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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Movimentos sociais do Brasil: vamos eleger Dilma Roussef presidenta

Quanto à eleição presidencial, as organizações populares que compõem a Via Campesina decidiram lutar para que não haja uma vitória eleitoral de uma proposta neo-liberal, como a que encarna o candidato "tucano" José Serra. Após o primeiro turno em 3 de outubro, queremos, com este comunicado ao povo brasileiro, manifestar nossa decisão política frente às eleições deste ano.

Avaliação do primeiro turno

As renovações que se fizeram nas Assembléias provinciais, na Camara dos Deputados, no Senado Federal, além da eleição e reeleição de governadores progressistas são boas noticias. No Senado Federal, especialmente, saimos vitoriosos com a eleição de companheiros e companheiras identificados com nossas lutas e com a não eleição de senadores que se destacaram pela perseguição aos movimentos sociais, estando identificados com os interesses do agronegócio.


Vejam mais em LA HAINE.ORG


quarta-feira, 31 de março de 2010

Via Campesina e Contag denunciam documento da CNA aos candidatos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), presidida pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), famosa por seus ataques ao MST, aprovou uma carta ser entregue aos candidatos à presidência da república, fruto do seminário “O que esperamos do próximo presidente”, realizado pela entidade em 24 e 25 de março, em São Paulo. Representantes da Via Campesina e da Contag avaliam que o documento reivindica ainda mais concentração de terras no país e promove criminalização dos movimentos sociais.


Vejam o texto completo no PORTAL VERMELHO

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

La primera FM del país a energía solar

Es de noche y el Tucumano está allá arriba, colgado en la punta de una antena de 42 metros clavada en el monte santiagueño. No hay Luna, así que todo depende de su linterna y de su equilibrio. Abajo, varias personas se apretujan en un estudio y esperan con ansiedad contenida que la maquinaria de cables y botones funcione.“¿Y? ¿Anda?” “No, todavía no.” El Tucumano, que ahora está en tierra firme sugiere que cambien unos cables. “¿Y ahora?” “¡Anda!” Al micrófono, Margarita, de 17 años, transmite: “Muy buenas noches, aquí estamos en el paraje Las Lomitas, en una de las radios del Mocase Vía Campesina. Es la primera vez que salimos al aire, nos llamamos Paj Sachama, que significa vuelo del monte, y estamos funcionando con energía solar”. Aplausos, abrazos y Charly García de fondo que canta: “Alguien en el mundo piensa en mí”.

LEIA MAIS AQUI.

sábado, 5 de julho de 2008

Demonizar os movimentos sociais: o povo nega

A Zé Mentira, órgão de embromação do PRBS (Partido da Rede Brasil Sul) filiado ao PIG (Partido da Imprensa Golpista), divulgou nesta segunda-feira, uma pesquisa feita pelo IBOPE, encomendada pela VALE (ex-Vale do Rio Doçe), sobre o que a população (ou sociedade) vê nos movimentos sociais (leia-se aí MST e Via Campesina, é claro).

Sabe-se que, os números podem ser interpretados de maneiras diferentes, assim sendo, vamos ver os resultados e as interpretações que se pode tirar desses números.

Segundo a pesquisa, que pode ser contestada pelo seu encaminhamento, aponta que 45% dos entrevistados associa o MST à violência. Essa é a manchete da matéria: "IBOPE: MST é visto como sinônimo de vilolência".

De qualquer forma, contrariando a matéria, menos da metade acha o movimento violento (45%), mas na Zé Mentira, é ressaltado esse número, de forma a desqualificar o movimento, tachando-o de violênto.

Por outro lado, a matéria não dá destaque ao outro lado dos números onde, a MAIORIA dos pesquisados dizem que, o que define o MST é: A coragem (27%) e reforma agrária (24%). Quer dizer 51% dos entrevistados NÃO associa o movimento com a violência.

Texto completo no blog A Geografia em Tudo. Também um pouco antigo, mas ainda relevante.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Manifestantes entram em confronto com a polícia no RS

Trabalhadores ligados à Via Campesina e à Assembléia Popular ocuparam empresa.
Protestos acontecem em outros nove estados.

Pelo menos cinco manifestantes ligados à Via Campesina e à Assembléia Popular (movimentos de trabalhadores rurais e urbanos) ficaram feridos em um confronto com a polícia, nesta terça-feira (10), em Passo Fundo (RS). Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ligado aos dois grupos, os agricultores sofreram queimaduras com bombas de gás lacrimogêneo.

