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sábado, 10 de maio de 2008

ZH não vai cobrir as gauchadas em Roraima?

Tarda a cobertura de Zero Hora sobre os sul-rio-grandenses que colonizam o norte de Roraima, plantando arroz em território indígena e cometendo barbarismos de toda a ordem e tamanho.

Eu cobro a matéria da RBS porque esta se notabiliza no esforço chauvinista de dar destaque a tudo que diga respeito a “gaúchos e gauchadas”, seja o que fôr, as maiores idiotices cometidas por alguém nascido no Rio Grande, tem destaque garantido nos seus veículos, tudo de forma absolutamente acriteriosa e patrioteira.

É hora, pois, de ZH mandar aqueles seus repórteres investigativos de hotel averiguar o que passa com os seis guascas que estão brutalizando o extremo Norte do Brasil.

Segundo denunciou o reconhecido antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, ainda no domingo (20/4) ao jornal Estadão, “as notícias que temos são as de que, desde a homologação [das terras indígenas], produtores rurais que estão fora da lei já atacaram quatro comunidades indígenas, incendiaram 34 casas, arrebentaram postos de saúde, espancaram e balearam índios.”


O texto prossegue no blog do Gilmar da Rosa. Foi originalmente publicado no Diário Gauche.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Termina o sufoco da mídia oficialista guasca

(...)
Agora, ainda em dezembro, eu estava numa cidade do interior, na fronteira com o Uruguai, e abri o diário local onde encontrei, numa mesma edição, artigos e colunas dos seguintes personagens ilustres: jornalista Rogério Mendelski, deputado Frederico Antunes (PP), jornalista Affonso Ritter, jornalista Políbio Braga e outros menos votados, mas todos figurinhas carimbadas da direita maragata. Neste plano, fica muito difícil competir.

E depois ainda ouço alguns basbaques encheram a boca reclamando da necessidade de termos uma imprensa livre. Imprensa livre?

Confira o texto completo no Diário Gauche.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Macalão sem partido

Como eu havia dito antecipadamente, ZH fez uma matéria tentando resgatar o escândalo dos selos na Assembléia através de seus autores, e não citou o partido dos acusados e muito menos onde trabalhavam. Vamos ao que ZH não diz:
  • Ubirajara Amaral Macalão - filiado no PTB e brindado a altos cargos na Assembléia desde o tempo em que Zambiazi foi presidente (2001 e 2002);
  • Santa Izabel Paludo - filiada no PHS e cargo de confiança do palácio Piratini nomeada por Yeda;
  • Francisco Morelli - servidor da Assembléia ligado ao PMDB (sua esposa é filiada e dirigente, ex-CC da Assembléia);
  • Sérgio Jaeger - ex-assessor de Ônix Lorenzoni do DEMO.

Do Agente 65 via Animot.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

MACALÃO E O SILÊNCIO SELETIVO DA MÍDIA

Os jornais Zero Hora e Correio do Povo vêm utilizando um curioso critério para a publicação de nomes citados pelo ex-diretor de Serviços Administrativos da Assembléia Legislativa, Ubirajara Macalão, como envolvidos no esquema da fraude dos selos. Logo no início do escândalo, quando Macalão citou o suposto envolvimento de ex-deputados petistas, os nomes dos mesmos foram publicados, inclusive com quadros ilustrativos. Agora, reina o silêncio em torno do nome dos novos acusados. Ontem, Macalão prestou um depoimento de quatro horas na 6ª Delegacia da Polícia Civil, de Porto Alegre, quando entregou um CD com fotos, gravações e documentos sobre o caso. Segundo ele, esse material comprovaria a entrega de 120 mil a 130 mil selos a três deputados estaduais e de mais de 2 milhões de selos a um ex-vereador da capital (já falecido) para uso em campanhas eleitorais. Até aí, os jornais publicaram, sem citar os nomes, porém.

Os nomes citados por Macalão, conforme já noticiaram outros veículos de comunicação da capital, foram os dos deputados estaduais Paulo Brum (PSDB), atual vice-presidente da Assembléia, Kalil Sehbe (PDT), do ex-deputado Edmar Vargas (PTB) e do ex-vereador de Porto Alegre, Isaac Ainhorn, já falecido. Ao longo do processo, Macalão já mudou de versões várias vezes, o que justificaria a prudência na divulgação dos nomes. Cabe questionar, porém, porque nomes só foram divulgados quando havia petistas envolvidos.

Continue lendo no RS Urgente.