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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O comércio entre Israel e o Irã

Por Alain Gresh

Para justificar o comércio, mesmo que indireto, com o Irã, Danny Catarivas, chefe da divisão de comércio internacional da Associação das Indústrias Israelenses explica que um país dependente do comércio internacional tem de separar o econômico do político e não entrar em um boicote econômico.

As declarações incendiárias do presidente Ahmadinejad contra Israel ou as proclamações dos dirigentes israelenses de que o Irã representa uma ameaça iminente e existencial poderiam nos fazer esquecer que as relações entre os dois países foram muitas vezes ambíguas, ao longo da história recente, mesmo após a revolução islâmica de 1979. Sabemos que, durante a ditadura do xá, Irã e Israel mantiveram relações estratégicas fundadas na luta contra o mundo árabe; essa aliança incluía também a Etiópia do negus e a Turquia, ou seja, os três países não-árabes da região. A revolução de 1979 conduziu à ruptura das relações diplomáticas entre os dois países, mas isso não significa que os contatos entre eles tenham desaparecido.


Vejam mais detalhes em REVISTA FORUM

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O renascer do fascismo

Juan Diego García
O paulatino desmantelamento do Estado de Bem Estar nas economias metropolitanas marcha paralelo com um debilitamento progressivo do Estado de Direito e é cada vez maior o divórcio entre o ideário liberal clássico e as politicas concretas que regem a vida cotidiana. Assiste-se a um renacimento do fascismo? Por que uma economia de guerra se justifica pela necessidade de combater um suposto inimigo externo de dimentsões apocalipticas (ontem era o comunismo, agora, o terrorismo) e se afiança uma ordem social que promove ao mesmo tempo um individualismo feroz e o gregarismo alienante, instaurando o reino do mais forte, a lei da selva, a competição mais feroz e o princípio utilitarista segundo o qual o fim justifica tudo. É a face amarga da sociedade capitalista e, sem dúvida, o mais parecido com a ordem fascista tradicional.
(...)
Na América Latina e no Caribe, alí onde os movimentos populares governam, as nunca desaparecidas forças da reação mais obscura em coalizão com o capitalismo internacional contratacam com um variado arsenal que vai das vitorias eleitorais "limpas" como no Chile ou fraudulentas como na Colômbia, México e Honduras, até a sabotagem sistemática, o terror, a guerra civil ou a intervenção direta de tropas estrangeiras se for o caso. Se no mundo rico ameaçam nuvens negras que pressagiam um futuro imediato cheio de temores para as forças democraticas, no mundo pobre, com resultados desiguais, o combate está já em pleno desenvolvimento. A cadeia poderia voltar a romper-se pelo seu elo mais frágil.

Vejam o texto completo em REBELIÓN.ORG

terça-feira, 16 de junho de 2009

El imperio del consumo y sus consecuencias en la vida cotidiana

escrito por Eduardo Galeano
Una civilización, que confunde la cantidad con la calidad, confunde la gordura con la buena alimentación.

(...)

Los dueños del mundo usan al mundo como si fuera descartable: una mercancía de vida efímera, que se agota como se agotan, a poco de nacer, las imágenes que dispara la ametralladora de la televisión y las modas y los ídolos que la publicidad lanza, sin tregua, al mercado. Pero, ¿a qué otro mundo vamos a mudarnos? ¿Estamos todos obligados a creernos el cuento de que Dios ha vendido el planeta a unas cuantas empresas, porque estando de mal humor decidió privatizar el universo? La sociedad de consumo es una trampa cazabobos. Los que tienen la manija simulan ignorarlo, pero cualquiera que tenga ojos en la cara puede ver que la gran mayoría de la gente consume poco, poquito y nada necesariamente, para garantizar la existencia de la poca naturaleza que nos queda. La injusticia social no es un error a corregir, ni un defecto a superar: Es una necesidad esencial. No hay naturaleza capaz de alimentar a un shopping center del tamaño del planeta.

Vejam o texto completo em Resumen Latinoamericano

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Afinidades entre Karl Marx e Charles Darwin

Por Igor Zanoni Constant Carneiro Leão

O objetivo desta nota é apontar algumas afinidades bastante claras entre a visão de Karl Marx e de Charles Darwin sobre o homem, a natureza e a sociedade. Ambos viveram na Inglaterra vitoriana e, embora com formação e interesses distintos, aproximaram-se de forma notável na forma de ver a ciência que exerceram e na forma de se interessar pelos problemas do homem e da natureza.

Em 1859, Karl Marx publicou em Londres a Contribuição à crítica da economia política, obra de maturidade em que fazia a crítica da economia política dentro de uma trajetória que o levaria a O capital, cujo primeiro volume foi publicado em vida do autor, em 1867. Essa crítica procurava desvendar a chamada base material das sociedades industrializadas, ou seja, suas articulações internas, sua origem e leis de desenvolvimento, passo preliminar para a crítica da totalidade da sociedade burguesa, isto é, de seus aspectos econômicos, políticos, sociais e ideológicos que mantêm, entre si, relações de correspondência ou conexões de sentido.

No mesmo ano e na mesma cidade Charles Darwin publicou A origem das espécies, após uma hesitação de quinze anos nos quais meditou profundamente sobre sua experiência de naturalista a bordo do Beagle, no qual circunavegaria o globo nos anos 1930 no mesmo século. A obra tornou-se imediatamente reconhecida e divulgada de forma muito mais exitosa que a obra de Marx.


Vejam o texto completo na Com Ciência-SPBC/Labjor