Os manifestantes ocuparam uma empresa de alimentos na cidade. A confusão aconteceu quando a polícia tentou apreender um caminhão que levava alimentos para os manifestantes.


Depois da crise do recente final de semana, este é o novíssimo jeito de reprimir os movimentos sociais. Agora sob o comando do coronel Paulo Mendes. Notícia completa no G1.


quinta-feira, 13 de março de 2008

Embaixador da Suíça pede desculpas à Via Campesina

"Em nome do governo do meu país, eu quero pedir desculpas". Foi com essas palavras que o embaixador da Suíça, Rudolf Bärfuss, terminou a reunião com uma comissão de mulheres da Via Campesina ocorrida nesta sexta-feira (7/4), em Brasília.
(DO FAZENDO MEDIA)
LEIA MAIS NO SÍTIO DO MST

terça-feira, 11 de março de 2008

Estão rindo de mim

O Subcomandante geral da Brigada militar do Rio Grande do Sul declara amor eterno a fazenda ilegal de eucaliptos da Sueco finlandesa Stora Enso. Agora a pouco no local em que mulheres e crianças da via campesina foram feridas pela BM na desocupação da fazenda, o coronel pago com o dinheiro de todos os gaúchos participou do abraço simbólico na fazenda juntamente com outras “autoridades” e mulheres da alta sociedade da Farsul. Leiam abaixo a matéria da ZH. Sinceramente não estou acreditando nisso, parece piada, brincadeira de mau gosto ou estão rindo mesmo da nossa cara.



Confira o texto completo no Blog do Gilmar da Rosa.

JORNALISTAS DENUNCIAM REPRESSÃO DA BRIGADA

Manifestante ferida pela polícia em Rosário do Sul durante ação de desocupação da fazenda Tarumã.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul divulgou nota oficial denunciando o cerceamento ao direito de informação por parte da Brigada Militar, por ocasião dos episódios envolvendo a ação da Via Campesina em uma fazenda da Stora Enso, em Rosário do Sul. A nota afirma:


"Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. Repórteres fotográficos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão sofrida por mulheres e crianças que estavam na manifestação, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais (ver fotos abaixo).



Vivemos em uma sociedade democrática de direito e não vamos aceitar as velhas práticas do período da ditadura militar. O Código de ética dos Jornalistas, em seu artigo 2o., inciso V, aponta que "a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à auto-censura são delitos contra a sociedade". O mesmo Código também identifica, no artigo 6o., ser "dever do profissional opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão".


A Secretaria de Segurança do Estado deve explicações sobre esse fato não só aos jornalistas agredidos no seu direito de trabalhar, mas a toda a sociedade, que foi impedida de ser livremente informada. As constantes denúncias que chegam ao Sindicato revelam que ameaças aos jornalistas têm sido prática constante por parte da Brigada Militar.


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS está atento a esse tipo de comportamento e levará o caso à Federação de Periodistas da América Latina e Caribe que, já em sua Carta de Lima, Peru, de dezembro de 2007, exigia dos governos assumir a responsabilidade de garantir a todos os jornalistas o direito à vida, ao trabalho digno, à liberdade de expressão e o direito cidadão à informação".


As fotos são de Eduardo Seidl.


O texto e as imagens vieram do RS Urgente.




domingo, 9 de março de 2008

Frases da semana (a respeito da ocupação e do conflito na Fazenda Tarumã)

- “Delinqüente é tudo delinqüente”

Coronel Paulo Mendes Subcomandante geral da BM ao ser questionado se a força usada contra as mulheres campesinas é a mesma usada contra homens.


- “Seria muito pior se usássemos armas de verdade”

Coronel Lauro Binsfeld, comandante regional da BM justificando os ferimentos causados pelos seus comandados nas mulheres e crianças.


- “A Brigada Militar foi exemplar, agiu com vigor, dou nota 10 para eles”.

Governadora Yeda Crusius, avaliando a ação da BM na ação truculenta que resultou em mais de 60 mulheres feridas a balas e a estilhaços.


- “Ainda bem que temos uma policia forte para por fim a estas bagunças”

Fernando “fiteiro” Moura, titular do programa Conversas do fim do mundo na RCC-FM de Livramento.


- “Eu sou um profissional e vivo do meu trabalho há mais de 25 anos, semana passada minha luz foi cortada, quem paga minhas contas sou eu”.

