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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Celulose (I): Aracruz: a “uma GM e meia” dá adeus ao RS

Nos últimos anos, a Aracruz investiu alguns milhões de reais em publicidade no Rio Grande do Sul prometendo empregos, investimentos e desenvolvimento. Os investimentos midiáticos da papeleira incluíram anúncios em jornais, rádios, televisões, sites e blogs, além de vários “projetos culturais” que comprovariam a responsabilidade social da empresa. Pois não é que a Aracruz desapareceu do mapa. Quem digita o antigo endereço da empresa (aracruz.com.br) cai direto na página da Fíbria, grupo resultante da fusão entre a Aracruz e a Votorantim. Nesta terça-feira, o jornal ZH publica uma curta e lacônica nota anunciando que o presidente da empresa virá ao Estado para “se despedir dos gaúchos e da governadora Yeda Crusius”. A unidade da Aracruz em Guaíba foi vendida por US$ 1 bilhão para a chilena CMPC.

Mais no RS Urgente.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Aracruz e a incorporação pela Votorantim – a compra da vergonha

O Grupo Votorantim que já detinha 84% das ações da empresa conhecida como Aracruz Celulose e Papel, oficializa a incorporação e chama a atenção da mídia de sempre que louva a criação de uma nova empresa. Sim, o nome da gigante da celulose e derivados é Fibria e orgulhosamente as fábricas de sentido desassociados de uma sociedade justa (a chamada mídia corporativa) seguem exaltando a “maior empresa de celulose do mundo”. Nada mal. Para consumir boa parte da água disponível no segundo maior manancial de águas do planeta, teremos sobre o Cone Sul uma malha de deserto verde com vocação para usurpar os recursos naturais não renováveis do Aqüífero Guarani.

Veja o texto completo no Estratégia e Análise.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Stora Enso adia expansão da Veracel com ARACRUZ

Por Brett Young

HELSINQUE (Reuters) - Os resultados do primeiro trimestre da fabricante norueguesa de papel Stora Enso serão mais fracos que os números do período anterior por causa da demanda fraca, informou a companhia nesta quarta-feira.

A empresa também anunciou cortes de 20 por cento nos investimentos para melhorar suas finanças e informou que, junto com a sócia brasileira Aracruz, irá adiar a expansão da Veracel.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Aracruz confirmou a notícia, dizendo que os planos de expansão da Veracel serão adiados "por pelo menos um ano".

"Dessa forma, serão cancelados os investimentos programados para 2009 em compra de terras, formação de florestas e estudo de viabilidade, sendo a parte que cabia a Aracruz orçada em 75 milhões de reais", acrescentou a Aracruz, justificando a medida como "uma ação prudente à luz do atual cenário de mercado".

A Stora Enso divide no Brasil a fábrica de celulose Veracel com a Aracruz.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sadia e Aracruz são processadas na Justiça americana

da Folha Online

As companhias Sadia e Aracruz admitiram nesta quinta-feira que foram alvo de ações coletivas ("class action") na Justiça americana por acionistas detentores de ADRs (American Depositary Receipts, recibo de empresa estrangeira negociado em Nova York).

domingo, 5 de outubro de 2008

Aracruz divulga fato relevante e RBS sonega a informação


Atenção, a papeleira Aracruz está mal das pernas. E os jornais da RBS – tradicionais aliados da papeleira – estão sonegando a informação.

Como tem ações na Bovespa, a papeleira foi obrigada a publicar um fato relevante em jornais paulistanos. Hoje, alguns órgãos da mídia do Centro do País comentam o fato, embora não tenham tido contato com a empresa, que se recusa a receber a imprensa para ampliar as informações sobre as suas reais dificuldades.

A divulgação de fato relevante visa evitar futuras punições pela Comissão de Valores que defende os interesses dos investidores em bolsa no Brasil.

Segundo a Folha de hoje, a papeleira Aracruz informou ontem que suas operações cambiais significavam perdas de R$ 1,95 bilhão, considerando o câmbio e as condições de instabilidade de 30 de setembro.

