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sábado, 8 de junho de 2013

Opinião: Quem manda aqui?


"The Economist" surgiu no auge da desapiedada exploração dos trabalhadores britânicos, e por iniciativa da indústria têxtil de Manchester - a vanguarda daquele old liberalism, que inspirou Marx e Engels a redigirem seu Manifesto Comunista. Bons tempos eram aqueles, nos quais os operários - entre eles crianças de 8 e 10 anos - trabalhavam de 12 a 16 horas por dia e, quando faltavam aos domingos, pagavam multa pela ausência. O mundo tem mudado, menos "The Economist". Naqueles tempos magníficos, a revista acompanhava os investimentos britânicos no Brasil e aplaudia o punho de ferro do imperialismo em nossas terras.

Em nossos tempos atuais, na defesa dos bancos ingleses e dos especuladores da City, a publicação pretende nomear o Ministro da Fazenda de nosso país: um ministro que faça tudo o que o governo britânico está fazendo hoje contra seu próprio povo, com o arrocho fiscal e o corte até o osso nos gastos sociais, para que sobre para o capital financeiro.

A revista, depois de haver sugerido (em nome de que e de quem?) a demissão de Guido Mantega em dezembro do ano passado, volta a fazê-lo agora. Esquecem-se seus editores de que a Inglaterra é hoje um leão desdentado, que vive à sombra do poder de sua antiga colônia americana, e se tornou o grande valhacouto de banqueiros bandidos, como os fraudadores do Barclay's, e confessos lavadores de dinheiro do narcotráfico, como os senhores do HSBC.

O Brasil é um país soberano, com suas instituições democráticas recuperadas há quase trinta anos, e quem manda aqui é o seu povo, mediante o parlamento e a Chefia do Estado, eleitos diretamente pelos cidadãos. Aqui mandamos nós, e os ministros são escolhidos e nomeados por quem tem o poder constitucional de fazê-lo: a chefia do poder executivo.

         Assim, e, por favor, Shut Up!. 

Visto no JORNAL DO BRASIL

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Mais rica do mundo diz que salário ideal é o africano, de R$ 4 por dia

A mulher mais rica do mundo e herdeira de um império de mineração, Gina Rinehart, afirmou  nesta quarta-feira (5) que a Austrália está ficando muito cara para as mineradoras e disse que conseguiria contratar trabalhadores na África por menos de US$ 2 por dia (cerca de R$ 4).


Confira no UOL Economia

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Mercado versus Estagiário

Atualmente o que vejo nas empresas de RH, é muitas vagas em que o candidato precisa ter experiência de no mínimo um ano, ou que domine totalmente uma linguagem de programação, etc. Estas mesmas vagas que exigem que o estagiário seja um profissional completo, são as que têm a remuneração mais baixa de acordo com a função. Estas empresas usam o estágio como forma de ter mais um funcionário, mas este sem encargos tributários, se o mesmo tivesse carteira assinada.

Trecho de artigo de um estagiário de tecnologia da informação, no Baguete Diário.