Fotografo Duda Pinto, respondendo ao questionamento de um “coronel” amigo. Duda Pinto é autor de uma das melhores fotos feitas no conflito e que mostra os PMs apontando armas para mulheres campesinas e que rodou o mundo.


- “quero conclamar todas as mulheres e homens para esta reflexão, que não devemos nos acomodar na pobreza e miséria que a sociedade nos impõe. O que passei na prisão é inexpressivo se comparado à violência cotidiana que muitas mulheres sofrem no anonimato, urbanas e campesinas, seja em favelas, grotões ou mansões, mulheres que são vitimas de ofensas e violência de todo tipo e ordem, moral, física e psicológica”

Irma Ostrosky, líder da Via campesina que foi presa no conflito, logo após ser liberada em entrevista ao blog.



Origem: Blog do Gilmar da Rosa.


Latifúndio, eucaliptos e os excluídos da terra


Em decorrência do protesto das campesinas no eucaliptal da Stora Enso, muitas coisas foram faladas, vistas e debatidas. Muitas versões do ocorrido nesta região correram o país e o mundo, entretanto se faz imperativo ressaltar alguns aspectos aqui na campanha e fronteira do Rio Grande principalmente para quem não conhece estas bandas. Inicialmente é bom esclarecer que esta fazenda de eucaliptos da Stora Enzo fica no município de Rosário do Sul, e não sei qual foi à cabeça iluminada que decidiu trazer as manifestantes para Livramento que fica distante 80 km da referida fazenda. Aqui neste pampa, partindo de Livramento temos que rodar 100 km entre campos praticamente vazios (latifúndios) para chegar à cidade mais próxima. A fazenda que foi ocupada simbolicamente tem mais de 2 mil hectares e segundo a empresa emprega 120 pessoas (?), na época da criação de gado apenas 3 empregos eram gerados. Mesmo com estes números representantes dos latifúndios defendem ardorosamente as papeleiras. Para termos uma idéia clara do que estamos falando, observemos alguns números oficiais. Livramento tem uma área territorial de 7 mil km² e de acordo com dados do escritório regional da Emater, Livramento possuía em 2003 exatamente 3.218 propriedades rurais. Desse total, apenas 185 propriedades, ou seja, 5,7% delas ocupavam modestamente 54% da área total do município. Mais da metade do território santanense. Isso é o que se denomina conceitualmente de latifúndio, concentrador de terra e renda, fator de esvaziamento do meio rural, e entrave para um processo de desenvolvimento econômico. Aliás, não há um único lugar hegemonizado pela orientação política dessa burguesia agrária que não esteja atolado em uma crise econômica. O modelo faliu, e sobre as suas ruínas é preciso construir o novo que não é a monocultura do eucalipto. Por outro lado, temos 2.357 propriedades, que representam 73% delas, ocupando apenas 9,1% da área total do município. Portanto a maioria são pequenos e médios pecuaristas, alguns praticamente inviabilizados pelo tipo de uso que fazem da terra, esse público infelizmente está sob o guarda-chuva político e cultural do latifúndio. Aproveito para republicar parte de uma postagem que fiz sobre o tema em agosto ou setembro passado, pois é bom quando se fala de algo tão importante com fundamentação e números oficiais, em que pese que pouquíssimas ou quase nenhuma pessoa reflita sobre estes números que são absurdos desde sempre. Observem que 185 pessoas são proprietárias de mais da metade da cidade de Livramento, ou seja, 185 pessoas possuem mais de 3.500 km², Para se ter uma idéia do tamanho destas propriedades caberiam neste espaço 10 das 20 cidades mais ricas do Estado, ou centenas de municípios do norte e noroeste do Rio Grande onde predominam as pequenas propriedades e região mais desenvolvida, com mais alto IDH, com maior renda per capita e melhor distribuição de renda e geradora de milhares de empregos, seja através da agricultura e pecuária de pequeno porte seja na indústria. Difícil é ver pessoas e a “mídia” falando disso de forma imparcial, sem preconceito e sem viés ideológico. Reforma agrária é um daqueles temas invisíveis, como são invisíveis os seus protagonistas. Só aparece como caso de polícia, carregado de preconceito e de um viés ideológico fora do tempo, quando, na verdade, deveria ser tratada como ponto crítico entre aqueles, como a educação, que emperram a superação dos obstáculos para o verdadeiro desenvolvimento que a sociedade obviamente almeja. Esta proposta das papeleiras financiadoras da “governadora” que propõem como redenção da metade sul a plantação de eucaliptos além de acabar com o bioma pampa nada muda, aliás, no meu entendimento a única coisa que muda é a diversificação do latifúndio. Teremos o latifúndio dos eucaliptos que pretendem comprar mais de 100 mil Hectares por estas bandas e o dos grandes pecuaristas e suas vaquinhas. Nada contra os bichinhos, entretanto comparando os dois modelos de latifúndio, sabe o que muda do ponto de vista social amigo leitor? Nada. Absolutamente nada. Pois qualquer padaria, loja ou prestadores de serviços geram muito mais empregos do que uma propriedade rural de 5 ou 10 mil hectares. Imperativo dizer que comércio e serviços respondem por quase 80% de nosso PIB municipal, e que a prefeitura municipal continua sendo a maior empregadora na cidade. Indicadores cruéis de nossa decadência como sociedade. Triste sina.


