas para justificar a alta dos juros no país. O argumento transpira um certo bodum de oportunismo amanhecido. O que se sugere é que haveria dificuldade de financiar a dívida interna dadas as incertezas nos mercados financeiros e a consequente má vontade dos investidores em aplicar seus fundos aqui.O juro alto seria a única forma de cevá-los a bater o ponto no caixa nativo. O que se observa nos últimos meses sugere o oposto. O Brasil tem tido dificuldades para conter massas de capitais que afluem em ondas tsunâmicas atraídos por níveis de rentabilidade indisponíveis em boa parte do planeta. A alavanca que move esse moinho, e seus estragos sabidos numa estrutura industrial afogada em importações, é uma taxa de juro real da ordem de 7%. Para se ter uma idéia do colosso basta lembrar que a Grécia --dissolvente e conflagrada-- paga 10% reais para colocar seus títulos no mercado (14% de face, menos 4% de inflação). Apenas 3 pontos acima do brasileiro sendo que a a economia grega dificilmente escapará de aplicar um sonoro calote nos detentores de seus esvoaçantes papéis. Mais ainda: a dívida pública grega é de 139% do PIB, contra 39% no caso brasileiro.


Vejam o texto completo em CARTA MAIOR de sexta-feira 17/06/2011

sábado, 14 de maio de 2011

SEXTA-FEIRA, 13

Fantasma do colapso financeiro volta a rondar a Europa diante dos sinais -ostensivos-- de que a Grécia não sobreviverá sem novo aporte de recursos para evitar a oficialização de uma falência virtual . Dívida grega equivale a 143% do PIB. Meta de ‘ajuste' acordada com credores prevê reduzir esse colosso a 18% do PIB até 2020. Sangue , suor e lágrimas mostram-se insuficientes. ‘Inspetores' dos mercados, em Atenas nesse momento para tomar o pulso agonizante, enxergam uma única solução para evitar o ‘default': fatias mais suculentas de privatizações do patrimônio público grego. "Só 20% é pouco", reclamam os porta-vozes dos mercados sobre a condição originalmente acertada com a UE e o FMI para a ‘ ajuda ‘ de 50 bi de euros a Atenas. Colapso grego causa apreensão e derruba bolsas européias nesta sexta-feira.Nos EUA, pós-execução de Bin Laden, a inflação ao consumidor atinge o maior nível em dois anos e meio.A renda dos assalariados, em contrapartida, caiu 0,3% em abril, após declínio de 0,4% em março. Apenas 21% dos norte-americanos espera melhora nas condições financeiras. Percentual é o mesmo registrado na mínima histórica da pesquisa, durante a explosão da bolha das subprimes, em 2008. É hora de o Brasil abraçar a teoria ortodoxa do excesso de demanda e trocar investimentos por mais juros? (leia artigo de Amir Khair, nesta pág.)

(Carta Maior; Sábado, 14/05/ 2011)

domingo, 13 de março de 2011

Cavalo de pau na economia?

"Taxa de crescimento do país deslizou de 7,5% ao ano para 3,5% neste início de 2011. BC recua e já admite encurtar ciclo de alta dos juros. Mas rentistas criticam moderação do banco e exigem novas altas da Selic com base nas 'expectativas de alta dos preços'. Episódio expõe fragilidade da metodologia que torna a política monetária (leia-se a sociedade) refém das 'expectativas dos mercados': "Esse sistema de coleta semanal de expectativas junto ao "mercado" dá margem para a criação de um clima de "terrorismo inflacionário" no qual a deterioração dos índices de inflação de curto-prazo (causados por fatores como aumento dos preços das commodities internacionais, sazonalidade dos índices e etc) gera uma piora constante das expectativas de inflação ..., criando uma atmosfera de "descontrole inflacionário" a qual leva a uma pressão política por um imediato (e rápido) ajuste da taxa de juros" (José Luis Oreiro, especial para Carta Maior, nesta pág.)

