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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Altamiro Borges: Operação-Serra e a demissão de Nassif

É bom ficar esperto. Está em curso uma ardilosa orquestração na mídia de blindagem do tucano José Serra, governador de São Paulo e candidato do bloco neoliberal-conservador à sucessão do presidente Lula em 2010. A mais nova vítima da "operação-Serra" é o jornalista Luis Nassif, que teve seu contrato de trabalho suspenso na semana passada pela TV Cultura, emissora controlada pelo governo de São Paulo. Numa entrevista exclusiva à jornalista Priscila Lobregatte, do Portal Vermelho, Nassif não vacilou em fazer o alerta: "2010 já começou, este é o ponto".

Por Altamiro Borges

O abrupto rompimento do seu contrato não teve qualquer explicação. E nem podia. Afinal, por suas posições críticas e independentes, ele é um dos mais respeitados colunistas da mídia, já tendo recebido vários prêmios. No último prêmio Comunique-se, ele foi um dos três jornalistas da TV Cultura indicados para a categoria televisão. O motivo, então, não foi profissional. Nassif insinua que sua demissão se deve à proximidade da sucessão presidencial. "A maluquice das eleições de 2006 voltou antecipadamente", afirma, referindo-se à brutal manipulação no pleito passado.


Vejam mais no Vermelho

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Gilmar Mendes no Roda Viva da próxima segunda, dia 15

(...)

Na bancada de entrevistadores estarão presentes Márcio Chaer, editor do site Consultor Jurídico; Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja e do blog Reinaldo Azevedo; Eliane Cantanhêde, colunista do jornal Folha de S. Paulo; e Carlos Marchi, repórter e analista de política do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentário

Um belo feito jornalístico do Paulo Markun. Garanto que a bancada colocará à prova todo o saber jurídico do presidente do STF e fará todos os questionamentos que precisarem ser feitos a ele, tudo aquilo que os telespectadores gostariam de perguntar.

Parte do texto que está completo no Projeto BR, do Luís Nassif. Esta bancada é, como diriam os gringos de colônia, aqui do RS, “tutti buona genti”...


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O criminalista craque

Que o advogado Nélio Machado é um craque, essa caso Satiagraha confirma. Mais ainda a maneira como se valeu das relações firmadas por Daniel Dantas com publicações e jornalistas. É um verdadeiro plantador de argumentos.

Ouça o defesa oral dele, na sessão do STF, e confira as colunas de Diogo Mainardi e de outros jornalistas ligados a Dantas – que menciono no capítulo “O Lobista de Dantas”, na série “O Caso de Veja”.

Mais no Projeto BR, do Luís Nassif.


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O racionamento que não houve: simplificações, especialistas e síndrome gaulesa

Uma análise da cobertura realizada pela mídia brasileira da “crise elétrica” do início deste ano permite retirar algumas lições sobre o que não se deve fazer diante de eventos complexos, que envolvem vários interesses e que podem ter impactos significativos sobre a vida das pessoas.

A cobertura da mídia na ocasião apresentou três equívocos básicos e recorrentes: a simplificação inadequada de assuntos complexos; a falsa neutralidade dos especialistas; e a síndrome gaulesa.

O texto completo foi feito por um membro da Comunidade do Blog do Luis Nassif, e está disponível lá. É, o Luís Nassif tem seu próprio Orkut.

sábado, 9 de agosto de 2008

Diogo Mainardi processa Luis Nassif

O colunista Diogo Mainardi, da Veja, sempre afirmou que “questões de imprensa devem ser resolvidas no âmbito da imprensa. É a regra número um do meu código de ética profissional”. Entretanto, ele entrou com um processo por danos morais contra o Ig e o jornalista Luis Nassif.

Mais no Comunique-se.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Dantas e George Orwell

Manhã do dia 10 de julho de 2008. Manchete do jornal: "Supremo manda polícia soltar banqueiro Dantas". Voltarei ao tema. Preciso antes compartilhar outros fatos com o leitor.

Atuando num processo ano passado, com réu condenado, vi uma colega Procuradora da República recorrendo para absolver um réu acusado de pequeno tráfico de entorpecentes (ela o havia denunciado, mas concluiu não haver provas para a condenação no curso da ação). Sim, leitor, o MP deve atuar em favor do réu também se assim entender. É o que determina a Constituição. Dei parecer favorável. A condenação foi mantida.

