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quinta-feira, 20 de junho de 2013

O BONDE DA HISTÓRIA ESTÁ PASSANDO

A insatisfação desprovida de agenda, liderança e capacidade de negociação -que implica hierarquizar, exigir e transigir, conforme as circunstâncias- leva à revolta desordenada que se desespera com o paradoxo de sua própria força. Uma força descomunal que gira em falso e se exaure. O chão achatado pelo peso da inconsequência estratégica é o campo fértil da regressividade social e política. Nenhuma sociedade admite se transformar em um parafuso espanado, à mercê da incerteza paralisante. O PT e os partidos à esquerda do PT talvez ainda tenham condições de definir uma agenda progressista para a estupenda energia liberada pelas explosões de protestos que varrem o país há 13 dias. Talvez. Mas para isso precisam vencer uma rejeição mútua e autodestrutiva, que não é propriamente novidade na história da esquerda mundial. Na Alemanha, nos anos 20, essa negociação não se deu. No Chile, em 1973, ela tampouco aconteceu. Na Espanha de 2011, idem. Os resultados são conhecidos. O Brasil não é a Alemanha de Weimar, nem o Chile de Allende ou a Espanha do PP, onde o neofranquismo ascendeu à sorrelfa dos indignados que coalhavam a Praça do Sol. Mas o Brasil está vivendo um movimento de massas vigoroso e espontâneo. Que se espalha magistralmente sem que as forças de esquerda disponham, sequer, de um fórum para avaliar um denominador de propostas críveis, capaz de transformá-lo na alavanca reordenadora de um processo de desenvolvimento que vive o seu ponto de mutação. Ou alguém acha que basta revogar centavos de tarifa e a pasta de dente gentilmente voltará ao tubo? Se as forças democráticas, lideradas pelos partidos de esquerda e as organizações progressistas, não tiverem a capacidade de construir as linhas de passagem para um novo ciclo, com um salto de democracia participativa e metas de qualidade para a dimensão pública da vida, alguém o fará. Na direção oposta à da democracia social que o país luta por construir desde o fim da ditadura militar e antes dela. Todo o dispositivo conservador opera febrilmente no sentido de desqualificar a capacidade progressista de conduzir o passo seguinte da economia e da sociedade. O projeto que pretendem recuperar é sabido. Talvez ainda haja tempo de evitá-lo. Há muito a se perder e muito a se ganhar na roleta dos dias que correm. O bonde da história está passando. E a esquerda não é a única a disputar a vaga do motorneiro.    

Vejam mais no BLOG DAS FRASES-CARTA MAIOR

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A virtude e o porteiro de Lula

Danuza Leão, que foi esposa de Samuel Wainer, criador do Última Hora - o principal veículo de resistência ao cerco udenista contra Vargas nos anos 50, lamenta a ascensão do consumo de massa no Brasil. Não por ter restrições ao consumo. Mas porque ficou difícil 'ser especial' nesses tempos em que 'todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais', explica na coluna que assina na Folha.

Musicais na Broadway perderam a graça, afirma, não pelo gosto duvidoso do que se oferece ali. "Por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir", lamenta-se.

"Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros - não é melhor ficar por aqui mesmo?", questiona desolada diante das cancelas decaídas.   

Vejam o texto completo no Blog das Frases (Saul Leblon)

domingo, 1 de julho de 2012

La apropiación del ejemplo de la revolución cubana por la izquierda brasileña en los años sesenta

Imágenes de esperanza :: Fue a través de las propias experiencias brasileñas de lucha contras la dictadura de 1964, que el ejemplo cubano cobró sentido 


RESUMEN: A partir de los textos producidos por los militantes o los grupos de la izquierda brasileña de la década de 1960, el autor aborda las apropiaciones del ejemplo de la Revolución Cubana (RC) en sus orientaciones post golpe de Estado de 1964. De esta forma, busca observar la circulación de las ideas inspiradas por la RC, teniendo en cuenta las condiciones históricas concretas y las tradiciones de lucha de las que la citada izquierda se sentía parte.

