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terça-feira, 22 de março de 2011

Mercenário negro, contratista branco


Por Olga Rodríguez

Talvez por acaso, talvez não, a mídia ocidental tem chamado desde o primeiro dia mercenários aos negros que operam a serviço do governo de Khadaffi. O são, e porque chama-los de outro modo?

Esta clareza de termos contrasta sem dúvida com a ambiguidade empregada por certa mídia européia e ianque para referir-se às dezenas de milhares de mercenários que tem lutado ou lutam sem limites em países como Afeganistão ou Iraque.

Os mercenários que trabalham nestes países são chamados contratistas ou pessoal armado privado, talvez porque muitos são brancos, tem uniformes sofisticados, último modelo de óculos escuros, armamento qualificado e estão contratados por empresas ocidentais ou pelo próprio exército ianque, que conta com alguns departamentos já quase privatizados.

Vejam mais detalhes em NODO50-Contrainformação na Rede

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Crimes de guerra: escravas sexuais no Iraque e no Afeganistão

Uma menina iraquiana de 12 anos é obrigada a se prostituir nos subsolos de Bagdá, enquanto os guardas privados norte-americanos fazem uma coleta de poucos dólares e fazem fila. As moças são recrutadas no Leste Europeu com a promessa de um trabalho como doméstica em Dubai e depois dali são desviadas e segregadas ao coração do Iraque. As garçonetes dos restaurantes chineses de Kabul, por trás das luzes vermelhas, escondem o segredo que todos conhecem. O artigo é de Angelo Aquaro, do jornal La Repubblica.


Vejam mais em CARTA MAIOR ou em IHU On-line

domingo, 9 de maio de 2010

Os segredos da Blackwater

Em gravações secretas obtidas eta semana pelo investigador estadunidense Jeremy Scalhill, o presidente da conhecida empresa de mercenarios, Blackwater, revelou planos para executar guerras clandestinas em varios paises do mundo.

Nas gravações, Erik Prince, fundador e presidente da Blackwater, (agora conhecido como "Xe"), explicava que a Blackwater enviaria mercenarios armados, contratados pelo governo dos EEUU, para lutar contra "terroristas" na Nigéria, Yémen, Somália e Arábia Saudita. Especificamente, o objetivo dessas missões seria combater a influência do Irã na região, confirmou Prince em suas declarações.
(...)
Destes 500 mercenários, uma equipe está especificamente dedicada a Cuba e forma parte dos esforços de Washington para promover uma "mudança de regime" e uma "transição" na ilha caribenha.

Vejam o texto completo em LA HAINE.ORG

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Iraque expulsa 250 ex-agentes da Blackwater

O Ministro do Interior do Iraque ordenou a expulsão de 250 seguranças privados por causa do seu envolvimento com a Blackwater, empresa responsável pelo tiroteio sangrento de 2007, em Bagdade.


Vejam mais em ESQUERDA.NET

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Juiz dos EUA rejeita caso contra guardas que mataram 17 no Iraque

Um juiz federal nos Estados Unidos rejeitou as acusações contra cinco guardas da empresa americana de segurança Blackwater ligadas à morte de 17 iraquianos em 2007.

Os cinco guardas, contratados para ajudar a zelar pela segurança do corpo diplomático americano, eram acusados de abrir fogo contra uma multidão em Bagdá.

O juiz Ricardo Urbina disse que os promotores do Departamento de Justiça apresentaram provas irregulares.

Todos os cinco acusados alegaram ser inocentes da acusação de homicídio culposo. Um sexto guarda admitiu ter matado pelo menos um iraquiano.

As mortes, ocorridas em um cruzamento movimentado em Bagdá, abalaram as relações com o Iraque e provocaram um debate nos Estados Unidos sobre as operações de empresas privadas de segurança em zonas de guerra.

Vejam mais em BBC BRASIL

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Los asesinos al lado: Blackwater en Colombia

Se sospechaba del primer momento la participación de los militares y agentes de la inteligencia estadounidense, entonces ubicados en la base militar de Manta, en la operación que acabó con un campamento de las FARC. Ahora un informe oficial de Ecuador confirma este hecho. Reafirma, además, que donde se encuentran bases militares utilizadas por Estados Unidos, habrá acción militar ejecutada por Washington – sin importar las reglas, leyes y normas del país anfitrión.

El polémico acuerdo militar entre Colombia y Estados Unidos, firmado el pasado 30 de octubre, significa la expansión militarista más grande de Washington en América Latina en toda la historia. El acuerdo permite la presencia de contratistas privados al servicio de las necesidades de las agencias de Washington en territorio colombiano, con todas las mismas imunidades otorgadas a los funcionarios y militares estadounidenses. Esto no es nuevo. Dentro del acuerdo del Plan Colombia, desde hace 10 años Washington utiliza por encima de 30 empresas contratistas para ejecutar obras militares y de inteligencia y espionaje en Colombia. Algunos de ellos son las empresas más poderosas del complejo militar industrial, como DynCorp, Bechtel, Lockheed Martin, Grupo Rendon, y Raytheon entre otras.