Não discuto aqui a decisão que manteve a condenação: há se respeitar o entendimento do Poder Judiciário. Mas eu recorri a favor do réu ao STJ. O recurso foi admitido. Contudo, demora. Como demora. Porque ainda preso o réu, resolvi entrar também com um habeas corpus a favor dele no STJ (sim, leitor, o MP também pode entrar com habeas corpus a favor de réu para beneficiá-lo).

Eu entendia que sua prisão (já há quase 2 anos) não tinha fundamento jurídico (até porque o MP recorrera pedindo sua absolvição). A liminar foi indeferida. Passaram-se mais alguns meses.

Continue lendo o relato no Projeto Brasil, do Luís Nassif. Na citação do Zé Justino, abaixo, onde nos é informado que o Ministro (?) Gilmar Mendes deferiu habeas corpus para Daniel Dantas, eu comentei que pelo jeito a Polícia Federal deveria pedir os mandados de prisão diretamente ao STF, pois está acontecendo da Justiça em primeira instância mandar prender, e o STF mandar soltar. Assim, pede direto ao STF, que não defere o mandado de prisão, economizando recursos, e estamos conversados.

terça-feira, 1 de julho de 2008

O caso Ivo Cassol

No capítulo O Araponga e o Repórter mostrou-se como Veja não relutou em se associar ao banditismo e ao submundo.

Lá, se contava que a principal fonte da revista - no episódio do vídeo sobre o funcionário dos Correios recebendo propina - foi um empresário que, poucos anos depois, foi flagrado em uma das operações da Polícia Federal. O material fornecido serviu para o lobista afastar concorrentes e o empresário restaurar seu esquema de corrupção - que funcionou sem ser incomodado até a PF estourá-lo.

Esse jogo de alianças espúrias com o submundo não terminou aí. A prática de vender a alma ao diabo em troca de informações e manipulá-las, atropelando princípios básicos de jornalismo, prosseguiu mesmo após a catarse do "mensalão".

É o que ocorreu no episódio recente, em que Veja se aliou ao governador de Rondônia , Ivo Cassol (sem partido ex-PPS).

No caso do grampeador, nas duas pontas não havia mocinhos. No caso do governador, a revista aceitou deliberadamente assassinar a reputação de um homem da lei, de reputação ilibada, que durante anos, combateu duramente o crime organizado de Rondônia.

Saiu o novo capítulo do Dossiê Veja, do Luis Nassif. Texto completo .


terça-feira, 1 de abril de 2008

Os ataques à familia : Sufocada por Nassif, a Veja perde os limites

Os ataques à familia | Sufocada por Nassif, a Veja perde os limites 14:00 Saiu ontem no projetobr.com.br/web/blog/5. Nassif escreve - "Pela primeira vez, admito - esse pessoal da Veja conseguiu, finalmente, me atingir com suas baixarias. Hoje de manha (ontem) minha mulher desabou, com labirintite e fortes crises de choro. À noite ela tinha ido conferir o Blog de Veja. Lá, ataques de toda espécie, agora enveredando pelo lado familiar, com posts e comentários com insinuaçoes de 'corno'. A malta desvairada de comentaristas anônimos espalhando esgoto por todos os poros". 01/04 Blue Bus

"Ela me pergunta, chorando - como é possível alguém poder fazer tal coisa, por tanto tempo, envolvendo até a nossa família? Nao sei. O que podemos fazer. Nao sei. Sei o que nao irei fazer". 01/04 Blue Bus

"Quando comecei a escrever esta série, antes disso, quando comecei a ser alvo das baixarias da Veja, recebi inúmeras informaçoes sobre atividades profissionais da esposa de um diretor da revista, inúmeros episódios catárticos envolvendo o blogueiro da revista, tanto no seu tempo de Diário do Grande ABC quanto na revista República. Recebi emails de parentes próximos dos agressores. Circulo em um meio em que é fácil obter informaçoes. Algumas delas sao sobre amantes, preferências sexuais, ataques de histeria". 01/04 Blue Bus

"Dispondo de tais informaçoes, mais as demonstraçoes explícitas de desequilíbrio no Blog, seria facílimo traçar um perfil psicológico do personagem. Teria o direito de fazer isso, agora que estou sendo alvo de tamanha baixaria? É evidente que nao. Por que os atingidos seriam esposas e filhos que nada têm a ver com o desequilíbrio e a falta de escrúpulos dos pais". 01/04 Blue Bus