(Carta Maior; 2º feira, 14/03/2011)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

FED MANTEM JURO ENTRE ZERO E 0,25% REVOADA ESPECULATIVA

capitais especulativos continuarão migrando para mercados de commodities, o que afeta o custo dos alimentos e a inflação; intensificam também a busca pelos mercados emergentes, sobretudo aqueles que aliam crescimento robusto e taxas de juros elevadas, caso do Brasil (PIB de 7,5% e Selic de 10,75%). Ingresso excessivo de capitais valoriza o Real, encarece as exportações brasileiras e barateia importações. Cadeias fabris sofrem erosão como resultado da substituição de insumos nacionais pelos importados, mais baratos. Efeito por enquanto é limitado; grosso das importações é de máquinas e equipamentos para aumentar capacidade instalada e melhorar a produtividade. Mas o tempo conspira contra a produção local. Redução de juros e controle de capitais formam o núcleo duro da agenda alternativa para 2011. Ortodoxia defende, primeiro, corte de gastos públicos para reduzir necessidade de captação de recursos pelo Estado. Alega que assim os juros caem naturalmente. O fato, porém, é que as despesas com juros estão entre os maiores dispendios do Estado, cerca de 6% do PIB. Queda de um ponto na Selic já redundaria em corte siginificativo nas despesas públicas -- no item de pior qualidade, que alimenta o rentismo.

(Carta Maior, 15-12)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

INVESTIMENTO RECORDE QUESTIONA ALTA DE JUROS



AMPLIAÇÃO DE CAPACIDADE PRODUTIVA CONTRARIA AVALIAÇÃO ORTODOXA DE 'PIB INELÁSTICO' DO BC

Empresas brasileiras registram o maior nível de investimento dos últimos 10 anos no 1º quadrimestre de 2010. Área de infraestrutura lidera com inversões equivalentes a 12,6% do faturamento líquido das 500 principais empresas do país. Recursos estão sendo canalizados para gargalos históricos do desenvolvimento, como as áreas de saneamento, transportes e rodovias. Capacidade produtiva cresce em ritmo acelerado: produtividade industrial tem aumento acima do reajuste da folha salarial; empresas ampliam escala para atender a demanda de massa, sem pressões inflacionárias. Produção de máquinas, equipamentos e edificações cresceu 38,5% em maio, em relação a igual mês de 2009. Não há motivo para o Banco Central exercer o papel de vice oculto de Serra e continuar elevando a taxa de juro, que já custou ao país a estonteante soma de R$ 179 bilhões em 12 meses até abril (5,4% do PIB X 0,4% do PIB para um ano de Bolsa Família). O desvio de recursos públicos para pagar o serviço da dívida interna retirou da sociedade nesse período o equivalente a R$ 920 mil per capita, valor subtraído do bem-estar de cada brasileiro para remunerar os detentores de títulos do governo. O BC ameaça elevar ainda mais a Selic, que passou dos 8,75% em julho de 2009 para os atuais 10,25%. O mercado prevê uma taxa de 12% ao fim do ano, baseado na falaciosa interpretaçao de PIB inelástico do BC [PIB potencial], um dogma que a expansão dos investimentos desmente. Como diz o ex-ministro Delfim Netto: 'O que se pretende com uma taxa Selic de 12,5% não é a estabilidade, mas uma redistribuição de renda a favor do setor financeiro'


(Carta Maior, 01-07)

domingo, 29 de novembro de 2009

CPI da Dívida Pública (1)

Escrito por Paulo Passarinho
28-Nov-2009

Estive recentemente na Câmara Federal, onde prestei depoimento à CPI da Dívida Pública. O convite à minha participação foi uma iniciativa do deputado Ivan Valente, do PSOL de São Paulo. Na ocasião, também participou da sessão desta importante Comissão Parlamentar de Inquérito o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.

Foi uma grande oportunidade de expor aos parlamentares a minha visão a respeito do que considero um dos mais graves problemas que temos de enfrentar: o endividamento do Estado brasileiro.

As conseqüências desse problema extrapolam a área econômico-financeira. Deixa seus nefastos efeitos no conjunto das demais políticas públicas, não somente em termos de restrições orçamentárias, mas nas próprias opções de conteúdo político dos governos.

Vejam o texto completo em CORREIO DA CIDADANIA

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

160 Bilhões de Juros

Em 2007 pagamos 160 bi só de juros

O Brasil gastou menos com o pagamento de juros em 2007. Os economistas celebraram o percentual de pouco mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de toda riqueza produzida pelo país - gasto com o pagamento de juros. O percentual é o menor desde 1997 quando o país gastou aproximadamente de 5% do PIB. No entanto, apenas em 2007, foram gastos mais de R$ 160 bilhões com pagamento de juros.

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