Leer texto completo [PDF]
www.cedema.org  
 
circunstancia no menos crucial, a saber, que fue a través de las propias experiencias brasileñas que el ejemplo cubano cobró sentido. Fue el contexto de las luchas sociales


La Haine.org

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Salário máximo

Um exemplo de novas pautas que poderiam animar o debate político brasileiro foi sugerida pelo provável candidato de uma coligação francesa de partidos de esquerda, Jean-Luc Mélenchon. Ela consiste na proposição de um "salário máximo". Trata-se de um teto salarial máximo que impediria que a diferença entre o maior e o menor salário fosse acima de 20 vezes. Uma lei específica também limitaria o pagamento de bonificações e stock-options.
Em uma realidade social de generalização mundial das situações de desigualdade extrema -outra face daquilo que certos sociólogos chamam de "brasialinização"-, propostas como essa têm a força de trazer, para o debate político, a necessidade de institucionalização de políticas contra a desigualdade.





Confira a reflexão do professor Vladimir Safatle, comentando a atuação do "Die Linke" (A Esquerda) na Alemanha, original da Folha de São Paulo, disponível nas Colagens do Umbigo e da Mosca Azul

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Eleições brasileiras: Porque votarei em Dilma Rousseff no segundo turno

Lucas Morais

Com a definição da presidência brasileira para o segundo turno, uma série de problemas são colocados para a esquerda socialista brasileira. Apoiar Dilma? Votar nulo? É exatamente sobre isto que pretendo tratar.

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados – PSTU – soltou uma nota política nesta segunda-feira (4) em seu sítio web com o título de "Voto contra a direita no segundo turno é voto nulo". Além do PSTU, setores do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL – já declaram intenções de votar nulo, sendo que há uma perspectiva de liberação de seus militantes para votar em quem cada um decidir. O PCO e o PCB até este momento não se posicionaram definitivamente quanto a seu voto orgânico para o segundo turno.

Para visualizarmos melhor este cenário, devemos levar em consideração alguns fatores históricos que estão em jogo neste processo eleitoral.

A crise global do capital e o imperialismo

A crise global do sistema do capital impõe a todos os governos da Europa um processo de implementação de políticas de austeridade, com cortes de pensão, aumento da idade para a aposentadoria, desvalorização do salário mínimo, aumento de impostos, liberalização (flexibilização) das relações trabalhistas, corte de empregos nas instituições estatais, eliminação de bônus, dentre outros ataques aos trabalhadores, como pôde ser observado na Grécia. O mesmo ocorre nos Estados Unidos, que desde 2008, com a explosão dos títulos sem valor em função da insolvência de milhões de famílias, destina bilhões de seu orçamento nacional diretamente para subsidiar a bancarrota geral que vive seus grandes monopólios, incluídos aí a Ford, Freddie Mac, Fannie Mae, dentre outras "Too big to fail". Foi um assalto a toda classe trabalhadora estadunidense.

Vejam o texto completo em DIÁRIO DA LIBERDADE

domingo, 4 de julho de 2010

Por uma maioria parlamentar de esquerda

Para quem quer que o Brasil siga o caminho atual, consolide as transformações iniciadas pelo governo Lula, as aprofunde e promova as transformações estruturais que permitirão fazer do Brasil uma sociedade, justa, soberana, solidária – é condição indispensável a vitória de Dilma Rousseff.

O segundo objetivo, estreitamente vinculado a esse, condição mesma do seu sucesso, é eleger uma bancada parlamentar, na Câmara e no Senado, com maioria de esquerda. Para não necessitar de alianças que comprometam o projeto essencial do governo, para não depender de negociações difíceis e muitas vezes infrutíferas com partidos aliados, mas que não comungam das diretrizes essenciais do governo. Para não ter que entregar Ministérios fundamentais – como os da Agricultura, da Comunicação, da Defesa, das Cidades – a partidos cujas orientações muitas vezes defendem interesses que estão em contradição com políticas essenciais de superação do neoliberalismo.