Sem grandes detalhes sobre as perdas, o fato relevante causou confusão no mercado, segundo jornais paulistanos. Enquanto alguns analistas previam perdas gigantescas para a empresa, outros diziam que era impossível avaliar os impactos por falta de informações. A maior parte deles, no entanto, tem perspectivas negativas para a Aracruz. À Folha, Luiz Otávio Broad, analista da corretora Ágora, disse que as operações cambiais farão com que a companhia tenha prejuízo de R$ 730 milhões em 2008. Até então, a expectativa era de lucro de R$ 830 milhões neste ano.

Na esteira desses maus resultados, as ações da papeleira Votorantim Celulose, que semanas antes assinara acordo de fusão com a Aracruz, tiveram igualmente baixa de 10,71%.

"O anúncio [da Aracruz] surpreendeu pelo montante porque, no primeiro comunicado [divulgado na sexta, 26], a empresa informou que as perdas não afetariam seu caixa", diz Broad. "Pelo novo fato relevante, se houver a mesma volatilidade e taxa de câmbio, os contratos irão comer todo o caixa."

DIÁRIO GAUCHE

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Aracruz entra na lista de empresas prejudiciais

AGÊNCIA CHASQUE:

A Aracruz Celulose foi citada em um relatório internacional que lista empresas com projetos prejudiciais para a sociedade e para o meio ambiente. O levantamento foi elaborado pelas entidades não-governamentais que constituem a rede Bank Track, como a WWF e a Amigos da Terra Internacional, que monitora o financiamento de grandes projetos por instituições financeiras privadas.

As organizações acusam a Aracruz de provocar impactos negativos no solo, na água e biodiversidade das áreas onde tem plantado eucalipto. Elas lembram os conflitos que a empresa causou com comunidades quilombolas e indígenas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia. O relatório também destaca os projetos da Aracruz para o Rio Grande do Sul, como a compra da Klabin em Guaíba e a aquisição de terras na Metade Sul do Estado. Para a coordenadora-geral do Núcleo Amigos da Terra (NAT) Lúcia Ortiz, o documento é um alerta sobre os prejuízos da expansão das monoculturas.

“Nós achamos interessante que esse conflito todo que não é único ao Rio Grande do Sul nem só à Aracruz, mas ao setor de celulose como um todo e também das monoculturas energéticas, que essas denúncias cheguem à Europa e para os grandes bancos tomadores de decisão”, diz.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

As queixas de um predador social e ambiental

Maior fabricante mundial de celulose de eucalipto, a papeleira brasileira Aracruz sofreu revés em agosto. O ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou que 11 mil hectares de terras da empresa no Espírito Santo passarão para as mãos de índios que reivindicam a área. O presidente da empresa papeleira, Carlos Aguiar se queixa da situação em entrevista publicada na revista Exame (grupo Abril), desta semana.

Perguntado sobre quanto do seu tempo é dedicado a resolver questões envolvendo índios e quilombolas, ele responde: “Eu diria que uns 40% da minha jornada. Eu preciso fazer palestras para empresários, tenho de falar com vários políticos, ir diversas vezes a Brasília”.

Comentário completo no Diário Gauche.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

CMI Brasil - Aracruz Celulose Criminaliza Ativistas da Rede Alerta Contra o Deserto Verde

O pastor Emil Schubert, o sindicalista Luiz Alberto (Betão), a professora Elza e a radialista Lígia Sancio, foram eleitos/as alvos da empresa. Contra eles e elas move um processo judicial, classificado de Interdito Proibitório, no qual impõe que indenizem a empresa por danos morais e físicos se não cessarem suas manifestações políticas, ou seja, estão tentando impedi-los/as ? por meio de uma medida judicial - de expressar sua posição política quanto às práticas irresponsáveis desta empresa.
CMI Brasil - Aracruz Celulose Criminaliza Ativistas da Rede Alerta Contra o Deserto Verde

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