"Aliás, quando vejo minhas filhas perguntando por que a mae chora, penso nas filhas desses agressores. E me dá uma profunda pena. O grande teste, a ser superado, é nao ceder à tentaçao de enveredar pela trilha da crueldade". 01/04 Blue Bus

"Tive uma curta conversa com minha mulher, porque precisei sair correndo de casa para o trabalho. Tentei transmitir-lhe confiança. Vamos montar uma blindagem para que essas baixarias nao cheguem às nossas crianças. A luta continua. E sem sair da linha". 01/04 Blue Bus



Do Blue Bus, ou no Blog do Luís Nassif.


terça-feira, 18 de março de 2008

“Série de Nassif é campanha criminosa”, diz defesa de jornalistas da Veja

“Série de Nassif é campanha criminosa”, diz defesa de jornalistas da Veja

Carla Soares Martin

Pela primeira vez desde que o jornalista Luis Nassif começou, em janeiro deste ano, a publicar a série O Caso Veja, com o objetivo de apontar supostos deslizes no jornalismo da revista com maior circulação do Brasil, pôde-se ouvir o outro lado: o Comunique-se teve acesso às ações do diretor de redação da Veja, Eurípedes Alcântara, do redator-chefe, Mario Sabino, e do colunista do Radar, Lauro Jardim, contra Luis Nassif, movidas no Fórum João Mendes, em São Paulo. O jornalista é autor de uma “campanha criminosa”, alega a defesa dos profissionais da Veja.

“O jornalista, no seu sacerdócio, deve ser sereno como um juiz, honesto como um confessor, verdadeiro como um justo.” Com uma citação do advogado formado em Letras e Filosofia, Darcy Arruda Miranda Júnior, iniciam-se os processos movidos em varas diferentes no Fórum Central de São Paulo.

Na seqüência, os advogados Lourival José dos Santos e Alexandre Fidalgo apresentam o currículo dos jornalistas da Veja e um breve comentário sobre Nassif e o portal iG.

A defesa de Alcântara, Sabino e Jardim acusam Nassif de exercer “abuso no exercício da liberdade de informar.” Dizem ainda que todas as denúncias feitas pelo jornalista são falsas. Afirmam que não procedem, contudo, sem demonstrar provas do contrário.

Este texto continua no Comunique-se. Hilário este papo de "abuso no exercício da liberdade de informar".


segunda-feira, 3 de março de 2008

PESSOAL DA ABRIL PROIBIDO DE VISITAR BLOG DO NASSIF

Vou copiar na íntegra a entrada do PEDRO DORIA. Por incrível que pareça, é a mais pura verdade…

Luis Nassif e a Editora Abril

13/Fevereiro/2008 · 11:45

Quem tenta enviar um link para o blog de Luis Nassif utilizando email com o domínio abril.com.br não consegue.

O firewall interno da Editora Abril está bloqueando as mensagens com o link. Certo tipo de conteúdo eles não ajudam a divulgar.”



Do weblog do Pedro Dória, mas visto no Palanque do Blackão.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cartão corporativo, sim

Luis Nassif:

É uma bobagem essa história de que cartão do governo federal é corporativo e do governo de São Paulo não é. É evidente que existe cartão corporativo em São Paulo. A não ser que se acredite que a conta da Secretaria de Segurança em uma churrascaria – mencionada na reportagem da “Folha” – tenha sido com cartão para gastos com abastecimento de veículos.

Cartão corporativo é instrumento válido. Aliás, Ministros, Secretários de Estado, têm que dispor de verba de representação. Inclusive para comprar roupas apresentáveis, pagar contas de convidados especiais e tudo mais. São despesas inerentes ao cargo.

Como o nome cartão corporativo virou palavrão, vem-se, agora, com essa bobagem de que um tipo de cartão é corporativo outro não.

Provavelmente os gastos da Secretaria de Segurança nem devem ser gastos ilegítimos. Mas essa mediocridade do “jornalismo tapioca” criou isso, de mudar o nome do cartão, para separar alhos de bugalhos – sendo que tudo é a mesma coisa.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Luís Nassif Desvenda a Veja

"O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.

Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.

O primeiro, são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo.

O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década..

A terceira, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos."

