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terça-feira, 21 de maio de 2013

Lula governou o Brasil com inteligência para não alarmar o império e receber seus golpes

Pedro Echeverría V.

1. Luiz Inácio Lula da Silva -ex-presidente do Brasil- converteu-se em figura internacional. Diz o jornal La Jornada depois de entrevistá-lo: "é um ser prático, intuitivo, que busca a resolução concreta dos problemas. Foi em boa medida graças a essa capacidade, que se desenvolveu no Brasil um complexo processo de articulação política que tornou possível a prioridade do social e a promoção de políticas igualitárias, a soberania externa e a recuperação do papel ativo do Estado na construção dos direitos dos cidadãos". No entanto, Lula teve que enfrentar as direitas e esquerdas no Brasil e no mundo pela força que teve em seu mandato. Não debochar de seu governo, nem tampouco bajulá-lo, assim pode trabalhar mais para o povo.  

Vejam uma tradução livre completa em NEBULOSA.DE.ORION

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O que é ser mãe na Escandinávia

Uma estrangeira radicada na Noruega dá um relato sobre isso. a7

Uma das causas fundamentais do Diário é uma sociedade justa. A Escandinávia é um exemplo disso. O texto abaixo, publicado originalmente no blog de uma francesa radicada na Noruega, é uma pequena amostra do inspirador avanço social escandinavo.
Primeiro você deve saber que a família e maternidade são valores muito elevados na sociedade norueguesa. Natural de outro país, a França, isso é muito claro para mim.
As crianças são realmente priorizadas na Noruega. Há um dia do ano em que isto é extremamente óbvio: 17 de maio. Nesta data, que é o Dia Nacional da Noruega,  as crianças desfilam na rua. 

Vejam mais no DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Supremo reconhece a união estável homoafetiva por unanimidade

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal aprovou, na quinta-feira 6, o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Todos os ministros da Corte acompanharam o voto do relator, Carlos Ayres Britto. “O sexo das pessoas não se presta como fator de desigualação jurídica”, afirmou o magistrado, ao argumentar que a Constituição proíbe o preconceito. De acordo com ele, a sexualidade é uma questão de foro íntimo, a qual o Estado não deve interferir, sobretudo na restrição de garantias civis. “A ausência de lei (sobre o tema) não é ausência do direito.”


Mais no sítio da revista CartaCapital

sábado, 17 de outubro de 2009

Finlandia: Internet es un derecho legal

Mientras que en otras partes del mundo los usuarios deben mantener una lucha encarnizada con sus proveedores de Internet para obtener una conexión decente, y en otros hay costos tan altos que un acceso de banda ancha es prohibitivo, una novedad proveniente de Finlandia nos muestra que todavía hay esperanzas para todos los que creemos que la red de redes es algo a lo que toda la raza humana debe tener acceso. Comenzando en julio del año entrante, todos los proveedores de Internet operando en territorio finés deberán garantizar por ley conexiones a la red que posean una velocidad mínima de un megabit por segundo.


Vejam mais em REBELION

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Países sul-americanos propõem fim da exigência de passaporte

Cidadãos brasileiros e das nove nações de língua espanhola da América do Sul poderão circular entre os países apenas com documento de identidade, segundo reportagem do "Valor Online". A proposta de extinção da apresentação do passaporte deve ser confirmada nesta terça-feira numa reunião em Tucumán, na Argentina.
Texto completo em O Globo Online.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Propriedade Social

Ao se acrescentar ainda a ausência da regulação do tempo de trabalho (48 horas semanais, férias, descanso semanal, feriados) e de medidas de aposentadoria e pensão, o tempo de trabalho podia equivaler a mais de 5.500 horas de trabalho por ano. Com o desenvolvimento urbano e industrial protagonizado desde a década de 1930, parte dos ganhos de produtividade foi carreada para a nova propriedade social. Em conseqüência da difusão da titularidade dos novos proprietários, tornou-se possível reduzir o peso do trabalho heterônomo (realizado em troca de uma remuneração pela sobrevivência) para um quinto do tempo de vida. Isso porque o ingresso no mercado de trabalho foi postergado para os 15 anos de idade, após o acesso ao ensino básico, enquanto a saída para a inatividade se deu a partir da contribuição por 35 anos ao fundo previdenciário. Contando com a duplicação da longevidade da vida ao longo do século 20 (de 35 para 70 anos), percebe-se que o desenvolvimento nacional permitiu à propriedade social alargar o tempo de vida, bem como direcioná-lo à sociabilidade moderna, com mais educação, saúde, consumo e investimento humano. No limiar do século 21, com a perspectiva de elevação da longevidade de vida para acima dos cem anos de idade e a profunda ampliação da produtividade do trabalho, especialmente do trabalho imaterial, abrem-se oportunidades inéditas de o desenvolvimento fortalecer ainda mais a nova propriedade social. Seus detentores possuem cada vez maior influência sobre as decisões públicas e privadas nacionais, como no caso dos fundos de aposentadoria e pensão, FGTS, FAT, entre outros. Tudo isso motiva preparar, em novas bases, as ações estratégicas para o desenvolvimento brasileiro de longo prazo. Para quem vai viver cem anos, com a intensificação da produtividade, ampliam-se as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho após os 25 anos de idade -conforme já ocorre para os filhos dos ricos no país-, assim como o tempo de trabalho em menor escala, contando com o seu exercício em diversas modalidades e cada vez mais distante do local de trabalho tradicional. Se, tecnicamente, já é possível, por que não convergir para as condições estruturais necessárias para que isso realmente venha a ocorrer? Somente com a promoção do desenvolvimento nacional os brasileiros universalizarão as possibilidades de acesso à nova propriedade social.