Vejam o texto completo no BLOG DO EMIR

domingo, 27 de junho de 2010

A quem serve o “quanto pior, melhor”?

Escrito por Wladimir Pomar
23-Jun-2010

Algumas forças políticas de esquerda acreditam que o Programa Democrático Popular aprovado pelo PT, em 1986, continua atual. Ele responde aos principais problemas estruturais enfrentados pelo Brasil. Também corretamente, avaliam que esse não foi o programa adotado no governo Lula. Mas, estranhamente, ao invés de avaliaram as condições objetivas que levaram o PT a aplicar um programa tático diferente, ou "rebaixado", como costumam dizer, preferem lamentar-se, ao mesmo tempo em que acusam ao PT de haver abandonado seu programa estratégico.

Alguns se dão conta de que, para a maioria do povo brasileiro, as realizações do governo Lula são vistas e sentidas como avanços e conquistas. Mas, ao invés de tomarem isso como possibilidade real para conquistas ainda maiores, mesmo que lentas, preferem se lastimar de que essa maioria popular não tenha percebido a necessidade de retomar a luta por reformas estruturais na sociedade brasileira.

Vejam o texto completo em CORREIO DA CIDADANIA

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PCdoB propõe unir a esquerda em torno de projeto para o Brasil

Os partidos progressistas que estiveram nesta terça-feira (1o) no evento na Câmara dos Deputados, em Brasília, promovido pelo PCdoB, foram unânimes na defesa de um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil no período pós-Lula e da unidade entre eles para aplicação desse projeto. O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, apresentou a proposta do seu Partido, que será debatido no 12o Congresso Nacional da legenda, em novembro próximo, em São Paulo.

“O interesse nosso é trocar ideias com os partidos de esquerda, que compõem esse esforço democrático de conduzir o nosso país, a partir do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento (NPND)”, disse o líder comunistas aos presidentes e representantes dos partidos aliados – PT, PSB, PDT, PRB e PMN.


Vejam mais no Vermelho

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Os ingênuos também vão pro inferno

Dando sequência a minha (nem tão) promissora missão pública de ombudsman do jornal O Globo, comento a matéria em destaque na edição de hoje (16/07/2009), na página 3, onde diversos ex-caras pintadas, ao estilo já surrado do "petista arrependido", derramam lamúrias contra a foto que o jornal, na véspera, estampou na capa. Era a foto, agora já famosa, de Lula abraçando Collor.

É realmente engraçado. Bastou falar mal de Lula para ganhar uma foto tamanho família na página 3. A história mostra que a manipulação da ingenuidade tem sido uma estratégia constante daqueles que precisam enganar a opinião pública. Heródoto relata um caso assombroso ocorrido na Grécia Antiga, em Atenas, que o revoltou especialmente. Pisístrato, um tirano que os atenienses haviam, com muita dificuldade, logrado expulsar da cidade, restabelecendo assim o regime democrático, apela para uma artimanha incrível para voltar ao poder. Nas palavras de Heródoto:


Vejam o texto completo no blog Óleo do Diabo

terça-feira, 7 de julho de 2009

Protógenes dialoga com PCdoB para dar 'novo viés' à sua luta

Mais uma vez o trabalho de investigação do delegado Protógenes Queiroz ganha as manchetes. A Procuradoria da República em São Paulo denunciou o banqueiro condenado Daniel Dantas e mais 13 pessoas, sob acusações como gestão fraudulenta e evasão de divisas. Mais um resultado da Operação Satiagraha. Nesta entrevista exclusiva ao Vermelho, Protógenes se considera ''um delegado com um aviso prévio''. Busca ''um outro viés'' para a sua luta, sem ocultar que este passa por 2010. Em um país que segundo ele ''se bipolarizou'', revela que tem ''falado com vários partidos'', mas há um ''que equilibra o país no campo da esquerda brasileira, que é o PCdoB''.


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