Texto do blog do Gilmar da Rosa.


Como fica o direito à informação?



O jornalista Fritz Nunes, assessor sindical dos docentes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), escreveu artigo perguntando onde estão os editoriais da imprensa gaúcha denunciando o cerceamento ao direito de informação cometido pela Brigada Militar na ação de desocupação da fazenda Tarumã, em Rosário do Sul.


“Por que a Brigada Militar impediu que a imprensa registrasse o momento da desocupação? Será que haveria alguma coisa que não podia ser registrada sob pena de a ação não ser vista com bons olhos pela sociedade? Esperemos vigorosos pronunciamentos da imprensa gaúcha, através de seus briosos comentaristas e opinionistas, em defesa da liberdade da imprensa, contra essa arbitrariedade cometida pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul contra o livre direito à informação”. Clique AQUI para ler mais.


Foto: Jornal A Platéia


Texto do RS Urgente.

Mulheres da Via Campesina destroem plantação de milho transgênico

Grupo ligado ao MST invadiu fazenda da Monsanto na manhã desta sexta (7). Objetivo foi protestar contra liberação da venda de duas variedades de milho transgênico.

Texto completo no G1. Comentário: nesta semana da mulher, as camponesas da Via Campesina trabalharam bastante.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Saldos do confronto

Saldos do confronto

- Mais de sessenta mulheres e crianças feridas e atendidas na Santa Casa, quatro mulheres e duas crianças continuam hospitalizadas, um “coronel arranhado” e sua “agressora” presa.

- Todas as demais mulheres e crianças estão num ginásio esportivo da cidade.

- Nenhum membro do poder judiciário (?) compareceu ao local, juizes promotores e olha que temos fartura deles por estas bandas.

- Nenhum membro do poder legislativo (?), nem mesmo os que dizem fazer parte de uma comissão de direitos humanos e cidadania.

- A OAB não se fez representar.

- A maior autoridade da cidade ontem era um coronel da PM.

- O Prefeito (?) estava com um terno bonito nas entrevistas.

- A secretaria de saúde quando chegou foi ágil e solidária.

- O atendimento dispensado pelo Hospital Santa Casa na figura de sua provedora foi elogiável.

- O “repórter” da Zero Hora mesmo ao meu lado não conseguiu enxergar mulheres feridas, alias todo o PIG, ZH, Folha e Estadão viram apenas um coronel arranhado.

- O jornal local A Platéia foi o único que na edição de hoje se aproxima da verdade dos fatos. Inclusive com fotos. www.aplateia.com.br .

Enfim este é o presente oferecido pela governadora Yeda e o aparato policial do estado na semana da mulher que é comemorado na cidade. As papeleiras representadas pela Stora Enzo, patrocinadora da campanha política da governadora e de muitos deputados estaduais e federais eleitos agradecem sensibilizadas o tratamento dispensado aos movimentos sociais e em especial as mulheres camponesas.

Também do Blog do Gilmar da Rosa. Nota deste editor: ainda não consegui acessar o saite do jornal A Platéia. Possivelmente ele esteja tendo um pico de acessos, e precise passar por manutenção.

