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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Dilma tinha razão ao temer a cartelização das concessões

Um dos grandes embates de Dilma Rousseff foi a tentativa de fixação de um teto da TIR (Taxa Interna de Retorno) nos leilões de concessões públicas. Desde as mudanças no modelo de energia, ela ainda Ministra de Minas e Energia, mostrava preocupação em reduzir o chamado custo Brasil.
Um dos grandes problemas de competitividade eram justamente as tarifas públicas totalmente liberadas nos períodos anteriores.
Na sua primeira experiência em concessões rodoviárias, Dilma definiu tetos para a TIR. Foi bem sucedida, com a entrada de concorrentes espanhóis.
Nos movimentos seguintes, o modelo empacou. As empreiteiras refugaram e criou-se o impasse. Havia indícios de acerto entre elas, boicotando os leilões para forçar a uma mudança de modelo. Acabou sendo vitoriosa a tese de que se deixasse a TIR liberada, a competição se incumbiria de reduzir as tarifas.

Com a Lava Jato explicitando de maneira inédita o cartel das empreiteiras, fica claro que Dilma tinha razão.
Leia mais no Blog do Luís Nassif

segunda-feira, 24 de março de 2008

Empresário Cecílio do Rego Almeida morre aos 78 anos em Curitiba


O empresário Cecílio do Rego Almeida morreu no sábado, em Curitiba (PR), aos 78 anos. Ele se sentiu mal pela manhã, em casa, e foi internado na UTI do Hospital Santa Cruz. C.R. Almeida, como era conhecido, era dono da empreiteira que leva seu nome e de negócios no setor agropecuário, de concessão de rodovias e na área química. Almeida foi apontado como detentor de uma das maiores fortunas do Brasil. Em 1992, a revista norte-americana Forbes o relacionou como proprietário de um patrimônio avaliado em US$ 1,3 bilhão. No auge de seus negócios, o empresário fechou grandes contratos com a União para construção de obras rodoviárias por todo o País a partir do governo de Juscelino Kubitschek, na década de 50, até os anos 70, no regime militar. Polêmico, C.R. Almeida também se envolveu em acusações de grupos ambientalistas e do Ministério Público Federal de ser o dono de vastas extensões de terras no Norte do País por meio da prática de grilagem (apropriação ilegal), o que sempre negou.


Texto da Videversus, jornalismo de adjetivos. Cecílio Rêgo Almeida, era dono de uma das empreiteiras, que aparentemente funcionavam em oligopólio, desde os anos 1950, durante o regime militar, e que aparentemente passaram a ter atuação um pouco mais discreta após o governo Sarney. Algumas das outras: Mendes Júnior, Carmargo Corrêa, Odebrecht, ...




domingo, 3 de junho de 2007

A bancada das empreiteiras

Oficialmente, as construtoras injetaram R$ 27 milhões diretamente nas campanhas. Outro montante foi transferido para o caixa dos partidos. As empresas bancaram 285 dos 513 deputados (55,5% da Casa) e 40 dos 81 senadores (49,3%). No caso do Senado, o levantamento também contabilizou os eleitos em 2002, cujos mandatos estão em curso.
Folha de São Paulo
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