Vejam o texto completo em LA HAINE.ORG

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Blackwater e o limites da terceirização da segurança

Isso se segue a revelações durante o verão de que empregados da empresa antes conhecida como Blackwater eram "os caras" quando a CIA montou um programa secreto para assassinar líderes da Al Qaeda. Menos espetacular, mas não menos perturbadora, é a notícia de que a Blackwater (hoje rebatizada de "Xe") continua tendo uma função na montagem e no abastecimento dos teleguiados Predator da CIA, em bases ocultas no Paquistão e no Afeganistão. No ano passado o diretor da CIA, Michael Hayden, disse ao Congresso que as empresas contratadas pela CIA tinham torturado detidos pelo método de afogamento.

O debate sobre essas questões tende a se concentrar nas críticas à indústria privada de militares e segurança, com analogias com mercenários e palavras duras sobre cães de guerra. Mas um desafio mais apropriado seria para os governos que pagam essas empresas.

Confira o texto completo do The International Herald Tribune, reproduzido no UOL.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

No mundo pós- 11 de Setembro, mercenários ganham licença para matar

Mata-se muito no mundo pós-11 de Setembro. A Al-Qaeda e os jihadistas matam e são mortos. Os norte-americanos e seus aliados matam e são mortos. Afegãos e iraquianos, mortos às dezenas de milhares nos últimos anos, são os principais a sofrer com esses confrontos. Mata-se com um kamikaze solitário ou um exército de 100 mil homens. Mata-se abertamente, e mata-se às escondidas.

(...)

Descobre-se que, nesta guerra, Washington deu uma licença para matar a homens que não são nem soldados, nem policiais, nem de nenhuma maneira agentes a serviço do Estado. A CIA autorizou, por contrato, uma sociedade de mercenários, a Blackwater USA, a matar jihadistas. Uma das questões levantadas é simples: quem tem o direito de matar em nome dos EUA?

Nada de muito novo no texto do Le Monde, republicado no UOL.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Mercenários miseráveis

Todos nos lembramos da cena em que Michael Moore – em um simples exercício brechtiano – tenta fazer com que parlamentares estadunidenses aceitem alistar seus filhos para irem lutar na guerra que eles mesmos aprovaram – a invasão do Iraque – e constata que apenas um de todos eles tinha um filho no serviço militar. E diante da pergunta sobre quem, então, faz a guerra em nome deles, conhecemos as cenas da massa de negros pobres que buscam na guerra uma forma de emprego que os outros mecanismos da sociedade norte-americana não lhes propiciam.

Mas há outro tipo de gente que vai fazer a guerra em nome do Império de que são vítimas privilegiadas. Neste mês um grupo de 40 salvadorenhos, a maioria ex-militares, partem para o Iraque e o Afeganistão, para executar missões de segurança privada em nome da empresa Blackwater. O treinamento foi feito nas instalações do Centro de Apoio às Transmissões das Forças Armadas (CATFA), seguido de um duro treinamento militar na base de Moyock, na Carolina do Norte, campo de treinamento da Blackwater, empresa que fornece serviços de segurança privada para o Departamento de Estado dos EUA. Os selecionados receberam um prêmio de 500 dólares, os outros foram mandados de volta para suas casas.


Vejam o texto completo no Blog do Emir (e não deixem de ler os comentários. Vale a pena)

sábado, 16 de agosto de 2008

EUA: Bush abandona à sua sorte a ex-aliada Blackwater

O governo de George W. Bush parece disposto a abandonar à sua sorte algumas das empresas privadas que fornecem serviços de logística e segurança às tropas dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque, muitas vezes através da contratação de mercenários. Pelo menos é isto que sugere o desenvolvimento de um processo judicial no estado da Florida.

Por William Fisher, de Nova York para a IPS


Os familiares de três soldados mortos no Afeganistão em 2004, na queda de um avião da empresa Blackwater em que viajavam, estão a processar a companhia, baseando-se numa investigação do governo que responsabiliza os erros de funcionários da empresa pelo acidente.

Apesar do sistemático apoio de Bush a essas empresas privadas, que considera fundamentais para o êxito das operações dos EUA no Afeganistão e no Iraque, o governo não apresentou ao tribunal da Florida nenhum elemento em defesa da Blackwater antes de passar o prazo respectivo.


Texto completo na Esquerda.Net.


quinta-feira, 19 de junho de 2008

Empresa de segurança se fixa no limite EUA-México

As manifestações pela cidadania e a demanda legal apresentada pela cidade de San Diego não conseguiram barrar os planos da companhia de segurança privada Blackwater Worldwide de instalar-se na fronteira entre Estados Unidos e México. A controvertida empresa, com sede na Carolina do Norte e dedicada ao recrutamento, capacitação e serviço de segurança nos moldes militares de clientes públicos e privados, entre eles o governo federal dos Estados Unidos, fixou-se na região por interesses não revelados.

"Algo cheira mal quando vemos que uma empresa como a Blackwater quer instalar-se numa comunidade às escondidas, sem prestar satisfação e sem informar quais são seus verdadeiros propósitos", disse a Terra Magazine o jornalista norte-americano Jeremy Schaill, autor do livro Blackwater: The Rise of the Most Powerful Mercenary Army (Blackwater: a ascenção do exército mais podereoso e mercenário).

Texto completo no Terra Magazine.