Manipulando a notícia - Mais notícias sobre as mulheres da Via Campesina na Fazenda Tarumã

Manipulando a notícia

É impressionante a forma como esta dita “imprensa” conservadora e golpista, manipula e distorce informações e fatos. Agridem e menosprezam a inteligência alheia. Na Zero Hora de hoje um relato do confronto agrário diz o seguinte: “As mulheres que invadiram a fazenda devem deixar o Ginásio Guanabara, em Santana do Livramento, ao meio-dia de hoje. Muitas delas foram submetidas na manhã de ontem a exame de corpo delito em razão das supostas agressões da Brigada Militar. Não há ninguém hospitalizado”. Protesto contra uso de força em mulheres clique no vermelho para ler a matéria. Supostas, Cara pálida? Eu estava delirando? Ninguém viu mulheres feridas, as fotos publicadas foi montagem? Na mesma linha hoje o blog Dialógico mostra a capa de ontem do “diário Gaúcho” que é outro lixo produzido no estado com titulo de jornal, e sua manchete diz: “CPI e policia investigam falha no Detran”. Este panfleto de direita e direcionado as classes D e E, que traz todo dia em sua capa uma “bunda de mulher” enxerga apenas uma “falha”, para eles a Fraude no Detran é invenção da Policia Federal e do Ministério Público. Este roubo que começou no governo Rigotto e continuou com Yeda na visão desta “imprensa (?)” é apenas uma falha. Ô raça.

Do blog do Gilmar da Rosa.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Via Campesina ocupa fazenda de fábrica de celulose no Rio Grande do Sul

Rio de Janeiro, 4 mar (EFE).- Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam e destruíram parte da fazenda Tarumã, da empresa Stora Enso, no Rio Grande do Sul, informou hoje o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

As manifestantes cortaram eucaliptos e plantaram espécies nativas em seu lugar na propriedade de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 quilômetros de Porto Alegre.

Os integrantes da Via Campesina e do MST afirmaram que a Stora Enso mantém plantações ilegais na região.

A Constituição proíbe que empresas estrangeiras adquiram terras em uma faixa de 150 quilômetros da fronteira do Brasil com outros países, destacaram os manifestantes.

A Stora Enso comprou terras perto da fronteira com o Uruguai, onde a companhia também possui plantações e pretende formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar fábricas na região, argumentaram.

Texto completo da Agência EFE, no UOL.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

RS QUER PRENDER O HOMEM QUE PODE SALVAR O PLANETA...

Ayrton Centeno escreve: Henry Saragih passou por maus bocados em março de 2006, em Porto Alegre. A começar por uma entrevista coletiva onde baixou o Caboclo Paulão e alguns dos perguntadores, possuídos pela Entidade, só faltaram dizer “Mentiu pro tio, contou pro vô? A casa caiu, a cobra fumô!” e bater com o jornal na mesa. Ali mesmo, Saragih foi intimado pela polícia a se apresentar em uma delegacia. Deu explicações durante horas. Acabou indiciado com mais 34 pessoas. Deixou o Rio Grande do Sul com um processo no lombo e sob o ladrar uníssono dos cães de guarda do pensamento único.

Independentemente do juízo que cada um possa ter sobre a arremetida, no dia 8 de março de 2006, Dia Internacional da Mulher, de centenas de colonas contra o viveiro da empresa Aracruz, em Barra do Ribeiro – incluindo-se aí quem julga que foi uma grande e necessária façanha até aqueles que trataram o assunto como a versão vegetal do Holocausto, passando por quem avalia que não passou de um singelo tiro no pé – o único crime provado, confesso aliás, de Saragih foi dar declarações favoráveis à razzia contra a transnacional. Talvez amanhã ou depois, não se sabe, o quadro mude e haja uma condenação e a operosa polícia gaúcha possa, enfim, fazê-lo ver o sol nascer quadrado, o que agradaria sobremaneira a singular - no sentido mais preciso de que não é plural - mídia bombachuda.

Seria uma cena bastante pitoresca e, mais do isso, paradoxal, de interesse muito além do Mampituba. Sim, porque a História, esta dama volúvel, arrumou outra tarefa para Saragih, bem mais nobre do que aquecer o cimento do Presídio Central. E ela manifestou tal capricho através de um painel de especialistas convocado pelo jornal londrino The Guardian. Pois não é que esta turma apontou Saragih como uma das 50 pessoas que podem salvar o planeta? Santa Monocultura! Por mil eucaliptos! Como é que os ingleses fizeram isso?


Este texto continua no RS Urgente. Não sei se a comparação é procedente, mas, um Chico Mendes indonésio?