O trecho acima é o início de um longo dossiê do jornalista Luís Nassif, relatando o digamos, comportamento, da revista Veja nos anos recentes. É uma longa reportagem, que vale a pena conferir, na página do Luís Nassif.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A derrota de Chávez

NASSIF:

A derrota de Hugo Chávez no referendo venezuelano, permite as primeiras conclusões:

1. Cadê a ditadura? Até agora, Chávez venceu pelo voto. Ontem, o voto foi respeitado. Não significa que seja um democrata, mas que até agora a democracia lhe foi favorável. A partir de ontem, o jogo é outro.

2. Acontece que o projeto de Chávez para a Venezuela é revolucionário, não reformista ou contemplativo. E não existem sucessores para Chávez. O modelo venezuelano é intrinsecamente personalista. E a radicalização tornou as disputas eleitorais uma questão de vida ou de morte. Quem vencer as próximas eleições, varrerá os opositores do mapa. Chávez montou uma rede de conselhos por todo o país, que simplesmente desapareceria em caso de afastamento do líder nas próximas eleições. Ou seja, existem dois modelos hoje - a democracia clássica com todos seus vícios; o modelo dos "conselhos", com todo seu proselitismo - disputando a primazia política na Venezuela. Não há forma de convivência pacífica.

3. O possível caminho do chavismo seria uma reforma “à Putin”, com mudança no sistema presidencialista que preservasse a influência do líder.

Seja qual for o caminho, agora é que o jogo vai começar.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

O teatro da CPMF

NASSIF:

A FIESP lançou a campanha contra a CPMF para marcar posição política. Acho que não esperava que pegasse.
O PSDB impôs algumas condições para valorizar a votação, já que seus governadores necessitam dessa aprovação.

De jogo de cena em jogo de cena, o tema pegou. Agora, toca a manter o jogo de cena e recuar nem tão rapidamente que pareça fuga, nem tão lentamente que pareça provocação.

Ontem o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse que se o governador acenar com parcela maior da CPMF na Saúde, o partido apóia. Aécio, Serra, Yeda, todos estão tremendo de receio de não passar a prorrogação da CPMF.

Só FHC, que não tem responsabilidades de governo, quer ver o circo pegar fogo.


Acrescento:

Se alguém tem renda mensal de 30 mil reais e compra um litro de leite, paga o mesmo imposto sobre essa aquisição de alguém que quem tem renda mensal de 300 reais. A CPMF é realmente mais justa, pois sua incidência é diretamente proporcional ao volume de dinheiro movimentado.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Um caso de perda de rumo

TEXTO DO NASSIF (PARA LER NO ORIGINAL, CLIQUE NO TÍTULO DESTA POSTAGEM)

Confesso que, com exceção do ex-governador gaúcho Antonio Britto - que se tornou advogado do Banco Opportunity, e perdeu as eleições para governador devido a isso -, não conheço um caso maior de perda de rumo do que está ocorrendo com o deputado e ex-Ministro Paulo Renato de Souza.

Primeiro, foram declarações contra o livro “Nova História Crítica”, com o anúncio de que oficiaria o Ministério Público para que o MEC tirasse de circulação – mesmo sendo ele o “pai” do modelo de seleção de livros didáticos pelo MEC e sendo consultor da Santillana, maior concorrente da editora do livro.

Depois, o artigo sobre reestatização bancária, que submeteu à avaliação prévia do presidente do Bradesco. Márcio Cypriano. O email endereçado ao Cypriano foi remetido por engano à “Folha”. Em vista disso, Paulo Renato retirou o artigo da “Folha”.

Hoje publica o mesmo artigo no “Estadão”.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

A nova realidade dos superávits baratinando o BC

Nassif:
O erro maior do Banco Central foi não ter entendido [...] a maneira adequada e trabalhar com os superávits comerciais dos últimos anos. O Brasil sempre trabalhou com déficits, moratórias etc.

Quando surgem os superávits, há duas maneiras da economia reagir a eles. A primeira, produzindo o ajuste através do crescimento do PIB. Ou seja, o PIB cresce mais, aumentam as importações e se chega ao equilíbrio. A segunda – radicalmente diferente – é através da apreciação da moeda nacional. Com isso, o PIB não cresce, mas a apreciação da moeda provoca um aumento nas importações. Em ambas as situações, chega-se ao equilíbrio: na primeira aumentando a riqueza nacional; na segunda provocando a estagnação.