O que está acima é parte de texto de Márcio Pochmann, publicado na Folha de São Paulo (para assinantes), e reproduzido, vejam só, no Depósito do Maia. É. Aquele Maia mesmo...
O texto completo, então, no Depósito do Maia.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Canalhice Anti-cidadã

Hoje fiquei estarrecido com uma reportagem de Zero Hora que noticiou como "Polêmica" o fato de a Brigada Militar ter proibido que se entrem nas casas para capturar suspeitos em perseguição. A matéria só não diz qual seria a polêmica, mas insinua que seria uma burocracia boba que só atrapalharia as ações policiais. A matéria ainda aponta que existem delegados e oficiais da Brigada que discordam da decisão do Comando da Brigada Militar.
Isto é uma barbaridade! O jornal sequer se refere à legislação que obriga o mandato judicial para entrar na casa de qualquer cidadão! A casa das pessoas é inviolável, sob as penas da lei, como pode o Comando da corporação baixar instrução para que se cumpra a lei!
Há poucos dias entrevistaram um ex-oficial do tempo da ditadura que admitia a Operação Condor e que disse que não entende o problema de estrangeiros serem presos no Brasil nos anos de chumbo. Passados quase trinta anos o animal ainda não entendeu que prender sem mandato e sem acusação é ilegal e imoral e condenável no mundo inteiro. E nenhuma vírgula sobre isto foi publicado.
Zero Hora entende que a ditadura foi necessária e que os direitos do cidadão só se aplicam aos que têm dinheiro, pardo e negros suspeitos são criminosos e nada merecem dos benefícios cidadãos, e a bovinagemfica feliz pois começa o novo Big Brother.

Via Agente 65.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Do Blog Entrelinhas: Dica de leitura no Estadão de hoje

Vale a pena ler a entrevista abaixo, do historiador Carlos Guilherme Mota, publicada neste domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo. É uma análise vigorosa.

Você também está atrás das grades

Fred Melo Paiva

No final dos anos 70, Carlos Guilherme Mota costumava receber em sua casa a visita do também historiador Caio Prado Júnior. Tomavam vinho juntos. Caio Prado gostava dos chilenos da marca Concha y Toro. Carlos Guilherme gostava de Caio Prado - sentia-se visitado pela versão brasileira de um Eric Hobsbawm. Diante do grande mestre, tentava extrair dele “umas cinco frases para repassar aos seus filhos e alunos”. Certa vez, foi direto ao ponto: “Professor, qual é a sua mensagem? O que o senhor me diz sobre a história do Brasil?”. Caio Prado Júnior respondeu: “O Brasil é muito atrasado”. Carlos Guilherme Mota achou a frase “um pouco pobre”. Insistiu: “Mas como assim?”. O Caio: “Muito atrasado. Muito”. Carlos Guilherme deixou pra lá.

“Historiador das idéias”, Carlos Guilherme Santos Serôa da Mota é professor titular de história da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade São Paulo (FFLCH-USP) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi diretor-fundador do Instituto de Estudos Avançados da USP. É pesquisador da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas. Autor, entre outros, de Ideologia da Cultura Brasileira (Editora 34), prepara-se para o lançamento de História do Brasil - Uma Interpretação (Senac), escrito em parceria com sua mulher, a historiadora Adriana Lopez.

Na semana que passou, Carlos Guilherme Mota lembrou-se muito da frase de Caio Prado Júnior. E à luz dessa lembrança, ele concedeu ao Aliás a entrevista que segue:

A história do sistema prisional no Brasil é uma seqüência de atos de barbárie?

Quando houve a Inconfidência Mineira, ou mesmo a Revolta dos Alfaiates, as condições carcerárias eram miseráveis. Há descrições disso. E olha que foram presos ouvidor, desembargador, advogado. Tem-se a idéia de que (o jurista e poeta luso-brasileiro) Cláudio Manuel da Costa não teria suportado a situação e cometido suicídio. Mais adiante, em 1817, revolucionários do Nordeste foram presos na Bahia, entre eles Antônio Carlos de Andrada, irmão de José Bonifácio, e o clérigo Francisco Muniz Tavares. Eram pessoas, digamos, de alto coturno, tiveram alguns privilégios. Ainda assim seus testemunhos do cárcere são um horror. Durante todo o século 19 as condições são, sim, de barbárie. Não há a idéia de cidadania como a temos hoje, nem minimamente. Nos anos 1920 e 1930, comunistas e anarquistas eram recolhidos em presídios como o famoso Maria Zélia, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Ficavam confinados em solitárias com água pingando na cabeça. Imperava por aqui - e de alguma forma ainda impera - a lei da fazenda: se você fez alguma coisa errada, mando um capanga te pegar. Se você é um criminoso, significa que pode ser morto. É por isso que, risonhamente, diz-se que a única contribuição que o Brasil deu para a república no mundo foi a tocaia. Aqui sempre houve exímios matadores.


A entrevista continua no Blog Entrelinhas.