Esses anos todos os BC optou pelo segundo caminho.

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segunda-feira, 23 de julho de 2007

A esperança do caos mobilizando a idireita

Nassif:
Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a platéia. E a oposição, aliada à oligarquia, usa bem isso. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise externa, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. A finalidade da política é impedir o país de fazer política. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

[...]

Quem tem coragem de ir à TV e dizer: "O Brasil está melhorando!", mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do país é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar. O avião da TAM derreteu feito bala de açúcar na boca dos golpistas.

[...]

O que moveu Pedro Simon e Arthur Virgilio foi a esperança do caos. Pedro Simon se acha o missionário da catástrofe. Ele é o ideólogo da explosão de furúnculos. Ele acredita no pus revelador. Virgilio quer levar em seu declínio o país todo com ele, cair destruindo, numa espécie de triunfo ao avesso. Ele é o último bastião do patrimonialismo tradicional, resistindo ao capitalismo impessoal.

Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é "moral". Este "bonde" funk de neo-udenismo psicótico, este lacerdismo tardio, este trenzinho de "janismo" com "collorismo" visam impedir a modernização do país, sob a capa do "amor". São a favor da moralidade, mas contra a lei de Responsabilidade Fiscal.

Esta onda de moralismo delirante busca impedir a reforma das instituições, que estimulam a imoralidade. Tasso , tocando trombone sob um telhado de vidro, é o grande exemplo. Arthur Virgilio, com boquinha de ânus e vozinha de padre, outro.
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segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Nassif: o jogo de perde-e-perde

Nassif. Um pouco de luz em meio ao calor desarrazoado:

[...] É evidente que, neste momento, ocorre uma competição entre praticamente todos os grandes veículos da mídia para saber quem derruba Lula primeiro.

[...] Lula tem erros enormes, como o “mensalão”, mas acertos enormes como a “Bolsa Família” e a incorporação definitiva das classes C e D às políticas públicas. É odiado por uma parte da opinião pública, amado por outra; e há um terceiro grupo que tem a estabilidade e a legalidade como valores maiores. Mais que isso: embora o PT e o governo sejam pródigos em dar motivo para o prosseguimento de campanhas anti-Lula, a catarse não é elemento auto-sustentável. Campanhas baseadas na catarse têm vida curta, cansam, esgotam.

Nesse contexto, jogar todas as fichas na queda de Lula é uma dupla armadilha, da qual não se tem como sair vitorioso. Se Lula fica, a mídia é derrotada. Se Lula cai, a mídia é derrotada. O fogo se alastra, e todos os problemas que o país enfrentar, a partir dali, serão tributados aos que derrubaram o governo, seja mídia, sejam lideranças políticas.

Depois de janeiro, os que estão crescendo, agora, com a exacerbação e a catarse, tendem a cansar. E os negociadores tendem a crescer.

[...] Está-se tentando repetir a história, quando o momento seria propício para o veículo que se colocasse acima das paixões, recuperasse a técnica jornalística e se comportasse como magistrado, duro, inflexível, porém justo, colocando a preocupação com o país acima das conveniências de momento. [...]


Na minha opinião ele tem bastante razão. Seria bom para todos, e inclusive para os negócios midiáticos, haver uma imprensa preocupada em respeitar as bases éticas e profissionais do jornalismo. Do jeito que a coisa anda não há porque comprar jornais, a não ser os populares, pois os mesmos são feitos para rir mesmo. E dá vontade de boicotar os produtos dos anunciantes, pois os mesmos ficam totalmente vinculados à mentira e ao espetáculo de mau gosto.

domingo, 24 de setembro de 2006

Declínio dos jornais e revistas de opinião

Em meados dos anos 90, jornais e revistas de opinião conquistaram os maiores índices de tiragem da história.

De lá para cá, a curva se inverteu por inúmeras razões. Algumas são estruturais, ligadas à entrada das novas mídias, não apenas a Internet, como o avanço da TV a cabo e do rádio – que ganhou status de formador de opinião. Mas outras razões foram decorrência da perda de foco do jornalismo de opinião, que de tanto buscar o espetáculo abriu mão de algumas qualidades intrínsecas do produto: credibilidade, rigor na apuração. Show por show, a TV, a Internet e os jornais populares levaram.
-- Luis Nassif